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quarta-feira, 13 de março de 2013

Novidade do Samsung Galaxy S IV não terá exclusividade


Uma das maiores novidades do esperado smartphone da gigante coreana Samsung não será exclusivo do Galaxy S IV. O mapeamento do movimento ocular, tecnologia desenvolvida pela startup israelense uMoove, será comercializado para outras empresas fabricantes de smartphones e tablets, como a Apple.

A notícia foi dada pelo fundador e CEO da uMoove, Moti Krispil. Ele garantiu que a tecnologia é bastante versátil e que não deve pertencer a uma única empresa. "Tomamos uma decisão muito importante que a tecnologia é tão diversificada que não podemos permitir que ela seja confinada", afirmou Krispil numa entrevistas.

O mapeamento de olhos - e de cabeça - oferece ao usuário uma nova experiência com a leitura de textos em dispositivos como os smartphones e tablets. A tecnologia pode ser expandida para outros tipos de interações como games, navegação na internet ou mesmo video conferências. Segundo Krispil, a tecnologia foi inicialmente criada para facilitar o acesso aos dipositivos às pessoas com necessidades especiais.

Fazendo uso da câmera frontal do dispositivo, o mapeamento identifica para onde a pessoa está olhando e o movimento da cabeça, juntos ou separadamente. Com isso, ao mexer a cabeça o usuário pode controlar a rolagem da tela e com os olhos desenhar figuras geométricas, por exemplo. Objetos podem ser selecionados na tela simplesmente olhando-se fixamente para eles e confirmações podem ser aceitas ou não apenas balançando a cabeça. Sem dúvida, uma tecnologia revolucionária.

Fonte: Bits NYT


segunda-feira, 11 de março de 2013

Realidade Aumentada para qualquer superfície


Uma das tecnologias mais impressionantes dos últimos anos é, sem dúvida, a realidade aumentada ou augmented reality, em inglês. Ela impressiona porque consegue unir o mundo real ao universo digital. Poder observá-los juntos e interagindo é fantástico. Contudo, para ser útil, a realidade aumentada depende muito de um ambiente controlado para que os efeitos virtuais funcionem de forma satisfatória para o público em geral.

O aplicativo gratuito Augment promete resolver muitos dos problemas encontrados para uma aplicação mais simples de realidade aumentada. Disponível para iOS e Android, o Augment exibe modelos em 3D em praticamente qualquer superfície. Para isto, é necessário ter à mão um mapeador, chamado de tracker pelo app, sobre o qual o modelo virtual irá aparecer. Caso você não tenha, o próprio aplicativo cria um para você, rastreando capas de revistas ou folhetos. Você também pode baixar e imprimir o tracker disponibilizado pelo Augment.

O resultado é bem interessante. E pode ser um aliado poderoso dos sites de vendas. Compras de mercadorias grandes como sofás, televisores ou pequenos móveis não são o forte de empresas como eBay ou Amazon. Um dos motivos para isto é o risco que o comprador tem ao comprar algo grande para sua sala sem saber como ficará. Com o Augment, este risco pode ser, pelo menos, minimizado.

Outro bom uso para o aplicativo é a criação de ações promocionais que impressionem as pessoas. Por exemplo, a foto de um personagem animado ao lado de uma criança real, ou um corretor pode mostrar como um imóvel vazio ficará depois de mobiliado. Enfim, são inúmeras a possibilidades para realidade aumentada. Agora, acessível para todos os donos de tablets e smartphones.

Fonte: Mashable

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Mídia lenta


Mídia lenta é paciente. Não tem um deadline. Não é medida em centímetros para coluna de jornal. Ela pode ser calma em vez de sensacional, profunda em vez de superficial.

Na era do "Últimas notícias, anúncio das indicações ao Emmy!" e 140 caracteres, é meio surpreendente percebermos que nós também estamos vivendo a era de ouro da mídia lenta.

Durante anos, nas manhãs de domingo, você poderia me encontrar sentado na minha garagem, recém chegado de uma missão ou de outra, ouvindo a entrevista extraordinária de Krista Tippett no rádio. Graças à web, não há mais a necessidade de se sentar em seu carro, e uma inovadora abordagem de Krista está se espalhando. Passar 90 minutos no estúdio com ela para criar a mostra da semana foi, para mim, um dos destaques da minha carreira.(download, em inglês)

Quando há espaço ilimitado na prateleira permitindo ilimitados podcasts, com duração ilimitada, o objetivo não é fazer com que o programa entre no ar o mais rápido possível e nem torná-lo mais "barulhento". Em vez disso, o objetivo, como o objetivo de um bom livro, é dizer algo valha à pena ser dito, e fazê-lo de uma forma que valha à pena esperar por ele.

O desafio era promover a sua ideia para que ela chegasse ao rádio ou entrasse no jornal. É claro que, ao longo do caminho a sua ideia era truncada, editada mal interpretada, amplificada ou simplificada, porque o espaço da mídia, muitas vezes escassos, exigia isso.

Hoje, o desafio é, como Krista tem mostrado, ser perspicaz o suficiente e paciente o suficiente para usar o tempo (ilimitado) para criar uma mídia lenta mas que as pessoas realmente querem ouvir. Nem todas as pessoas, é claro, mas o suficiente. Mídia não para as massas, mas a mídia para o diferente, para as pessoas que se importam. Pode não ser uma mídia óbvia, ou fácil de compreender ou a mídia de fácil digestão, mas tudo bem, porque a mídia lenta não é mídia de massa. Mídia lenta não é para as massas distraídas, é para poucos focados.

Um dos maiores privilégios de publicar "The Icarus Deception" e "V is for Vulnerable" é que eu tive a oportunidade de conversar com alguns podcasters surpreendentes. E para fazê-lo lentamente. Com foco.

Vá em frente e se escreva para alguns. Mídia lenta é bom para nós.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Primavera de Mudanças

Vocês já perceberam que o tradicional, embora importante, foi remixado? Ídolos do passado são cultivados, porém pela ótica atual? Vocês notaram que os avanços sociais, tecnológicos e culturais do últimos anos pouco valem se não se adaptarem as vorazes necessidades dos jovens de hoje?

Empresas, não lutem contra isso. Adaptem-se! Diretores, gerentes, CEO's trabalhem para a geração que hoje não vive sem iPhone, android, tablet, Facebook, Twitter, Tumblers, YouTube. Esses caras não estão nem aí para seu trabalho de construção de marca, para seu esforço em colocar os produtos nos PDV's, para seus conceitos de marca ou para falta deles. Claro que todo este trabalho é importante, mas não dá mais para fazê-lo sem a "parceria" deste público. Eles querem, desejam, consumem, avaliam e postam na rede aquilo que acreditam ser verdade. Compartilhar com eles a sua verdade é fundamental para a criação de um canal de comunicação limpo e confiável. Isto sim, tem valor para eles.

Tenhamos em mente que o mundo vive agora uma transformação sem precedentes, sem paralelo ao que jamais fizemos antes. Assim como a Revolução Industrial mudou o mundo de maneira irreversível, esta de agora o está fazendo também, porém mais abrangente e universal. Modelos antigos de negócios, de políticas e de profissionais serão descartados e outros virão. Já estão vindo.

Há onze anos, foi necessário uma guerra para derrubar os Talibãs do Afeguenistão. Na Primavera Árabe, foi necessário um mártir, twitter e internet para derrubar uma ditadura egípcia de 30 anos e outras tantas tão longevas quanto. O mundo está mudando, mude agora, abra sua mente, ouça seu público, pense no cliente e descarte o que não te serve mais.