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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Público que Assiste a Video Games não Acompanha Só o Torneios de eSports


Considerando todo o entusiasmo em torno do eSports, os profissionais de marketing podem pensar que o público que assiste a outras pessoas jogarem videogames passa, principalmente, por participar de torneios profissionais e organizados. Mas esses “observadores” de videogames não estão apenas olhando para as grandes ligas.

Os videogames americanos gastam mais tempo assistindo a conteúdo de videogame em sites de streaming como Twitch e YouTube do que assistindo a torneios  eSports - cerca de 40 minutos a mais por semana, de acordo com o serviço de entrega de conteúdo Limelight Networks. Esse conteúdo consiste principalmente de amadores transmitindo ao vivo suas atividades de jogos, que podem ser assistidas ao vivo ou após o término da transmissão, não apenas dos torneios " eSports" organizados.


Prevemos que as receitas de anúncios nos EUA provenientes de conteúdo de jogos de vídeo - que incluem anúncios em vídeo em conteúdo gravado e transmitido ao vivo em plataformas digitais - chegarão a US $ 1,79 bilhão este ano. A receita de publicidade da  eSports - que inclui receitas de publicidade e patrocínio de competições organizadas - alcançará apenas US $ 178,1 milhões.

A diferença não deve ser muito surpreendente. A paisagem do eSports é vasta, com torneios acontecendo em todo o mundo ao longo do ano. Mas o conteúdo geralmente gerado por usuários amadores em plataformas de streaming é praticamente infinito.

Os vídeos de jogos também têm utilidade, com a típica busca na web por dicas ou ajuda a derrotar um chefe durão, retornando dezenas de resultados de vídeo, de modo que também pode ser uma maneira de alcançar os jogadores com vídeo, mesmo que eles não considerem jogos conteúdo de vídeo para entretenimento.

Mas o interesse real está vindo das personalidades do jogo, algumas das quais acumularam grandes sucessos em sites de streaming, alcançando status de influenciador com um segmento do público nativo digital notoriamente difícil de alcançar.

“Se você está assistindo a uma competição do League of Legends, as pessoas estão realmente engajadas e é um certo tipo de formato. É a concorrência ”, disse Brad Sive, diretor de receita da organização de esportes profissionais Team SoloMid (TSM). “Se você estava assistindo nossos streamers Fortnite, eles estão jogando e se divertindo. Mas eles também são artistas, e você gosta de assistir porque eles estão fazendo coisas divertidas, conversando com eles e se envolvendo. ”

De acordo com uma pesquisa da Nielsen no terceiro trimestre de 2018, 63% da audiência dos EUA que se identificam como usuários do Twitch e fãs do  eSports disseram que gastam mais tempo em uma semana comum interagindo com personalidades de jogos do que vendo conteúdo do  eSports. A pesquisa também descobriu que 30% desses fãs se envolviam com personalidades de jogos diariamente.

Alguns profissionais de marketing já acessaram esse ecossistema para criar canais de anúncios personalizados com uma sensação nativa, e Sive acredita que, se executado corretamente, essa estratégia pode gerar um forte engajamento.

Por exemplo, em maio de 2018, a Chipotle criou uma parceria com a recém-montada equipe de jogadores do videogame Fortnite para um vídeo do YouTube de oito minutos que mostrava personalidades do jogo comendo componentes de burritos de Chipotle enquanto vendavam os olhos.
"Com a mídia tradicional, ainda é cerca de 15 ou 30 segundos, ou agora é de 6 segundos", disse Sive. “Mas fizemos um vídeo de quase 10 minutos com Chipotle. Em 24 horas, tinha 1 milhão de visualizações no YouTube. ”

"É uma maneira totalmente diferente de programar", disse Sive. "Mas você tem que entender e se envolver com esse público porque eles consomem as coisas de maneira diferente."

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Fonte: e-Marketer

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Influenciadores Digitais e Produção de Conteúdo



Há alguns anos atrás, os canais do YouTube sugiram como uma nova mídia influenciadora nas decisões de compra em vários nichos de mercado. O fenômeno cresceu e tudo indica que, de fato, a tendência se confirmou: vários players de marketing veem nos YouTubers um nova forma estreitar a comunicação com seu target.

Apesar de por aqui YouTuber ainda ser um termo comum, ele está mudando. Chamar de influenciadores esses produtores de conteúdo é mais correto, pois não limita a produção apenas à rede social de vídeos da Google. Claro que a força do YouTube é notória, mas normalmente influenciadores não ficam limitados apenas a ele. Também há a retórica de que "todo influenciador é um YouTuber, mas nem todo YouTuber é um influenciador". Por isso, é necessário conhecer o que há por trás desta nova e interessante mídia que já é chamada de Influencer Marketing.

Então, conheça alguns insights de pessoas diretamente envolvidas nesta nova seara de mídias, influenciadores, produtores de conteúdo, novas ideais e novos mercados.

Insight 1

Para quem quer ser um produtor de conteúdo, é imprescindível não perder muito tempo em planejamento de projeto. Vá lá e faça. Claro que uma estratégia inicial é necessária, mas apenas para organizar a criação. Segundo Javi Moreno, gerente de projeto editorial da BuzzFedd, "publique, teste, repita, use data, obtenha insights,  ganhe, erre". Não há outro jeito de testar se o seu conteúdo é bom de fato se você não botar a sua cara no mundo e ver se está dando certo. Não tenha medo.

Insight 2

Em linha com o item acima, faça experimentações. É o que diz Jon Burk, diretor de conteúdo de marketing e de estratégia digital da AL Roker Entertainment. "Faça experimentações porque ela vai te ensinar como chegar no próximo nível. É assim que você progride".

Insight 3

Muita atenção para as métricas. Sem elas, não há estratégia digital que se sustente. Dados analíticos e gráficos não são para nerds, mas sim para todos que querem ou precisam atuar no digital. O YouTuber Mathew Patrick, ou MatPat como é mais conhecido, tem mais de 8 milhões de seguidores e nos conta que "as redes sociais são plataformas tanto criativas quanto matemáticas". Esse também é o pensamento de Lendi Slover, produtor sênior da AwesomenessTV. Ele acredita que "se você não está olhando para o Analytics, você está fazendo digital errado".

Insight 4

"Começar enxuto é importante, não vamos nos arriscar fazendo algo enorme ou caro. Precisamos saber se estaremos prontos para lucrar". Esse é outro importante insight de Lendi Slover. Ou seja, nada de grandes investimentos ou de grandes produções se isso não for necessário ou lucrativo.

Insight 5

Todo o trabalho de criação de conteúdo está direcionado para produções de vídeos. Quem afirma isso é o VP de produto do Facebook, Fidji Simo. Ele é categórico: "toda expansão da rede social está concentrada ao redor do audiovisual, de forma que se torne uma experiência cada vez mais imersiva".

Insight 6

 Encontre sua comunidade, seu nicho ou super nicho. Como diz Gavin McGarry, presidente de mídias sociais na Jump Wire Media, "o futuro das redes sociais são as comunidades". O guro do marketing digital, Seth Godin, já diz isso há bastante tempo: "nenhum nicho é pequeno se ele é seu".

Essas são algumas ideias práticas de quem já atua no mercado. Há muito ainda para ser explorado nesta nova área de desenvolvimento de conteúdo criativo. Agradeço aqui a YouPix, principalmente a Bia Granja e Dani Costa Besouchet, pelo excelente material montado a partir do YouPix Study Tour LA 2017.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Bicicleta sem rodinhas



Se você quer ensinar uma criança a andar de bicicleta, usar as rodinhas não é uma boa ideia. É muito melhor ensiná-la usando uma bicicletinha sem pedais.

Tudo que as rodinhas fazem é confundir, distrair e travar.

A mesma verdade serve para o marketing. Você não precisa ir a faculdade por quatro anos. Você precisa fazer marketing. Encontre um trabalho social que valha a pena e levante fundos para ele (você não precisa nem perguntar primeiro). Comece um micro negócio. Venda coisas no eBay.

E a mesma verdade serve para liderança. Encontre algo que valha a pena fazer, encontre outros para se juntar.

Simplesmente comece.

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Texto original em Seth's Blog

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Assine seu trabalho

Nós esperamos que autores, pintores e cantores se identifiquem, que assinem o trabalho que fazem.

E cirurgiões e advogados também.

E sobre gerentes, membros de comitê, engenheiros ou qualquer um que constroi algo? Quem fez estas regras? Quem desenhou este menu? Quem aprovou este projeto?

Se você não está orgulhoso do que fez, não mostre. Se você está, assine e responsabilize-se pelos resultados. Queremos saber a quem agradecer. Se você trabalha num lugar onde os trabalhos não são assinados (internamente, em particular), vale à pena perguntar por que.
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Texto original: Seth's Blog

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Claro que já foi feito

John Koenig chama isto de vemödalen. O medo de você fazer algo que já foi feito antes, de que tudo que podia ser feito, já foi feito.

Quase todas as iniciativas e projetos de sucesso começam no lugar da replicação. As chances de serem fundamentalmente fora da caixa, acima da média, definitivamente originais é perto de zero.

A melhor pergunta a ser feita é "você já fez isso antes?". Ou talvez, "as pessoas que você quer atender ficarão entediadas com isto?"

Originalidade é algo local. A internet destrói, de certa forma, a ideia do "local", com certeza; se procurarmos o suficiente, encontraremos a citação daquela frase ou aquele conceito único ou aquele aplicativo, em algum lugar.

Mas ninguém está querendo que você seja original. As pessoas estão querendo que você seja generoso, corajoso e que faça a diferença. Estamos pedindo para você se apresentar e assumir a responsabilidade pelo seu trabalho, e adicionar valor, não um mero copiar e colar. Dê o crédito, definitivamente, mas rejeite o vemödalen.

Claro, isto já foi feito antes. Mas não por você. E não para nós.
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Texto original: Seth's Blog

Ads: eBooks de Marketing Digital:

Multilingual Digital Marketing, by Maria Johnsen

Visual Marketing Online, by Jim Coe 

Social Media Marketing, by Digital Vidya



segunda-feira, 17 de novembro de 2014

"Eu preciso de você"

Quatro palavras mágicas. Elas acendem seu cérebro, chamam sua atenção, elas disparam ações.

Mas elas tem sido corrompidas pelo fácil alcance e pelo desejo que algumas empresas tem em crescer a qualquer custo.

'EU' não significa ser um ser-humano. Mais e mais, 'Eu' significa 'nós', a empresa, os acionistas, os sem-rostos. 'Eu' é na verdade, 'nós', e você não faz parte deste 'nós'.

'PRECISAMOS' mais e mais significa 'queremos'. Nós queremos que você faça isso, que compre aquilo, que siga aquilo outro, que escreva sobre isto. Nós queremos isso porque isso nos dará mais.

'VOCÊ' não significa você em particular. De fato, quer dizer 'qualquer um'. Qualquer um que possa ver nosso site ou ler nosso e-mail ou ser influenciado pelos nossos cartazes. Se você tiver dinheiro, influência ou atenção para gastar, claro, queremos você.

Captadores de fundos políticos transformaram esta arte numa ciência de eterna lamentação. E o mesmo fazem os marqueteiros de curto-prazo com acesso a um teclado e  internet grátis.

Nós tínhamos nossos ouvidos abertos aos que amávamos e confiávamos e que nos sussurravam 'eu preciso de você'. Isso foi sobrecarregado ultimamente, contudo, por marqueteiros egoístas que gritam "Nós queremos qualquer um".
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Texto original: Seth's Blog

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Pagamento Mobile: O Novo Confronto de Titãs


Smartphones e tablets definitivamente passaram a fazer parte do cotidiano da maioria das pessoas que moram em centros urbanos. Estes dispositivos portáteis permitem àqueles que os carregam executar as mais diversas funções, do lazer ao trabalho. Por conta disto, esses aparelhos viraram alvo de uma grande batalha de titãs numa área até então pouco usada pelas as grandes companhias financeiras: o de pagamento móvel.

Hoje, tanto no gigantesco mercado norte-americano como no nosso queridíssimo Brasil, empresas de grande porte estão se engalfinhando para se lançar à frente da concorrência neste que promete ser um negócio colossal. Previsões segundo o site Forrester, falam de um mercado de 90 bilhões de dólares em 2017 nos EUA. Para se der uma ideia, no ano de 2012, este mercado movimentou a cifra de US$ 12.3 bilhões. Ou seja, a taxa de crescimento prevista no mercado norte-americano será de 48% ao ano. Um assombro.

Briga de cachorro grande

Outro fator que ilustra a dimensão do negócio são os atores que entraram para "brigar" por uma fatia deste mercado. Nada menos que Google, Apple e, recentemente, a Amazon, possuem seus aplicativos e/ou dispositivos para pagamento móvel. Palpay e Square são outras empresas que também estão na briga assim como as tradicionais Visa e Mastercard. Não é uma luta para pequenos.

A chegada da Amazon ilustra, de certa forma, como as empresas estão ávidas por este mercado não querendo dar brecha a nenhum concorrente. A gigante do varejo está travando um queda de braço com a novata Square na questão de percentual de comissão. A Square cobra de seus clientes 2,75% por transação enquanto a Amazon, para desbancar a concorrente,  está oferecendo até o final do ano uma taxa de 1,75%. Tal estratégia da Amazon suscitou discussões sobre como a Square enfrentará esta guerra.

Mercado em crescimento 

O Brasil conta com algumas empresas neste segmento: a Cielo, o PagSeguro, o Santander Conta Conecta e Payleven largaram na frente e já oferecem a seus clientes as maquininhas para receber pagamentos por cartões de crédito, débito e até de alimentação. Os pequenos empresários ou prestadores de serviço clientes destas empresas transformam seus smartphones e tablets em máquina de recebimento de pagamento. Ótimo para baratear custos.

Contudo, o pagamento móvel pode ser feito também por meio de outra tecnologia. Smartphones dotados do recurso Near Field Communication (NFC) - algo como comunicação de curto alcance - também são capazes de realizar pagamentos apenas aproximando-se o aparelho de uma maquina leitora de cartões compatível com NFC. Estimativas indicam que até 2018, 80 milhões de pessoas estarão usando uma  ou outra tecnologia de pagamento móvel por aqui.

Esta nova modalidade já é uma realidade. Não tenha dúvidas que, em breve, você verá um colega de trabalho, um amigo ou mesmo um familiar sacando o celular para pagar a conta do restaurante, ou testemunhará sua amiga comprando um cappuccino aproximado o smartphone de uma maquininha de cartão, ou mesmo o taxista recebendo o pagamento da corrida no celular dele. Notável mundo novo!

fontes: Mashable, Exame e FastCompany


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Os X's entram, os Y's saem

Qual o filho adolescente que gosta de frequentar os mesmos lugares que seus pais? Acredito que nenhum. É uma característica da juventude ir a lugares onde só membros da sua tribo vão, onde podem expressar suas personalidades por meio de suas escolhas. Expor isto é fundamental para estes jovens, transbordar seus valores através de suas roupas, linguagem e atitudes.

Por que na internet seria diferente? Mais precisamente, por que nas redes sociais seria diferente?

Quando o Facebook começou a arrebanhar mais e mais pessoas ao redor do mundo com crescimento exponencial por meses a fio, os mais jovens já estavam lá. Os chamados Millenials, ou Globalistas, ou Geração Y, já curtiam e compartilhavam suas preferências há tempos. Contudo, o Facebook extrapolou o conceito de rede social e passou a almejar ser um ambiente de  total de interação entre pessoas, um cyber-ecosistema, onde pode-se comprar, vender, jogar, promover eventos, namorar, reclamar e mais todas as coisas que milhares de pessoas juntas podem fazer.

O crescente acesso aos smartphones e tablets aliado a planos de dados mais baratos, colaboraram para uma explosão de novos perfis na rede de Zuckerberg. Pacotes de acesso grátis e ilimitado à rede social mais popular do mundo disseminou o Face por todos os lados, atingindo outras faixas etárias que, até então, só tinham, no máximo, ouvido falar de Facebook.

Este fenômeno iniciado no fim de 2012, teve no ano de 2013 forte impacto em outras áreas da sociedade. Grandes empresas hoje marcam presença no Facebook; as agências de publicidade e propaganda não cogitam mais a possibilidade de realizar promoções, eventos ou lançamentos sem a possibilidade, de alguma forma, levar seu público a marcar presença na rede social. O 'F' do Facebook tornou-se conhecidíssimo e praticamente obrigatório nos cartazes, nas propagandas e nos banners canais a fora. Seria o marketing digital se consolidando.

No entanto, os mais jovens não viram isto como algo empolgante. Encontrar seus pais no Face era um incomodo, para dizer o mínimo. Não só isso, toda a movimentação de anúncios e a proliferação de páginas de produtos e serviços de toda ordem, fez com que os Millenials migrassem para outras praias digitais. De fato, o comportamento deles com relação as redes sociais mudou. Curtir e compartilhar ainda estão presentes, mas agora a forma é diferente. A maneira de expressar-se também mudou. Ou melhor, está mudando. E vemos isso por meio do nascimento de novos apps ou na consolidação de outros que oferecem à estes inquietos e inteligentes jovens a possibilidade de criarem novos tipos de redes sociais. Que tal apenas uma imagem ou filminho rápido para te dizer algo? Que tal curtir e compartilhar apenas imagens, nada mais?


Feliz e um desafiador 2014   :)


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Amazon, Apple, Samsung e Netshoes


A onda tecnológica apressa-se para apresentar ao mercado novidades extraordinárias a cada temporada. Vimos isso na última feira de entretenimento do mundo, a E3, onde grande parte das empresas do ramos (leia-se games e entretenimento) exibem seus lançamentos e revoluções tecnológicas objetivando cativar seus clientes.

Contudo, apesar de esses eventos, de fato, serem foco de inovações tecnológicas, a verdadeira revolução vem dos investimentos maciços das principais empresas do mercado. Aquelas que dispõem de bilhões de dólares para investir ou comprar investimentos mundo afora.

Os grandes players do momento, no cenário mundial, são três: Apple, Samsung e Amazon. O Facebook não entra nesta lista por não ter oficialmente uma política de desenvolvimento tecnológico em hardware. As três colossais empresas tem, acima de tudo, altos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) cujos esforços implica na obtenção de patentes.

Num prazo de cinco anos, Apple, Samsung e Amazon pretendem sacudir o atual mercado tecnológico de comunicação, entretenimento e serviços como jamais vimos. Na verdade, a revolução já está em curso onde milhares de pessoas modificam seus hábitos cotidianos por conta da tecnologia que está em suas mãos.

A Apple ditou estas tendências há até poucos anos atrás. Seu gênio criador, Steve Jobs, revolucionou o mercado de smartphones com o lançamento do primeiro iPhone. A Apple, naquele momento, redefiniu junto ao mercado o que era ter no bolso um celular inteligente repleto de serviços aos quais os usuários sequer imaginavam (lembre-se que quem reinava neste recém-nascido mercado era a RIM com seu BlackBerry).

Infelizmente, Steve Jobs os deixou. E a Apple, embora ainda conte com a força de sua marca e de seus fies seguidores, não mais dita as tendências do mercado. Seus lançamentos, hoje em dia, procuram preencher lacunas abertas pela concorrência. Mesmo assim, a empresa da maçã ainda detém um dos melhores Smartphone do mercado e é líder incontestável nos tablets.

A sul-coreana Samsung está ditando as tendências do mercado dos Smartphone e está determinada a se tornar a maior companhia de inovação tecnológica do planeta. Para isto, a empresa não mede esforços e nem coragem para investir na criação de segmentos de mercado (market share) até então inexistentes.

Foi assim com a pioneira linha de Smartphone de tela grande , o Galaxy Note, com visor de 4,7". Sucesso de público. Juntamente a isto, a Samsung diversificou sua linha de dispositivos, oferecendo ao consumidor uma grande variedade de aparelhos, preços e recursos. E o fôlego da gigante parece não ter fim. A Samsung lançou recentemente um dispositivo híbrido entre câmera digital e Smartphone, o Galaxy S4 Zoom.

A Amazon é, sem dúvida, a mais silenciosa das companhias de tecnologias no que diz respeito a grandes lançamentos tecnológicos. Talvez porque seu foco seja ligeiramente diferente. A gigante do comercio eletrônico mundial mostrou-se bem sucedida quando entrou na concorrida área de lançamento de equipamentos eletrônicos. Sua linha de dispositivos Kindle foi muito bem sucedida, agradando um segmento do mercado cujas pretensões tecnológicas não eram da altura de um iPad. Mas a Amazon é muito mais poderosa do que parece. Sua receita é maior do que os cinco maiores varejistas dos Estados Unidos juntos. Ela movimenta mais mercadorias no planeta do que a Wal-Mart. E possui um plataforma de negócios que, virtualmente, pode vender qualquer coisa. Por isso ela é tão poderosa. Nem Apple, nem Samsung ousam em disputar com ela na área de e-commerce. Mas, na verdade, quem ousaria?

No Brasil, embora ainda estejamos pouco presentes no mercado mundial eletrônico, nossas movimentações comerciais eletrônicas tem chamado a atenção dos player mundiais. Contudo, nosso território conta uma poderosa companhia de comércio eletrônico que cresce vertiginosamente a, pelo menos, três anos: a Netshoes.

Nossa maior empresa de comércio digital para artigos esportivos e lazer já foi alvo de artigo aqui no Mundo Seu Marketing. No entanto, desses dois anos para cá, a Netshoes se consolidou como empresa digital e agora é a maior plataforma de negócios on-line brasileira. A companhia, a exemplo de sua guru americana, pretende ampliar seus tentáculos no varejo digital. E tal uma grande vantagem competitiva: sua infra-estrutura tecnológica e de logística.

Estamos vivendo uma revolução sem precedentes na história moderna atual. Modelos de negócios que outrora vicejavam, podem estar à beira da obsolescência. E empresas com menos de uma década de existência, podem estar ditando as tendências de mercado agora.

Mude, planeje, conecte-se, ouça seus clientes, interaja com eles. Se não souber como, chame à nós, profissionais de marketing digital.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Rentabilizando a Atenção Digital

O modo mais efetivo de fazer dinheiro com a audiência online é ganhar a confiança do público conectando-se a uma tribo para, depois, vender algo que não seja necessariamente online. O Ironman, por exemplo, ou ingressos para um concerto Louis CK. A audiência é preciosa, mas a confiança é mais.

Muita gente, contudo, prefere estar pronta para entregar um 'produto' digital, um eBook, video ou alguma outra mercadoria digital que pode ser produzida a um custo baixo e ser vendida em escala. Há uma longa história de escritores e diretores brilhantes que encontraram mercados para seus trabalhos por meio de filmes, livros ou outra forma de midia que já foi um dia inovadora e que seria gratificante se isto funcionasse aqui.

Infelizmente, a maioria das pessoas está errada. Eles usam uma longa cartilha de vendas, textos em destaque e testemunhos falsos. Fazem promessas grandiosas sobre tecnologias avançadas e pouco conhecidas. E o mais desastroso para estes que criam expectativas é que eles recrutam uma legião de vendedores contratados, conectam uns aos outros em jogos de resultados de busca ou compram falsas propagandas de links pagos.

Há um caminho melhor. Consideremos dois contra-exemplos: o site de Paul Wolfe sobre como aprender a tocar baixo e o de Susan Piver projeto Open Heart Meditação. Sou sortudo o suficiente por conhecer ambos e tenho visto como eles tem usado o poder da midia digital para criar negócios de sucesso.

Nos dois casos, o modelo é o mesmo: para começar, o serviço é de gratuito. Tão gratuito que, de fato, a maioria das pessoas que se inscrevem descobrem que tudo que elas precisam sai de graça mesmo. Desde que o custo marginal para compartilhar este material seja zero, não custa nada a eles adicionar mais pessoas a uma crescente lista de clientes que confiam, prestam atenção e, gentilmente, dão permissão para seus professores.

A magia vem do movimento inevitável da maioria dos alunos motivados que saem do gratis e passam a pagar. Não porque o professor seja obrigado a vender-lhes algo por medo ou ganância, mas porque os alunos estão comprometidos, felizes e ansiosos para pagar pelo serviço

É quase impossível guardar informação online. As pessoas não estão dispostas a ficar sentadas enquanto você balança algo valioso em frente a elas. A abordagem que Paul e Susan tiveram é compartilhar ansiosamente a informação que eles possuem e, em seguida, traçar claramente o que pode ser gratuito e que não é.

Nota: texto publicado em 13 de julho de 2012. Estou republicando este artigo por achá-lo um dos melhores do ano de Seth Godin além do contexto atualíssimo de seu conteúdo.
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Ttraduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Quando você não sabe o que fazer...

É quando nós percebemos quão bom você é em tomar decisões.

Quando você não tem os recursos necessários para fazer o que você tem que fazer, é quando você nos mostra quão engenhoso você é.

E quando você não sabe se algo vai funcionar, é quando descobrimos que se precisamos ou não de você na equipe.

Fazer instruções é mais difícil do que segui-las.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Sempre Tivemos que Experimentar

Impressiona-me o grau de segurança desejado pelos meus clientes quando me perguntam sobre o "exato retorno do investimento" ao qual terão no fim de uma ação digital. A busca por números, embora compreensível, não é (ou não deveria ser) o principal objetivo das campanhas digitais. Elas são extremamente precisas sobre alcance, audiência e segmentação, mas acompanhar tais índices não é mais de grande valia no mundo de hoje.

Pode parecer assustador para um empresário não saber ao certo que retorno terá sobre um investimento publicitário. Porém, pergunto: por que tamanha surpresa sobre as mídias digitais? A TV, revistas, jornais ou rádios são capazes de tal precisão? Nunca tiveram. O que esses veículos tem é audiência enorme, não acertividade. Dá-se um tiro de canhão sobre multidões... o que pegar, pegou. Num universo colossal, os resultados são, na maioria das vezes, satisfatórios. Ressalta-se que os preços são caríssimos.

Por que nas mídias digitais as expectativas são outras? Explico. Espera-se sempre um retorno grandioso sobre um investimento relativamente pequeno. Isto porque no universo digital, as métricas são mais precisas e a segmentação mais focada. Contudo, esta vantagem tecnológica acaba por colocar as mídias sociais num patamar de "sucesso garantido" quase que ignorando-se estratégias, planejamentos e métricas.

A oferta em demasia de profissionais "da área" mostra um mercado em transformação. Nem mesmo as agências de publicidade e propaganda, outrora fontes da inovação e criatividade, conseguem acompanhar (ou mesmo ditar), as novas regras para o sucesso publicitário junto ao público digital. Não é culpa delas.

O que ocorre, de fato, é uma mudança profunda no forma como se oferece produtos e serviços ao consumidor. Tudo mudou. Os modelos de negócios mudaram haja vista que as empresas mais valiosas do mundo na atualidade não existiam há uma década atrás ou quase isso. As marcas mais valiosas do planeta vem, na sua maioria, do mundo digital. O que estes gigantes de sucesso tem em comum? Estavam na linha de consumo dos jovens consumidores nascidos na geração digital. Essas empresas souberam ou alcançaram, de alguma forma, suprir as necessidades por serviços destes jovens antenados e conectados fazendo delas hits, megasucessos, colossos corporativos da noite para o dia.

Será que todo ramo de negócios depende disto?

Claro que não. Se sua empresa atende ao mercado de construção civil, por exemplo, não precisa estar preocupado em criar página no Facebook ou montar comunidades no Orkut ou LindedIn para ficar perto de consumidores e da força de trabalho, respectivamente. Sua praia é outra, por enquanto. A área de Oil & Gas, cujos negócios, no Brasil, dependem fortemente do setor estatal, precisam se preocupar pouco com o B2B ou consumidores online, ainda.

Estes exemplos mostram que modelos de negócios tradicionais ainda impulsionam grandes setores da economia. Contudo, estão cada vez mais especializados tornando-se atrativos para os profissionais que buscam formação técnica específica.

Voltando ao setor de serviços, não há dúvidas que a web é o palco onde as empresas devem apresentar seu show. É bom deixarmos claro uma coisa: internet é serviço. Ponto. Mesmo que sua empresa queira vender na web roupas, eletrodomésticos, tossa de cachorro, carros, aviões ou viagens, estes serão vendidos por meio de um serviço digital. Serviço é o que a internet oferece e serviço é que seus potenciais cliente procuram. Este é o foco.

Portanto, você, empresário ou empreendedor, procure fazer novas perguntas nesta nova área de serviços. Nâo procure apenas por métricas, audiências ou quantidade. Na web tudo é diferente. Estes meios de medição são adaptações do que houve no passado para o que há no presente, porém não medem a qualidade do consumidor.

Agora é muito mais do que conquistar clientes, é conquistar parceiros, cativar pessoas e criar histórias. Seus consumidores não tem apenas que consumir (e com isso, fazer com que você ganhe dinheiro), eles tem que gostar de consumir o que você vende para, depois, postar no Face, compartilhar no twitter, mostrar no Instagram, subir pro Flick, comentar no TripAdvisor, escrever no Lonely Planet, publicar no EU-Reporter, etc, etc, etc, etc...

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Todos os Ouriços Lentos Estão Mortos

Há cinquenta anos, era um desastre nacional.

Os carros no Reino Unido deixavam para trás uma matança na estrada. Ouriços serpenteavam pela estrada e eram esmagados.

Hoje, você dificilmente os vê. Uma razão para isto é que há menos ouriços por conta da urbanização. O motivo real, contudo, é que os ouriços lentos são ouriços aposentados, o que significa dizer que eles não são mais capazes de produzir filhos ouriços lentos. Os novos ouriços são rápidos.

Projete sua empresa, analogicamente, da mesma forma.

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Tradução de Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Duas Perguntas por Traz de Toda Divergência

Estamos no mesmo time? e

Qual caminho a frente é o correto?

Na maioria das vezes, nós todos conversamos sobre o caminho correto, sem nos preocuparmos com a mais importante, porém difícil, conversa sobre agenda, objetivos e tom.

Isto tem a ver com respeito? Poder? Você vai pular na frente se eu falhar? Tem alguém minando você? Nós dois queremos que a mesma coisa aconteça aqui?

A razão pela qual políticos em diversos países divergem tanto sobre governos eficientes em nada tem a ver com conversações ou ideias eficientes sobre qual seria o melhor caminho. Mas sim porque derrota, poder, humilhação e dinheiro tomaram o lugar do "fazer o que funciona para todos nós" como as diretrizes da força política.

Se você se sente desrespeitado pelo sujeito com quem você desconcorda, ele não será um parceiro vantajoso em descobrir qual poderá ser o caminho certo a se trilhar. Se somente uma das partes (empregado/consumidor/investidor) ganha quando a outra parte perde, o que mais há para conversar senão sobre isto?

Lide com os temas da agenda e os problemas de dignidade primeiro, antes de tentar descobrir as escolhas estratégicas corretas.

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Tradução de Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A Melhor Maneira de Aprender Marketing

... é fazer marketing.

Faça nos fins-de-semana. Voluntarie-se e trabalhe de graça. Levante recursos. Execute um negócio online. Empreenda um stand de criança para vender limonada.

Quando você coloca suas ideias no mundo, assim, e somente assim, você saberá se elas são reais.

Não é caro, é simplesmente assustador.


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Tradução de Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog