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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Donos de iPhones com telas maiores estão deixando seus iPads de lado


A despeito das várias críticas recebidas pelos iphonemaníacos sobre as telas grandes dos iPhones 6 e iPhone 6 Plus, a verdade é que com elas, de 4,7" e 5,5" respectivamente, os usuários dos smartphones da Apple estão consumindo mais conteúdo de texto e vídeo do que nunca. E estão deixando de lado os iPads, antes usados para este fim.

Segundo o Pocket, aplicativo de seleção de conteúdo, após coletar dados de mais de 2 milhões de usuários donos, ao mesmo tempo, de iPhones e iPads, constatou que o uso do smartphone para consumo de conteúdo aumentou significativamente naqueles que possuem o iPhone 6. Para os que tem iPhone 5s, os percentuais de consumo entre iPhone e iPad era de 55% para smartphone contra 45% para o tablet. Ou seja, quase um equilíbrio. No entanto, para os donos de iPhone 6, esses números saltam para 72% contra 28% dos iPads. A distância aumenta ainda mais quando se coloca o "gigantesco" iPhone 6 Plus: 80% contra 20% do iPad. Veja no gráfico abaixo.

Fonte: Pocket


Com esses números apresentados pela Pocket, fica claro que os smartphones com telas maiores tornaram muito mais atraente o consumo de textos e videos, deixando desnecessário, ou no mínimo, redundante, fazê-lo no tablet. Esta tendência já era observada nos usuários de Android, sistema operacional usado em várias marcas de smartphones e os predecessores dos phablets de telas colossais.

É claro que ainda é cedo para decretar a "morte dos tablets". Contudo, sua função como segundo dispositivo nas mãos dos usuários precisa ser revista desde agora. Algumas empresas já estão pensando nisto. A Microsoft, por exemplo, procura colocar o seu novo tablet, o Surface 3 Pro, mais como um notebook do que como um tablet. Outras empresas como Samsung, abertamente, começa a deixar em segundo plano a fabricação desdes dispositivos. A Apple, líder absoluta do mercado, afirma manter seus tablets como prioridade, embora as vendas parecem estar arrefecendo um pouco. 

Embora recentes como dispositivos, a verdade é que os tablets parecem estar passando por uma "crise de identidade". Nem poderosos e funcionais como um notebook, nem ágeis e à disposição como um smartphone, os tablets necessitam evoluir ou estarão fadados a obsolescência. Alguém ainda se lembra dos netbooks?
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Fonte: TNW

sexta-feira, 8 de março de 2013

Macro tendências não são tão interessantes


Quantas pessoas estarão usando a internet em 2016?

As mulheres são mais propensas que os homens a escolher a marca de batata chips que a família compra?

Qual percentual da população mundial estará falando espanhol em uma década?

Todos falam sobre mobile, é a próxima quanda coisa...

Se você é a General Eletric, Yahoo ou um candidato presidencial, tendências de longo prazo são importantes. Se você precisa não só de maioria, mas de pluralidade para montar os seus números, então, em todos os sentidos, preste atenção nestas mudanças tectônicas.

Mas a maioria das organizações necessita de uma dúzia ou centenas ou mesmo milhares de novos consumidores, não de 30 milhões. A maioria das instituições sem fins lucrativos não necessita de toda nova fundação ou de um grande doador, mas sim de uns poucos.

Quando você presta atenção às grandes tendências, você está jogando com números e tratando o mercado como uma massa amórfica de partes intercambiáveis. Mas isto não é o seu mercado. A tendência, por exemplo, é sobre pessoas que compram e leem nenhum livro por ano. Se você for um autor, isso não interessa nem um pouco. O que interessa são as 100.000 pessoas que podem tornar o seu livro um dos mais populares do ano (que são apenas uma em cada 3.000 pessoas no país).

Micro tendências importa mais do que as macro tendências, contudo, o mais relevante, é que pessoas são importantes. Seres-humanos individualmente com nomes, vontades e interesses.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Será que um sábio famoso é melhor do que um grande sábio?


Será que um autor de bestseller tem mais a dizer do que alguém que escreveu um livro brilhante que não vendeu nada?

Será que um professor titular na Universidade de Yale merece mais crédito do que alguém fazendo um trabalho inovador numa escola pública local?

Se o violinista no metrô tem tocado para casa cheia, isso faz dele melhor do que a até então desconhecida cantora da próxima esquina?

Para bens materiais, uma marca de confiança, certamente aumenta a probabilidade de compra pois o risco é menor. Imaginamos que é pouco provável que a Nabisco nos venderá um biscoito sem sabor de que alguma marca desconhecida na loja de alimentos saudáveis. Para um novo sabor, a marca torna a escolha mais fácil.

Com uma ideia é diferente, entretanto, pois o único custo aparente é o tempo que gastamos para ouví-la. (Isto não é verdade, claro).

E mesmo assim, nós hesitamos em investir tempo para ouvir ideias de fontes pouco conhecidas. Não é justo com o inventor, mas é a verdade.

Eu penso que isto está mudando, e rápido. A permeabilidade da web significa que você não precisa começar no topo, você não tem que ser escolhido pelo TED ou por um grande blog ou por ninguém influente. Escolha você mesmo.

É fato que quando você se escolhe, as pessoas provavelmente não abraçarão sua ideia (no começo). Isto porque o risco pessoal em ouvir novas ideias vinda de novos lugares está no medo que nossas opiniões sobre a nova ideias não bata com a opinião do outro. O risco real de interagir com ideias não testadas está no medo de como poderemos reagir de maneira que nossos pares não esperam. O desejo de nos sentirmos inseridos geralmente esmaga nossa curiosidade.

Leva um pouco de trabalho (e muito de sorte) para atingirmos o nível da fama. A questão que pode valer à pena é perguntar se o esforço está relacionado com a qualidade das ideias embutidas. Harvard está aí há por quase 400 anos. Isto não significa que o nome da marca vale tanto quanto nós podemos estar dispostos a acreditar nela.

As marcas começaram com cerâmica, cerveja e biscoitos. Hoje elas afetam a forma como nós pensamos sobre ideais, pessoas e até mesmo ciência. Comprador, fique atento.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá . Texto original em Seth's Blog

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Facebook e Novos Modelos de Negócios

O Facebook está trabalhando duro para que sua plataforma de perfils conectados entre si se torne o principal ambiente de negócios on-line da internet. Sem dúvdia, se der certo,fará do gigante das redes sociais um gigante também na área de e-commerce, algo que ele ainda não é.

A aposta é ousada: fazer com que usuários comprem (e recomendem compras) para todos as pessoas ligadas a sua malha de amizades e contatos. Ou seja, é necessário despertar nestes usuários o novo hábito de compra num ambiente onde eles apenas fofocam, trocam fotos e comentam amenidades. Uma mudança e tanto...

Várias empresas estão apostando no sucesso do e-commerce no Facebook e estão desenvolvendo diversos aplicativos para tornar o negócio fácil e palatável para todos. Um bom exemplo do que está sendo feito é do Magazine Luiza que, na sua fan page, incentiva que os fãs-consumidores comentem suas compras e compartilhem suas experiências com o produto. Outro bom exemplo é da loja virtual LikeStore que criou uma plataforma de venda onde praticamente qualquer produto pode ser anunciado e vendido. A loja fica com um percentual da venda e nada mais. Desta forma, o pequeno lojista virtual tem custo zero para implementar seu negócio.

Com tanta facilidade e custos baixos, por que as empresas ainda não entraram com força neste novo modelo de negócios? Sobretudo, porque fazer negócios na internet é tornar-se extremamente transparente aos olhos do público. As empresas sabem que qualquer problema logístico, no produto, nos procedimentos de venda que não atenderem as expectativas do consumidor será amplamente divulgado, comentado e criticado. E isto traz uma enorme insegurança para elas. Contudo, é neste ponto que reside a verdadeira oportunidade: o aprimoramento no relacionamento com o cliente que, de fato, alavancará vendas e criará uma estreita identificação consumidor-empresa que dificilmente será desfeita.

Os negócios potenciais que podem ser fechados no Facebook ou em qualquer outro ambiente de negócios da web reforça a tendência de manter (ou criar) um relacionamento direto das organizações com seus clientes e clientes em potencial. A rápida evolução dos hábitos de consumo promovida pela popularização da internet levou a isto, o boca-a-boca digital tem hoje mais relevância que um anúncio que vai ao ar em horário nobre (a um custo altíssimo).

A necessidade de as empresas se adaptarem demanda por profissionais que conheçam os hábitos dos usuários e que saibam como construir relacionamentos de confiança na web por meio das redes sociais. Estes profissionais tem a sensibilidade necessária para conduzir um processo de negócio num ambiente virtual, pois a forma de negócio é diferente quanto se vende na internet.