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quinta-feira, 11 de abril de 2013

"Um de nós está errado...


e não sou eu".

Este é o caminho pelo qual todo conflito começa. Claro que ele começa porque, se não fosse assim, não havia conflito, certo?

Então, dado que a outra pessoa está convencida que você está errado, o você vai fazer a respeito? Apontando que ele está errado não ajudará muito até porque você terá dito a segunda coisa que seu sócio/consumidor/possível cliente/concorrente não acredita que seja verdade.

O que interessa ser abordado não tem muito a ver com o assunto em questão, mas tudo a ver com construir credibilidade, atenção e respeito. Somente assim você tem uma chance de educar e, eventualmente, persuadir.

Nós curamos desacordos construindo primeiro uma ponte de respeito mútuo, uma ponte que permita a educação, o diálogo ou o aprendizado. Quando você destroi esta ponte, você garante apenas o conflito.
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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

terça-feira, 19 de março de 2013

Arme sua tenda onde está seco


Pergunta boba: Será que neva em Utah, por que foi Lá que eles construíram as pistas de esqui?

Claro que não. É óbvio que você encontra a neve e depois construir as pistas de esqui.

Anos atrás, uma amiga estava frustrada pelo fato de que a indústria de brinquedos não licenciava suas ideias fabulosas para novos produtos. Ela raramente era chamada para reuniões, foi muitas vezes desrespeitada e não conseguia fazer qualquer coisa acontecer. Em uma situação como esta, é fácil questionar as próprias idéias e duvidar da qualidade do seu trabalho. Quando eu mostrei a ela que o setor de brinquedos, na verdade, tem uma história longa e triste de adquirir e promover novas idéias, ela mudou - e a indústria do livro (que publica milhares de novos projetos a cada mês) abriu as portas e o mercado fez dela um (enorme, e merecido) sucesso.

Se você levanta fundos para instituições sem fins lucrativos ou é alguém vendendo B2B, entender o perfil do que é sucesso antes é como entender onde está nevando. Claro, é possível inventar uma dinâmica de mercado totalmente nova, persuadir previamente o inflexível. Se essa é a sua missão, siga em frente. Mas se seu objetivo é fazer o seu projeto funcionar, envolver-se de um jeito que fará a diferença agora, é melhor plantar sementes em solo fértil.

Ficar insistindo que você está "certo" não é, nem de perto, tão eficaz como construir de sua empresa num lugar que é propício para o que você está tentando realizar. "Certo" não tem sentido se não leva a uma conexão, e ficar reclamando do saco de dormir molhado não lhe traz nenhuma simpatia.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

sexta-feira, 15 de março de 2013

Hábito Nº 7


O hábito de ser facilmente persuadido pela mídia de massa

O hábito de fazer direito ao invés de fazer mais do que se pede

O hábito de responder a porcaria com porcaria

O hábito de deixar ded confiar nas pessoas que se preocupam

O hábito de perder tempo em reuniões

O hábito de ser pontual

O hábito de evitar as coisas que provocam medo

O hábito de ler à frente

O hábito de fazer mais do que o prometido

O hábito de expandir conhecimento e experiência pessoal

O hábito do ceticismo

O hábito de falar perto

O hábito da generosidade ...

Há um milhão de hábitos lá fora, algumas boas, outras ruins, todos aprendemos. Cada hábito (o seu mercado, sua família, sua organização tem) foi formado porque as pessoas foram recompensadas por isso, pelo menos no curto prazo.

A coisa é, cada hábito é mutável com esforço.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

sexta-feira, 8 de março de 2013

Macro tendências não são tão interessantes


Quantas pessoas estarão usando a internet em 2016?

As mulheres são mais propensas que os homens a escolher a marca de batata chips que a família compra?

Qual percentual da população mundial estará falando espanhol em uma década?

Todos falam sobre mobile, é a próxima quanda coisa...

Se você é a General Eletric, Yahoo ou um candidato presidencial, tendências de longo prazo são importantes. Se você precisa não só de maioria, mas de pluralidade para montar os seus números, então, em todos os sentidos, preste atenção nestas mudanças tectônicas.

Mas a maioria das organizações necessita de uma dúzia ou centenas ou mesmo milhares de novos consumidores, não de 30 milhões. A maioria das instituições sem fins lucrativos não necessita de toda nova fundação ou de um grande doador, mas sim de uns poucos.

Quando você presta atenção às grandes tendências, você está jogando com números e tratando o mercado como uma massa amórfica de partes intercambiáveis. Mas isto não é o seu mercado. A tendência, por exemplo, é sobre pessoas que compram e leem nenhum livro por ano. Se você for um autor, isso não interessa nem um pouco. O que interessa são as 100.000 pessoas que podem tornar o seu livro um dos mais populares do ano (que são apenas uma em cada 3.000 pessoas no país).

Micro tendências importa mais do que as macro tendências, contudo, o mais relevante, é que pessoas são importantes. Seres-humanos individualmente com nomes, vontades e interesses.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

quarta-feira, 6 de março de 2013

O pior feedback é a indiferença


Nós nos blindamos contra à observação negativa, aos ataques ad hominem, as pessoas que não gostam das coisas defendemos.

No entanto, tudo isto é o feedback que temos quando "tocamos na ferida" e estamos fazendo um trabalho que é importante o suficiente para que o outros se interessem.

Não, o pior tipo de feedback é não ter feedback algum. Isto significa que não criamos nada a não ser banalidades.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Você não pode mudar tudo ou todos, mas pode mudar as pessoas que são importantes



Marketing é sobre mudar - mudar as ações das pessoas, suas percepções ou suas conversas. O sucesso da mudança é quase sempre específico, não geral. Você não tem a chance de fazer mudar as massas, mas você pode fazer uma mudança focada.

O desafio da mídia de massa era como veicular anúncios que seriam vistos por simplesmente todo mundo e, desta forma, os anúncios se pagavam. Este problema já era porque você precisa mais fazer anúncios que atinjam à todos. Que benção. Agora, em vez de ficar gritando para as massas, o profissional de marketing não tem opção a não ser escolher o seu público. Talvez não com um anúncio, mas com uma carta, um website ou um produto que fala por si mesmo. E mesmo assim, somos tentados a anunciar num show para todos verem, sonhamos com a lista de bestsellers e com a vitória das relações públicas.

Então em primeiro lugar, a mais importante pergunta é "quem nós queremos mudar?".

Se você não consegue responder esta pergunta especificamente, não prossiga com o resto. Por "quem", eu quero dizer "de-me um nome". Ou, se você não puder me dar um nome, então um perfil, uma tribo, uma posição na hierarquia, um grupo de pessoas que compartilham a mesma visão de mundo. Gente for deste grupo podem pensar que você está louco, ou no mínimo, vão ignorá-lo.

E depois, deixe bem claro:

No que seu público acredita?

O que ele teme?

O que ele acha que quer?

O que, de fato, ele quer?

Quais histórias ressonaram nele no passado?

Quem ele segue, imita e admira?

Qual o relacionamento dele com dinheiro?

Quais canais tem a permissão dele? De onde vem as mensagens que o atingem? Em quem ele confia e a quem ele presta atenção?

Qual é a origem de suas urgências? Por que ele irá mudar agora e não depois?

Depois que ele mudar, o que dirá a seus amigos?

Agora, que você sabe estas coisas, vá criar um produto, um serviço e uma história que funcione. Não é justo alterar as respostas para as perguntas que correspondem a coisa que você já fez (você pode mudar o público desejado, mas você não pode mudar a verdade do que eles querem e acreditam).

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Com uma mão certa



O carisma de um grande discurso, um design gráfico poderoso ou uma ferramenta bem-projetada (sim, uma ferramenta bem-projetada tem carisma) vem da convicção.

Não a arrogância do "eu estou certo e você não", mas da confiança/convicção do "eu preciso dizer isto ou projetar isto ou apresentar isto deste jeito e eu quero que você me escute".

Designs gráficos que caem no esquecimento, reciclam o cofre ou são simplesmente banais não fazem nada por nós. Contudo, a com a mão certa de alguém que compreende o que se diz e o que se quer não só nos ajuda como nos toca.

Esta é a diferença entre a pintura abstrata medíocre na feira de artesanato local e a obra poderosa no MOMA. Esta é a diferença entre um slide com 8 tópicos e um quadro que nos move.

Confiança geralmente implica em você saber que vai funcionar. Eu não estou falando sobre isso porque só os tolos são confiantes o tempo todo. Não, a mão certa tem que ser aberta, vulnerável e conectada, mas acima de tudo, pelo menos neste momento, ela é certa o suficiente para falar alto, sem esconder-se.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ensaiando fracasso, ensaiando sucesso



A imaginação ativa não tem dificuldade em imaginar as consequências negativas de seu novo plano, do seu próximo discurso ou da reunião que estar por vir.

É fácil visualizar e até mesmo ensaiar todas as coisas que podem dar errado.

A questão é: a visão clara, repetida várias e várias vezes, na verdade não diminui as chances de você não falhar. Na verdade, ela provavelmente aumenta essas chances.

Quando você opta por visualizar o caminho que funciona, é mais provável que você o sustente e crie um ambiente onde ele possa ocorrer.

Ensaiando o fracasso é simplesmente um mau hábito, não um uso produtivo do seu tempo.
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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A pior entrevista de emprego do mundo


Inovação e criatividade são características que podem vir de qualquer área. No conectado mundo digital, são constantemente desejadas pelas corporações que visam cativar seu público e passar a ideia de empresas de vanguarda. Ter profissionais criativos e inovadores virou uma vantagem competitiva sobre os concorrentes.

Parece que a cervejaria Heineken subverteu um pouco este processo.  A companhia usou de criatividade e inovação para encontrar seu melhor profissional. Candidatos a uma vaga de emprego passaram por entrevistas nada convencionais onde o objetivo era surpreender-los, colocando-os em situações para lá de incomuns e ver como eles se comportavam.

Um dessas situações era quando o entrevistador simulava estar tendo um ataque cardíaco. Os candidatos eram, de fato, pegos de surpresa e tinham que lidar com isto. Em um outro caso, os candidatos, ao serem apresentados para o entrevistador, tinham que acompanhá-lo de mão dadas a ele. O constrangimento ficava estampado nos rostos principalmente dos candidatos homens. Depois o entrevistador perguntava como eles tinham se sentido diante daquela situação.

Contudo, o terceiro cenário era realmente diferente. Durante a entrevista, soava um alarme onde todos eram informados que tinham que deixar o prédio. Do lado de fora, homens da brigada de incêndio pediam aos gritos que um voluntário se unisse a eles para ajudá-los a segurar uma rede de segurança pois uma pessoa estava prestes a pular do topo do prédio.

Para cada tipo de entrevista, foi selecionada a melhor e numa votação no site da empresa o público votaria no vencedor. O final da história? Assista ao filme e confira. Mais uma vez vemos que, sim, criatividade e inovação são essenciais no mundo dos negócios, mas são o meio e não o fim.

Fonte: Mashable

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Será que um sábio famoso é melhor do que um grande sábio?


Será que um autor de bestseller tem mais a dizer do que alguém que escreveu um livro brilhante que não vendeu nada?

Será que um professor titular na Universidade de Yale merece mais crédito do que alguém fazendo um trabalho inovador numa escola pública local?

Se o violinista no metrô tem tocado para casa cheia, isso faz dele melhor do que a até então desconhecida cantora da próxima esquina?

Para bens materiais, uma marca de confiança, certamente aumenta a probabilidade de compra pois o risco é menor. Imaginamos que é pouco provável que a Nabisco nos venderá um biscoito sem sabor de que alguma marca desconhecida na loja de alimentos saudáveis. Para um novo sabor, a marca torna a escolha mais fácil.

Com uma ideia é diferente, entretanto, pois o único custo aparente é o tempo que gastamos para ouví-la. (Isto não é verdade, claro).

E mesmo assim, nós hesitamos em investir tempo para ouvir ideias de fontes pouco conhecidas. Não é justo com o inventor, mas é a verdade.

Eu penso que isto está mudando, e rápido. A permeabilidade da web significa que você não precisa começar no topo, você não tem que ser escolhido pelo TED ou por um grande blog ou por ninguém influente. Escolha você mesmo.

É fato que quando você se escolhe, as pessoas provavelmente não abraçarão sua ideia (no começo). Isto porque o risco pessoal em ouvir novas ideias vinda de novos lugares está no medo que nossas opiniões sobre a nova ideias não bata com a opinião do outro. O risco real de interagir com ideias não testadas está no medo de como poderemos reagir de maneira que nossos pares não esperam. O desejo de nos sentirmos inseridos geralmente esmaga nossa curiosidade.

Leva um pouco de trabalho (e muito de sorte) para atingirmos o nível da fama. A questão que pode valer à pena é perguntar se o esforço está relacionado com a qualidade das ideias embutidas. Harvard está aí há por quase 400 anos. Isto não significa que o nome da marca vale tanto quanto nós podemos estar dispostos a acreditar nela.

As marcas começaram com cerâmica, cerveja e biscoitos. Hoje elas afetam a forma como nós pensamos sobre ideais, pessoas e até mesmo ciência. Comprador, fique atento.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá . Texto original em Seth's Blog

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Confundindo lealdade com silêncio


 
Algumas organizações exigem fidelidade total, e geralmente isto significa nunca questionar sua autoridade.

Estas organizações estão fundamentalmente condenadas.

Respeitosamente desafiando o status quo, combinando incansavelmente iteração, novas idéias são a marca da tribo vibrante.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Escassez e abundância na era digital


Felizmente, para muitas pessoas neste mundo privilegiado, escassez de comida é uma lembrança ancestral. Não temos que surrupiar algo no almoço para termos o que comer no jantar.

O furacão Sandy lembrou a milhões de pessoas do noroeste dos EUA o que é a escassez. Quando houve falta de gasolina, o pensamento de que poderia haver um dia ou mais sem o combustível levou a filas de seis horas de espera e brigas ocasionais. Muitos adultos com um senso do ilimitado... seguem detonando o motor ou jogando fora as sobras, tem mais na próxima esquina.

E ainda, bens materiais sempre conseguem bater de frente com a escassez. Sempre há algo mais novinho para se comprar, mais um mini guarda-móveis para alugar. A mídia amplifica nossa inveja sobre os bens materiais com reality shows na TV e comerciais sobre a próxima coisa que você deve comprar, se você correr, se você puder pegar emprestado para comprá-lo.

O mundo digital não oferece a mesma escassez. Duas gerações já cresceram com o entendimento que todas as músicas disponíveis são essencialmente de graça, o tempo todo. Nossas conexões com a internet são amplamente ilimitadas - quando chegamos perto do limite, nossos direitos aparecem como ofensa a esta afronta.

Mas economia sempre é baseada na escassez (por isso o temo "economia"). Não existe mercado para quem contarola, por exemplo, porque todos podem contarolar ilimitadamente o tempo todo. Então, no abundante mundo digital, o que é escasso? Onde está a economia?

Está na conexão.

Quem confia em você? Quem quer ouvi-lo? Quem irá colaborar, apoiar e engajar-se com você?

Existem coisas que não escalam ao infinito. Estes são recursos preciosos.

Quando não tinha energia durante o furacão Sandy, as pessoas tinham que decidir (pela primeira vez em muito tempo) se valeria à pena ouvir uma música no celular. Valeria à pena gastar a bateria? Esta é a análise que mostra a economia da conexão - vale à pena interromper esta pessoa? Minha próxima ação vai construir um relacionamento ou acabar com ele? Estou eu ganhando confiança ou perdendo?

Na economia conectada, nós valorisamos arte e inovação e coisas que valem à pena conversar a respeito. Nós buscamos transparência, generosidade e o longo prazo. Claro, ainda existem pessoas que irão lucrar no curto prazo queimando os ativos que tem, mas na medida em que ficamos mais conectados, isto simplesmente não vai prosperar.

Conexões, liderança e confiança vão ficar ainda mais valiosos. Claro, vá em frente e balance a cabeça concordando, mas quando você voltar ao trabalho, você está ocupado trabalhando com o universo da escassez ou tentando construir um lugar para você neste novo?

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Você vai pagar caro...


...mas você terá mais do que pagou.

Há muito espaço para este tipo de oferta de trabalho. A parte difícil não é cobrar muito. A parte difícil é entregar mais (com o olho do recebedor) do que ele pagou.

Muitas pessoas pagariam alegremente a mais pelo que você faz... se eles acreditassem que, de fato, seria uma pechincha, e que vale mais do que custa. Uma razão para comprarmos em loja é porque nós não confiamos que nada pode custar mais caro do que o mais barato merece custar.

Muitas vezes, na corrida para cobramos menos, nós entregamos muito pouco. E na corrida para cobrarmos mais, esquecemos o que aquelas pessoas querem. Eles querem mais. E melhor.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

"Não precisamos fazer melhor"


Melhorias vem sempre com muitos custos.

Custa tempo e dinheiro para fazer algo melhor. É arriscado, também, porque tentar fazer algo melhor pode torná-lo pior. Talvez torná-lo melhor para as massas o torne pior para as pessoas que já gostem dele. E riscos trazem medo porque significa que alguém vai ficar responsável, então a mente de lagarto não quer.

É por isso que, a menos que haja uma razão urgente para fazer algo melhor agora, a maioria das organizações, naturalmente, não se voluntaria para melhorar.

Sistemas operacionais, programas de governo, empresas sem fins lucrativos, professores por indicação, líderes de mercado, as empresas com clientes de longa data - estas organizações estão enfrentando uma batalha difícil na criação de uma cultura em que há uma urgência para melhorar.

Só porque é difícil não significa que é impossível, no entanto. Uma das tarefas mais importantes que um líder enfrenta é entender o quanto a equipe está com medo de fazer as coisas melhorarem (porque geralmente significa tornar as coisas piores - para algumas pessoas).

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Godin

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Como ouvir


A interação ao vivo ainda é importante. Professores, reuniões, apresentações, cada um dos brainstorms  - eles podem levar uma mudança real. Os ouvintes tem quase a mesma responsabilidade que a do orador, contudo. E mesmo assim, o Google apresenta quatro vezes mais resultados para "como falar" do que "como ouvir". Ouvir não é um ato passivo, não se você quiser fazê-lo do jeito correto.

Se ouvir leva a uma melhor oratória, então já se torna uma vantagem competitiva.

Pergunte a um empreendedor que tenha acabado de sair do escritório de um grande investidor como Fred Wilson. Ele vai dizer que deu o melhor passo de sua carreira - em grande parte por causa do público. O passo mais difícil para ser um melhor ouvinte é o primeiro: querer fazê-lo. Faça com que o esforço verdadeiramente valha à pena.

Não se preocupe muito em fazer anotações. Elas podem ser resumidas num caderno (ou livro) mais tarde.

Preste atenção, com entusiasmo, em quem está falando. Entusiasmo este mostrado por expressões no seu rosto, na sua postura, nas suas perguntas.

Refaça o que foi dito, mas com as suas próprias palavras, usando sua própria situação. Não faça perguntas demais, construa o que você acabou de ouvir, mas faça do seu jeito. Pegue o que você ouviu e transforme-a nas bases do que você está experimentando para suas novas ideias.

A melhor maneira de honrar alguém que disse algo inteligente e prático é dizer em troca algo que seja inteligente e prático. Outra maneira de honrá-lo é fazer algo com o que você aprendeu.

Bons ouvintes tem o que eles merecem - melhores oradores.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Para a pessoa que não entendeu a piada


O lendário comediante está matando todo mundo de rir no nightclub de 400 lugares. Um cara no fundo, contudo, não está rindo.

Miles Davis era evitado por algumas poucas pessoas da platéia, até mesmo nos melhores momentos.

O crítico de teatro da Times pode não gostar da peça, a mesma que fez pessoas chorarem e está com a venda esgotada por anos.

E mesmo sobre cada post de blogs e lista de livros existem comentários toscos de alguém que não gostou, não leu ou não concorda com o assunto (ou os três) e não está nem aí em "botar a boca no trombone" com uma lingua afiada.

Para estas pessoas, a mensagem do criador do trabalho é clara: "isto é não para você".

Unanimidade é impossível a não ser que você queira ser invisível. Podemos ser unânimes em nossa falta de feedback para os invisíveis.

Para os demais, contudo, a habilidade em dizer, "isto não é para você" é a fundação para criarmos algo corajoso e importante. Você não pode fazer seu melhor trabalho se você está sempre tentando tocar o intocável ou divertir aquele que se recusa a divertir-se.

"Isto não é para você".

É fácil falar e incrivelmente difícil de fazer. Você não tem muita escolha, todavia, não se você quer que seu trabalho seja relevante.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Clientes que quebram as coisas


Dois porcento dos seus clientes não estão nem aí. Eles não lêem as instruções, vão usar as coisas de maneira errada, vão ignorar os avisos sobre o IE6. Vão te culpar por terem pego vírus ou trocarão a receita mesmo que você peça para não fazê-lo.

E não apenas isto, eles vão te culpar quando as coisas derem errado.

Se você fizer um trabalho muito, muito bom de design e de experiência do usuário (UX) e de processo analítico, você pode baixar este número pra 1%.

Mas, e aí?

O negócio é o seguinte, culpar esses caras não vai ajudar a ninguém. Eles não querem ser responsabilizados e nem vão aprender nada.

O outro desafio, claro, é que este 1% muda o tempo todo. Se eles fossem sempre as mesmas pessoas, você poderia felizmente deixá-los de fora. Mas não tem como saber de antemão quem vai entender errado as coisas.

Se você vai estar no negócio de mercado para as massas, você não tem escolha a não ser aceitar que este grupo existe. E abraçá-lo. Não para culpá-lo, mas para amá-lo. Negócios de sucesso tem a flexibilidade em tornar fácil para eles a troca. Em tornar fácil para estas pessoas um jeito de te encontrar para te culpar e para que eles encontrem ajuda.

Claro, diminua os números. Mas e aqueles que sobraram? Eles são parte do negócio.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Assistir não é fazer (enfrentando o problema do espectador)


Talk shows, de Johnny Carson ao Fresh Air, sempre foram para serem assistidos. TV, comédia, artes gráficas, liderança empresarial, política - eles já foram vendidos para nós como esporte de espectador.

Vender audiência é muito fácil. É seguro e divertido e fácil. Você tem a mão o controle remoto. Você finge que tem o poder - o poder de desligá-lo, de mudar o canal, de comprar ou não comprar. Nós seduzimos as massas com uma simples barganha, e até permitimos que o papel do espectador se mude para o mundo real. Para a maioria das pessoas, na maioria das vezes, é dito para que elas assistam, não para conduzir, seguir, não para criar.

Esperar o café da manhã ser servido na cama é muito diferente do que levantar-se cedo e servir o café da manhã na cama.

Os espectadores tolamente afirmam que se todos fossemos atuantes, líderes e agitadores, então não haveria mais ninguém na platéia. Como se eles exigissem platéia.

A alternativa a espectador envolve fracassos e risco aparente. Isso significa que você vai encontrar pessoas que acusam de arrogância e voar muito alto as pessoas que estão ansiosas para apontar o fio solto em seu casaco ou a falha em seu raciocínio. Os espectadores nas arquibancadas são felizes em vaiar, felizes em sair fora quando o time está lutando no terceiro período, felizes por mudar caso o pão ou os circos deixam de satisfazê-los.

Por que na terra, perguntam eles, eles querem ser qualquer coisa se não um espectador?

E, de fato, aqueles que tolamente perceberam, levantaram-se, destacaram-se e fizeram a diferença, não podem deixar de perguntar: "e por que nós gostaríamos de ser espectadores de novo?"

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Possuir vs. Alugar


Você não é dono da atenção, da confiaça ou do espaço na prateleira. Você sequer é dono dos planos de amanhã.

Tudo é alugado, com uma cláusula de cancelamento que pode ser acionada a qualquer hora.

No momento que você começa a tratar seu aluguel como um "direito" seu, ele desaparece.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Além do mostrar-se


Você provavelmente já está careca de saber disto. Bunda na cadeira, sorriso no rosto. Nós muitas vezes corremos até as pessoas que acreditam que o trabalho delas é aparecer na hora certa para realizar o trabalho que tem que ser feito.

Estamos além disto agora. Mostrar a cara e tomar notas não é mais o seu trabalho. Seu trabalho é surpreender, agradar e mudar a agenda. Seu trabalho é escalar, redefinir expectativas e nos deixar encantados por sabermos que você faz parte do time.

Mostrar-se é algo superestimado. Necessário, porém longe de ser suficiente.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto orginal em Seth's Blog