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terça-feira, 13 de novembro de 2018

As Vantagens do TEF


A maior parte da população brasileira faz o uso de cartões de crédito, o que demonstra que menos pessoas carregam dinheiro em espécie com elas. No entanto o aumento do uso de cartões de crédito, gerou algumas consequências indesejadas. Como por exemplo, o fato do Brasil ser o segundo país com mais fraudes em cartões de credito no mundo.
Uma boa saída para esse tipo de situação, é utilizar o TEF para o recebimento de suas vendas em cartão, visando assim reduzir as perdas em seu negócio, uma vez que muitas fraudes acontecem no momento da venda.  Segundo o CEO da Comtex, Alexandre Moura outra maneira interessante de auxiliar o combate a fraudes, é por meio de aplicativos de conciliação de cartões de crédito como o Conciliador. “Por meio de sistemas como o Conciliador, as faturas são conferidas de forma automática, sem dar chance para erros. Além de economizar muito tempo dos lojistas, ele os deixa blindados contra maquininhas defeituosas. Sem dúvida é a melhor maneira de ajudar o varejista e o negócio como um todo”, explica Alexandre.
Outra vantagem da utilização do TEF que você pode contratar os serviços de quantas administradoras de cartões desejar e aplicar as configurações dentro do sistemaAbrindo assim o seu leque de negociação, sem ter que se restringir a empresa X ou Y, há aumento de competitividade e por consequência aumento da rentabilidade para a sua loja.
Além de tudo isso, com o TEF você consegue trazer mais clientes para sua loja, uma vez que por meio de integrações no sistema você oferece outros serviços, como por exemplo a Recarga de Celular ou também o serviço de Correspondente Bancário. Essas funcionalidades atraem clientes para a loja, fazendo com que este acabe comprando outros produtos em seu negócio.

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Texto original em AAM

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Parceria Conciliador com InfoVarejo


Tecnologia, automação na gestão de conciliação de cartões aliado a informação estratégica para varejistas de todo o país.




O sistema Conciliador comemora sua parceria com um dos mais influentes portais sobre varejo do Brasil, o InfoVarejo. Juntas, as empresas aliam forças para oferecer ao mercado varejistas informação e tecnologia.
Com o crescente aumento das vendas por cartões de crédito, débito e de benefícios, tem aumentado muito o tempo gasto pelos donos destes estabelecimentos para conciliar suas vendas por esses cartões. Mas o que é conciliar cartões? Conciliação de cartões é o processo no qual o varejista precisa conferir os valores das vendas por cartão com o que, de fato, entrou na conta bancária do estabelecimento.
A princípio, não parece um processo difícil, mas pense em fazer isto manualmente para dezenas ou centenas de vendas, uma a uma. No caso de estabelecimentos maiores, como grandes supermercados ou postos de gasolina, essas vendas chegam na casa dos milhares. Nesta montanha de números, papeizinhos e contas é fácil cometer erros. Isso para não falar no risco de fraudes.

Vendas com cartão


O sistema Conciliador veio para agilizar este processo. Com ele, a conciliação de cartões é automatizada, mais rápida e segura. Fica fácil para o dono do estabelecimento ver as inconsistências nas contas, como cobranças indevidas por parte da administradora do cartão ou fraudes nas vendas.
Para receber mais informações sobre o Conciliador, cliqueaqui.  

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Por que “quantos empregos a IA irá matar?” é a pergunta errada – Parte 1


Nos últimos cinco anos, nós temos desenvolvido maquinas de inteligência artificial (IA) que podem fazer várias coisas que antes só a mente humana podia realizar: compreensão da fala, diagnosticar doenças, checar termos de contratos, desenhar uma peça mecânica a partir de um esboço e até mesmo apresentar novas hipóteses científicas que são apoiadas em pesquisas subsequentes. Quando esses novos softwares estiverem presentes em máquinas, nós teremos carros e caminhões andando sozinhos, autônomos. Junte a isso, entregas e inspeções realizados por drones e robôs de todos os tipos.
Essas tecnologias estão sendo aperfeiçoadas mais rapidamente do que previram os seus criadores no início da década, aliado ao fato de que os melhores jogadores do mundo, tanto do jogo asiático de estratégia chamado GO como no famoso jogo de poker Texas hold-em,  são agora sistemas de IA, indica como tão profundamente esta tecnologia está invadindo o território humano.
Então não devíamos nós estarmos nos preparando para uma maciça onda de desempregos gerada pela tecnologia de IA? Um estudo dos acadêmicos Carl Frey e Michael Osborne, da Universidade de Oxford, amplamente divulgado encontrou que 47% dos empregos que existem hoje nos EUA estão suscetíveis a informatização. E outros cargos estão prontos para serem automatizados. Assim como a tecnologia dos carros autônomos avança, parece que provavelmente muitos dos 3, 5 milhões de caminhoneiros dos EUA terão que procurar um outro ofício.
A despeito dessas estatísticas e cenários apavorantes, no entanto, não é hora para pânico. Primeiro, previsões anteriores sobre ganhos e perdas ao longo do tempo sobre empregos específicos sempre deram com os burros n’água, e existem algumas razões para acreditar que os cortes não serão tão ruins assim. Segundo, o estudo de Oxford olhou só para a destruição de empregos e não para a criação de outros. O estudo não tentou estimar quantos novos empregos e quantas novas categorias de empregos poderão surgir com o futuro progresso tecnológico. Existirão certamente muitos, desde fiscais de robôs até intérpretes de IA. Por último, enquanto 3, 5 milhões soa como muitos empregos a serem perdidos, existem quase o mesmo em demissões a cada dois meses nos EUA, e outro seis milhões ou mais de pessoas que, voluntariamente, deixam seus empregos. A economia americana é grande e dinâmica, números grandes de empregos são perdidos o tempo todo e outros tantos são criados.
(Continuará...)
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Fonte: LinkedIn

quinta-feira, 22 de junho de 2017

As 10 cidades mais inteligentes do mundo


(Publicação original do blog ConexCidade
 
O conceito de cidades inteligentes é relativamente novo, criado a partir deste milênio, e vem sendo aprimorado ao longo dessas quase duas décadas. No ano 2000, quando este conceito surgiu, dava-se importância basicamente à administração pública - transporte urbano, serviços de saúde, escolas, urbanização entre outros. Contudo, percebeu-se que focar apenas nos serviços governamentais dava uma visão parcial do cenário das cidades.

Hoje, o conceito trata de um modelo de gestão pública aliados a avanços tecnológicos com objetivo de facilitar a vidas das pessoas em mobilidade urbana, serviços de saúde, educação e saneamento, integração cultural, sustentabilidade e preservação do meio ambiente e dos recursos naturais. Isto é possível com a integração extensiva dos sistemas digitais de comunicação e informação entre gestores públicos e as atividades privadas visando elevar a eficiência dos serviços oferecidos aos moradores das cidades.

Com base nesses conceitos, o Instituto de Estudos Superiores da Empresa, IESE, da Espanha, analisou o grau de “inteligência” de 181 metrópoles em todo o mundo em 80 países. Os principais conceitos analisados foram atividade econômica, gestão pública, planejamento urbano, coesão social e tecnologia.

Deste estudo, nasceu o ranking das cidades mais inteligentes do planeta que é atualizado anualmente. O mais recente, de 2016, mostra que, dentre as 25 primeiras, 9 são europeias e outras 9 estão na América do Norte. Para o Brasil,  as notícias não foram boas e mostram que a profunda crise em que vive o país segue deteriorando a qualidade de vida dos brasileiros. São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba foram as cidades que mais perderam posições em todo o estudo e hoje encontram-se em 124º (São Paulo), 129º (Curitiba) e 139º (Rio de Janeiro). Porto Alegre é a cidade brasileira mais bem ranqueada ficando com a 118ª posição.

 Veja abaixo a listas das 10 primeiras cidades mais inteligentes do mundo segundo IESE em 2016.


1.Nova York
Sede de várias empresas globais. Alta atividade econômica
2.Londres
O destaque vai para educação das crianças e jovens
3.Paris
É a cidade que mais atrai turistas. Também possui forte atividade econômica.
4.São Francisco
Alta capacidade de atrair negócios. Proximidade com o Vale do Silício ajuda.
5.Boston
Administração pública é o forte desta metrópole norte americana
6.Amsterdã
Planejamento e mobilidade urbanos são os pontos fortes da capital do Reino da Holanda
7.Chicago
Forte atividade econômica que a faz um ímã no centro-norte americano
8.Seul
A capital da Coreia do Sul é uma das mais tecnologicamente avançadas do mundo. Os padrões sociais também ajudam a colocá-la como a primeira cidade asiática no ranking
9.Genebra
Gestão pública e investimentos ambientais são os principais conceitos da capital da Suíça
10.Sydney
Planejamento urbano aliado a tecnologia e conectividade fazem de Sydney a única cidade do hemisfério sul a fazer parte das 10 primeiras mais inteligentes do mundo

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Donos de iPhones com telas maiores estão deixando seus iPads de lado


A despeito das várias críticas recebidas pelos iphonemaníacos sobre as telas grandes dos iPhones 6 e iPhone 6 Plus, a verdade é que com elas, de 4,7" e 5,5" respectivamente, os usuários dos smartphones da Apple estão consumindo mais conteúdo de texto e vídeo do que nunca. E estão deixando de lado os iPads, antes usados para este fim.

Segundo o Pocket, aplicativo de seleção de conteúdo, após coletar dados de mais de 2 milhões de usuários donos, ao mesmo tempo, de iPhones e iPads, constatou que o uso do smartphone para consumo de conteúdo aumentou significativamente naqueles que possuem o iPhone 6. Para os que tem iPhone 5s, os percentuais de consumo entre iPhone e iPad era de 55% para smartphone contra 45% para o tablet. Ou seja, quase um equilíbrio. No entanto, para os donos de iPhone 6, esses números saltam para 72% contra 28% dos iPads. A distância aumenta ainda mais quando se coloca o "gigantesco" iPhone 6 Plus: 80% contra 20% do iPad. Veja no gráfico abaixo.

Fonte: Pocket


Com esses números apresentados pela Pocket, fica claro que os smartphones com telas maiores tornaram muito mais atraente o consumo de textos e videos, deixando desnecessário, ou no mínimo, redundante, fazê-lo no tablet. Esta tendência já era observada nos usuários de Android, sistema operacional usado em várias marcas de smartphones e os predecessores dos phablets de telas colossais.

É claro que ainda é cedo para decretar a "morte dos tablets". Contudo, sua função como segundo dispositivo nas mãos dos usuários precisa ser revista desde agora. Algumas empresas já estão pensando nisto. A Microsoft, por exemplo, procura colocar o seu novo tablet, o Surface 3 Pro, mais como um notebook do que como um tablet. Outras empresas como Samsung, abertamente, começa a deixar em segundo plano a fabricação desdes dispositivos. A Apple, líder absoluta do mercado, afirma manter seus tablets como prioridade, embora as vendas parecem estar arrefecendo um pouco. 

Embora recentes como dispositivos, a verdade é que os tablets parecem estar passando por uma "crise de identidade". Nem poderosos e funcionais como um notebook, nem ágeis e à disposição como um smartphone, os tablets necessitam evoluir ou estarão fadados a obsolescência. Alguém ainda se lembra dos netbooks?
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Fonte: TNW

quinta-feira, 28 de março de 2013

Realista demais

A Activision, companhia de video games, apresentou ontem uma fantástica animação de um personagem
digital que impresiona pela perfeição. A animação de pouco mais de dois minutos nos mostra um novo padrão de renderização de imagem que a empresa de games pretende adotar nos seu próximos projetos.

Não há dúvida que a Activison, de fato, estabeleceu outro paradigma para os personagens digitais. Há mais de uma década, a indústria dos games vem aperfeiçoando a qualidade gráfica dos seus jogos. Hoje, várias franquias como Call of Duty (da Activision), Far Cry (da Ubisoft) ou Battlefield (da Eletronic Arts) procuram superar seus rivais por meio da qualidade técnica e gráfica dos games procurando atender jogadores cada vez mais exigentes.

Contudo, a Activision, com seu protótipo exibido na última GDC 2013, feira de desenvolvedores de games realizada em São Francisco, EUA,  foi além. Texturas da pele, dos olhos e dos pelos são incrívelmente reais. Confira o video demo apresentado na GDC e tire suas próprias conclusões.



Fonte: Mashable

terça-feira, 19 de março de 2013

Google Babble, o serviço unificado dos chats da Google


A gigante Google possui diversos serviços de comunicação e troca de mensagens dentro de seu vasto repertório de aplicações. Google Talk, Google+ Hangout, Chat for Drive, Messenger e Google Voice são serviços muito usados pelos os usuários no mundo todo. Contudo, estes programas utilizam diferentes plataformas sendo impossível a intercomunicação entre eles. Na verdade, apenas o GTalk e o G+ tem integração, mesmo assim o serviço deixa a desejar.

Segundo algumas fontes, a Google quer acabar com isso e estaria desenvolvendo um serviço de chat universal. Ou seja, usuários em diferentes aplicativos poderiam trocar mensagens, imagens, conversar e até compartilhar arquivos em conjunto. De acordo com o website Geek.com, a Google deseja há muito tempo unificar a plataforma de comunicação de seus serviços. E segundo "múltiplas fontes", o nome do projeto seria Babble (balbuciar, em tradução livre). O serviço seria uma integração comunicacional completa entre seus aplicativos onde as pessoas poderiam compartilhar arquivos no Google Drive e abrir conferência via Hangout ao mesmo tempo e para qualquer pessoa da sua lista do Gmail.

Se for verdade, o Babble seria mais uma aposta da Google numa tendência que a companhia vem mostrando desde o fim de 2011: a unificação de serviços e a criação de alternativas em relação à concorrência. No caso do Babble, a empresa de Palo Alto pretende ultrapassar serviços como o iMessage, da Apple,  e o Blackberry Messenger (ou BBM) da Blackberry.

Fonte: Mashable

segunda-feira, 11 de março de 2013

Realidade Aumentada para qualquer superfície


Uma das tecnologias mais impressionantes dos últimos anos é, sem dúvida, a realidade aumentada ou augmented reality, em inglês. Ela impressiona porque consegue unir o mundo real ao universo digital. Poder observá-los juntos e interagindo é fantástico. Contudo, para ser útil, a realidade aumentada depende muito de um ambiente controlado para que os efeitos virtuais funcionem de forma satisfatória para o público em geral.

O aplicativo gratuito Augment promete resolver muitos dos problemas encontrados para uma aplicação mais simples de realidade aumentada. Disponível para iOS e Android, o Augment exibe modelos em 3D em praticamente qualquer superfície. Para isto, é necessário ter à mão um mapeador, chamado de tracker pelo app, sobre o qual o modelo virtual irá aparecer. Caso você não tenha, o próprio aplicativo cria um para você, rastreando capas de revistas ou folhetos. Você também pode baixar e imprimir o tracker disponibilizado pelo Augment.

O resultado é bem interessante. E pode ser um aliado poderoso dos sites de vendas. Compras de mercadorias grandes como sofás, televisores ou pequenos móveis não são o forte de empresas como eBay ou Amazon. Um dos motivos para isto é o risco que o comprador tem ao comprar algo grande para sua sala sem saber como ficará. Com o Augment, este risco pode ser, pelo menos, minimizado.

Outro bom uso para o aplicativo é a criação de ações promocionais que impressionem as pessoas. Por exemplo, a foto de um personagem animado ao lado de uma criança real, ou um corretor pode mostrar como um imóvel vazio ficará depois de mobiliado. Enfim, são inúmeras a possibilidades para realidade aumentada. Agora, acessível para todos os donos de tablets e smartphones.

Fonte: Mashable

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A Melhor Maneira de Aprender Marketing

... é fazer marketing.

Faça nos fins-de-semana. Voluntarie-se e trabalhe de graça. Levante recursos. Execute um negócio online. Empreenda um stand de criança para vender limonada.

Quando você coloca suas ideias no mundo, assim, e somente assim, você saberá se elas são reais.

Não é caro, é simplesmente assustador.


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Tradução de Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

terça-feira, 5 de junho de 2012

Estratégias Mercadológicas: Centauro x NetShoes

A Centauro, principal marca da holding SBF que reúne também a By Tennis e Nike Store, é uma gigante no setor de varejo para roupas e artigos esportivos. A rede que conhecemos hoje foi criada no início de 2000 a partir da visão do seu fundador, Sebastião Bomfim, cuja ideia era criar megalojas em shopping centers voltadas exclusivamente para este público. Deu certo e hoje a  rede é o maior revendedora do país das principais marcas do segmento com faturamento anual de R$ 2 bilhões.

A situação é bastante confortável reforçada pelo cenário macro-econômico bastante promissor com o Brasil sediando a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Contudo, a maior rede de materiais esportivos do país trava um dura competição numa arena bem menos tangível daquelas que lojas de "tijolo e cimento" estão acostumadas a enfrentar: a internet.

Novo Paradigma 

 

No mundo digital, pouca importância tem a quantidade de pontos de vendas da concorrência. Na web todos tem apenas UM endereço. E é com esta cultura do comércio digital que a NetShoes vem dominando o mercado de material esportivo na internet. Líder do mercado digital, a empresa fundada por Marcio Kumruian, fatura R$ 400 milhões de reais ao ano com venda exclusivamente online. Apesar de seu faturamento ser 1/5 do da SBF, dona da Centauro, a NetShoes conta com custos operacionais muito menores fazendo dela um concorrente de peso.

Hoje, as decisões empresariais precisam avaliar os dois universos: o negócio tradicional (offline) e o negócio digital (online). Empresas como a Centauro tem forte presença no mindshare do consumidor como lojas físicas presentes em shopping centers. Contudo, esta não é a realidade para os consumidores digitais. Muitas vezes estes consumidores vão às lojas da Centauro para conhecer e experimentar o produto, mas compram no site NetShoes. Mas por quê? Será apenas preço?

Mudança de estratégia

 

Sem dúvida que um dos maiores desafios do marketing é entender (e tentar prever) o comportamento do consumidor. Nos últimos anos, o mercado percebeu uma enorme mudança de paradigma quando a internet passou a ser o principal veículo de vendas das pessoas, principalmente entre os mais jovens. Com isso, novas variáveis entraram na equação. Critérios, antes pouco relevantes, passaram a ser importantes na avaliação do consumidor e na sua decisão de compra.

Por exemplo, com o surgimento do e-commerce, as empresas puderam ter um rico histórico de compras de seus clientes. Por meio da tecnologia, ficou muito mais preciso o acompanhamento dos hábitos de consumo. Quando uma pessoa se cadastra numa loja virtual e começa a navegar pelo site, a empresa pode, com a devida permissão, monitorar seu interesse, conhecer o que ele mais procura, o que ele pesquisa e o que efetivamente compra. Enfim, conhecer a fundo cada um de seus clientes ou potenciais clientes e, com isso, lançar mão de estratégias de vendas mais precisas e personalizadas. Tratar esses dados com inteligência fazendo disto uma vantagem competitiva. A Amazon.com faz isto com maestria e outras empresas no Brasil estão seguindo este caminho. A NetShoes é uma delas e saiu na frente.

O que a Centauro poderia fazer?

 

Acredito que pode ser um erro a Centauro tentar ser o que não é: uma empresa de e-commerce. A empresa deve continuar forte no segmento que conquistou à duras penas. Sua abordagem no universo digital deve ser diferente. Seria mais interessante a Centauro disponibilizar a seus fiéis compradores offline serviços na internet que agregarão valor a marca como, por exemplo, acompanhamento de treinos online para várias modalidades esportivas. O objetivo seria, por meio de um bom serviço, buscar a confiança e fidelização daqueles que estão na web, mas que preferem comprar seus tênis, camisetas, meias e bicicletas nas lojas tijolo-e-cimento da Centauro.

A holding SBF não deve ignorar o e-commerce. Mas deve fazê-lo por meio do lançamento de uma outra empresa, uma nova marca com o digital business entranhado em seu DNA e nascido para este fim. O que temos hoje é o site de e-commerce da Centauro muito bem montado, com preços competitivos, mas que é quase idêntico ao da NetShoes, seu principal concorrente.

Conclusão

 

Empresas tem que ser forte no segmento onde são especialistas, onde sua experiência e expertise são importantes diferenciais competitivos. Entrar em áreas novas onde já existam concorrentes poderosos é um risco muito grande que só deve ser levado em conta quando se percebe uma franqueza nestes concorrentes que pode ser explorada. Copiar fórmulas de negócio sem o know-how necessário e sem que esta cultura esteja sedimentada dentro da empresa pode ser um equívoco.

No entanto, adotar soluções criativas para aproximação com o cliente tem se mostrado como uma atitude positiva e simpática junto ao consumidores. Criar vínculos afetivos por meio de serviços úteis pode ser um diferencial importante além de evidenciar ao mercado uma ideia de empresa inovadora, participativa e tecnologicamente presente.

Dados fonte:
DALMAZO, L. - NetShoes, a craque do varejo online. Exame, ed 984, ano 45, n. 1, 26 de janeiro de 2011.
ARAGÃO, M. - Das quadras para o IPO. Exame, ed. 994, ano 45, n. 11, 15 de junho de 2011

quinta-feira, 22 de março de 2012

Marketing da Iniciativa

O nível de produção e de serviços das empresas, ao longo de mais de um século de especialização e de barateamento de custos, atingiu o limite da curva  - ou está perto de atingir. Hoje, tudo o que compramos, funciona; se não funcionar, compramos do concorrente. Existem serviços para quase todas as nossas necessidades e preços. E o mercado está sempre pronto a satisfazer nossas carências. A oferta é abundante!

Este cenário de satisfação plena de consumo por parte dos clientes levou as empresas à buscarem por algo tão intangível quanto a vontade do mercado por novidade: iniciativa. E iniciativa só vem de pessoas. Pessoas dispostas a mexer, cutucar, testar, errar e recomeçar. Organizações estão ávidas por estes profissionais embora muitas ainda não percebam que o diferencial competitivo reside neles.

Claro que iniciativa só não basta. É crucial para profissionais de qualquer área que, antes, eles busquem, segundo Seth Godin, "os seis imperativos do mercado":
  • Primeiro imperativo: estar atento - atento ao mercado, as oportunidades, a quem você é.
  • Segundo imperativo: ter educação - formação especializada é essencial para compreender o que está a sua volta.
  • Terceiro imperativo: estar conectado - "mostrar a cara", expor-se, interagir para que você possa ser confiável.
  • Quarto imperativo: ser consistente - para que as pessoas saibam o que esperar de você.
  • Quinto imperativo: construa um ativo - para que você possa negociá-lo. Ou seja, crie algo que somente você tenha, isto pode ser uma ideia já testada, conhecimento adquirido, uma empresa, um serviço, um blog...
  • Sexto imperativo: ser produtivo - para que você possa ser bem pago.*

Aprendemos estes pré-requisitos ao longo de nossa vida acadêmia e profissional. São commodities, todos que almejam sucesso, os constrói de alguma maneira. Porém, líamos que com a iniciativa era diferente, que era para algumas pessoas, um traço da personalidade. Nada mais falso! Iniciativa pode ser aprendida, assimilada e praticada como qualquer habilidade. Todos nascem com ela. As crianças tem iniciativa pois, sem ela, é impossível descobrir o mundo. 

Ter iniciativa é ser iniciador. E para iniciar precisamos correr riscos. Ou seja, é necessário ter a coragem de assumir a possibilidade de algo não dar certo e ser capaz de aprender com o erro. Nas corporações tradicionais, há tempos atrás, esta característica não era incentivada. Era melhor tem empregados obedientes ao invés de iniciadores. Não era permitido contestar o sistema produtivo ou sistema de vendas ou o sistema de atendimento ao cliente. Isto era para a diretoria. Este tempo passou e empresas que ainda adotam estas políticas gerenciais são as mesmas que temem mudanças, não entendem o mercado e tentam criar leis que impeçam-no de evoluir.

Hoje, as corporações perceberam que é fundamental ter em seus quadros profissionais com iniciativa para que o marasmo dos processos seja sacudido e alterado. Pequenas modificações, muitas vezes, são o diferencial que atrai o cliente para este produto e não para aquele. Se não der certo, no problem, o que importa é a perseverança na melhoria e inovação.

Muitos são os exemplos de pessoas e empresas, nas mais variadas áreas, que chegaram ao sucesso (e conseguem se manter lá) por meio da iniciativa, assumindo riscos e aprendendo com erros. Contudo, é costume da nossa sociedade criticar o que não dá certo, mas somente com os insucessos seremos capazes de acertar na próxima tentativa. O que não podemos é deixar de acreditar. Aqueles que param de tentar são os mesmos que reclamam do chefe, do emprego, do salário, da vida. Não sejamos um deles!

No mundo real e digital, vemos diariamente pessoas iniciando novos projetos, novos empregos ou novos empreendimentos. Com a formação certa, todos podem ingressar nessas iniciativas. A facilidade de conexão proporcionada pela internet nos ajuda a encontrar as pessoas certas e conhecer os empreendimentos que mais nos atraiam. Mexa-se, cutuque, faça, erre e acerte! O mercado procura por pessoas assim.

* Poke the Box - Godin, Seth (página 4, em inglês). Com alterações