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sexta-feira, 2 de agosto de 2013
A barreira do consumo de midia digital entre TV e internet foi quebrada
O dado é inédito: nos Estado Unidos, as pessoas que consomem mídia digital ficam mais tempo na internet do que na televisão. De acordo com estudo realizado pelo eMarketer, o americano médio gasta 4 horas e 40 minutos do seu dia na internet - entre dispositivos móveis e desktops - superando o tempo gasto assistindo TV, de 4 horas e 31 minutos.
Apesar da diferença apertada, a relevância dos números se dá por conta de uma tendência constatada a partir de 2010. A popularização da internet móvel e dos aparelhos mobile é o marco crucial para esta mudança de comportamento do público americano. E temos razões para acreditar que o mesmo ocorrerá por aqui.
Para se ter uma ideia da velocidade desta mudança, em 2010, a eMarketer apurou o tempo gasto pelo americano médio na internet usando celulares. O resultado foram modestíssimos 24 minutos. Ou seja, em três anos, este tempo aumentou mais de cinco vezes.
No Brasil, o mercado de tablets e smartphones cresce a uma taxa vertiginosa. Dados da empresa Flurry, especializada em análise de mercado mobile, em abril deste ano constatou que o número de aparelhos dobrou nos últimos 12 meses - isto mesmo, 100% de aumento. Crescimento muito semelhante, aponta a Flurry, também ocorreu nos outros países do BRIC (Rússia, Índia e China). Nos demais países da América Latina e da África o crescimento do mercado mobile foi menor, porém não menos significativo.
Talvez a revolução da internet móvel repita com a televisão o mesmo que ocorreu com a mídia impressa onde revistas tradicionais, como a Newsweek, e jornais centenários, como o brasileiríssimo JB, simplesmente deixaram de existir fisicamente e migraram integralmente para os bytes da Grande Rede.
Fonte: Mashable , eMarketer e Exame
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Como Pequenos Negócios Podem Ganhar a Web
Entre os pedidos da Best Buy nesta Sexta-Feira Negra e os da Amazon no Domingo Cyber Mania, muitos vendedores deste feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos planejam celebrar o Sábado dos Pequenos Negócios (Saturday Small Business) neste fim-de-semana.
Concebido em 2010, o "feriado" procura trazer à luz os varejistas locais. Se você procurar por informações sobre os melhores preços destes pequenos comerciantes, você pode não encontrá-las na internet. Mais de 60% dos pequenos negócios não tem um site na web e muitos que estão online não aparecem nos mecanismos de buscas.
A internet já é uma fonte vital de informação tornando-se popular a cada dia. Estes pequenos negócios vão ter que sair das margens do mundo digital se eles pretendem competir com seus concorrentes corporativos, sem mencionar os gigantes revendedores online.
O infográfico abaixo, criado por ReachLocal, esclarece porque o marketing online é crucial para os pequenos negócios (em inglês).
Concebido em 2010, o "feriado" procura trazer à luz os varejistas locais. Se você procurar por informações sobre os melhores preços destes pequenos comerciantes, você pode não encontrá-las na internet. Mais de 60% dos pequenos negócios não tem um site na web e muitos que estão online não aparecem nos mecanismos de buscas.
A internet já é uma fonte vital de informação tornando-se popular a cada dia. Estes pequenos negócios vão ter que sair das margens do mundo digital se eles pretendem competir com seus concorrentes corporativos, sem mencionar os gigantes revendedores online.
O infográfico abaixo, criado por ReachLocal, esclarece porque o marketing online é crucial para os pequenos negócios (em inglês).
Fonte: Mashable. Tradução Silvio Luis de Sá
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Sempre Tivemos que Experimentar
Impressiona-me o grau de segurança desejado pelos meus clientes quando me perguntam sobre o "exato retorno do investimento" ao qual terão no fim de uma ação digital. A busca por números, embora compreensível, não é (ou não deveria ser) o principal objetivo das campanhas digitais. Elas são extremamente precisas sobre alcance, audiência e segmentação, mas acompanhar tais índices não é mais de grande valia no mundo de hoje.
Pode parecer assustador para um empresário não saber ao certo que retorno terá sobre um investimento publicitário. Porém, pergunto: por que tamanha surpresa sobre as mídias digitais? A TV, revistas, jornais ou rádios são capazes de tal precisão? Nunca tiveram. O que esses veículos tem é audiência enorme, não acertividade. Dá-se um tiro de canhão sobre multidões... o que pegar, pegou. Num universo colossal, os resultados são, na maioria das vezes, satisfatórios. Ressalta-se que os preços são caríssimos.
Por que nas mídias digitais as expectativas são outras? Explico. Espera-se sempre um retorno grandioso sobre um investimento relativamente pequeno. Isto porque no universo digital, as métricas são mais precisas e a segmentação mais focada. Contudo, esta vantagem tecnológica acaba por colocar as mídias sociais num patamar de "sucesso garantido" quase que ignorando-se estratégias, planejamentos e métricas.
A oferta em demasia de profissionais "da área" mostra um mercado em transformação. Nem mesmo as agências de publicidade e propaganda, outrora fontes da inovação e criatividade, conseguem acompanhar (ou mesmo ditar), as novas regras para o sucesso publicitário junto ao público digital. Não é culpa delas.
O que ocorre, de fato, é uma mudança profunda no forma como se oferece produtos e serviços ao consumidor. Tudo mudou. Os modelos de negócios mudaram haja vista que as empresas mais valiosas do mundo na atualidade não existiam há uma década atrás ou quase isso. As marcas mais valiosas do planeta vem, na sua maioria, do mundo digital. O que estes gigantes de sucesso tem em comum? Estavam na linha de consumo dos jovens consumidores nascidos na geração digital. Essas empresas souberam ou alcançaram, de alguma forma, suprir as necessidades por serviços destes jovens antenados e conectados fazendo delas hits, megasucessos, colossos corporativos da noite para o dia.
Será que todo ramo de negócios depende disto?
Claro que não. Se sua empresa atende ao mercado de construção civil, por exemplo, não precisa estar preocupado em criar página no Facebook ou montar comunidades no Orkut ou LindedIn para ficar perto de consumidores e da força de trabalho, respectivamente. Sua praia é outra, por enquanto. A área de Oil & Gas, cujos negócios, no Brasil, dependem fortemente do setor estatal, precisam se preocupar pouco com o B2B ou consumidores online, ainda.
Estes exemplos mostram que modelos de negócios tradicionais ainda impulsionam grandes setores da economia. Contudo, estão cada vez mais especializados tornando-se atrativos para os profissionais que buscam formação técnica específica.
Voltando ao setor de serviços, não há dúvidas que a web é o palco onde as empresas devem apresentar seu show. É bom deixarmos claro uma coisa: internet é serviço. Ponto. Mesmo que sua empresa queira vender na web roupas, eletrodomésticos, tossa de cachorro, carros, aviões ou viagens, estes serão vendidos por meio de um serviço digital. Serviço é o que a internet oferece e serviço é que seus potenciais cliente procuram. Este é o foco.
Portanto, você, empresário ou empreendedor, procure fazer novas perguntas nesta nova área de serviços. Nâo procure apenas por métricas, audiências ou quantidade. Na web tudo é diferente. Estes meios de medição são adaptações do que houve no passado para o que há no presente, porém não medem a qualidade do consumidor.
Agora é muito mais do que conquistar clientes, é conquistar parceiros, cativar pessoas e criar histórias. Seus consumidores não tem apenas que consumir (e com isso, fazer com que você ganhe dinheiro), eles tem que gostar de consumir o que você vende para, depois, postar no Face, compartilhar no twitter, mostrar no Instagram, subir pro Flick, comentar no TripAdvisor, escrever no Lonely Planet, publicar no EU-Reporter, etc, etc, etc, etc...
Pode parecer assustador para um empresário não saber ao certo que retorno terá sobre um investimento publicitário. Porém, pergunto: por que tamanha surpresa sobre as mídias digitais? A TV, revistas, jornais ou rádios são capazes de tal precisão? Nunca tiveram. O que esses veículos tem é audiência enorme, não acertividade. Dá-se um tiro de canhão sobre multidões... o que pegar, pegou. Num universo colossal, os resultados são, na maioria das vezes, satisfatórios. Ressalta-se que os preços são caríssimos.
Por que nas mídias digitais as expectativas são outras? Explico. Espera-se sempre um retorno grandioso sobre um investimento relativamente pequeno. Isto porque no universo digital, as métricas são mais precisas e a segmentação mais focada. Contudo, esta vantagem tecnológica acaba por colocar as mídias sociais num patamar de "sucesso garantido" quase que ignorando-se estratégias, planejamentos e métricas.
A oferta em demasia de profissionais "da área" mostra um mercado em transformação. Nem mesmo as agências de publicidade e propaganda, outrora fontes da inovação e criatividade, conseguem acompanhar (ou mesmo ditar), as novas regras para o sucesso publicitário junto ao público digital. Não é culpa delas.
O que ocorre, de fato, é uma mudança profunda no forma como se oferece produtos e serviços ao consumidor. Tudo mudou. Os modelos de negócios mudaram haja vista que as empresas mais valiosas do mundo na atualidade não existiam há uma década atrás ou quase isso. As marcas mais valiosas do planeta vem, na sua maioria, do mundo digital. O que estes gigantes de sucesso tem em comum? Estavam na linha de consumo dos jovens consumidores nascidos na geração digital. Essas empresas souberam ou alcançaram, de alguma forma, suprir as necessidades por serviços destes jovens antenados e conectados fazendo delas hits, megasucessos, colossos corporativos da noite para o dia.
Será que todo ramo de negócios depende disto?
Claro que não. Se sua empresa atende ao mercado de construção civil, por exemplo, não precisa estar preocupado em criar página no Facebook ou montar comunidades no Orkut ou LindedIn para ficar perto de consumidores e da força de trabalho, respectivamente. Sua praia é outra, por enquanto. A área de Oil & Gas, cujos negócios, no Brasil, dependem fortemente do setor estatal, precisam se preocupar pouco com o B2B ou consumidores online, ainda.
Estes exemplos mostram que modelos de negócios tradicionais ainda impulsionam grandes setores da economia. Contudo, estão cada vez mais especializados tornando-se atrativos para os profissionais que buscam formação técnica específica.
Voltando ao setor de serviços, não há dúvidas que a web é o palco onde as empresas devem apresentar seu show. É bom deixarmos claro uma coisa: internet é serviço. Ponto. Mesmo que sua empresa queira vender na web roupas, eletrodomésticos, tossa de cachorro, carros, aviões ou viagens, estes serão vendidos por meio de um serviço digital. Serviço é o que a internet oferece e serviço é que seus potenciais cliente procuram. Este é o foco.
Portanto, você, empresário ou empreendedor, procure fazer novas perguntas nesta nova área de serviços. Nâo procure apenas por métricas, audiências ou quantidade. Na web tudo é diferente. Estes meios de medição são adaptações do que houve no passado para o que há no presente, porém não medem a qualidade do consumidor.
Agora é muito mais do que conquistar clientes, é conquistar parceiros, cativar pessoas e criar histórias. Seus consumidores não tem apenas que consumir (e com isso, fazer com que você ganhe dinheiro), eles tem que gostar de consumir o que você vende para, depois, postar no Face, compartilhar no twitter, mostrar no Instagram, subir pro Flick, comentar no TripAdvisor, escrever no Lonely Planet, publicar no EU-Reporter, etc, etc, etc, etc...
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Primeiro, Conecte-se
Em economia conectada, existe uma linha divisoria entre dois tipos de projetos: aqueles que existem para criar conexões e aqueles que não.
A internet é uma maquina de conexões. Virtualmente, todo simples projeto popular da web (eBay, Facebook, chat, email, fóruns, etc.) existem para criar conexões entre pessoas que seriam muito difíceis ou impossível antes da web.
Quando você nos conta sobre seu negócio, sua entidade não-lucrativa ou projetos na área pública, conte-nos primeiramente como isto ajudará a nos conectar. O resto se resolve sozinho.
_______
Tradução de Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog
A internet é uma maquina de conexões. Virtualmente, todo simples projeto popular da web (eBay, Facebook, chat, email, fóruns, etc.) existem para criar conexões entre pessoas que seriam muito difíceis ou impossível antes da web.
Quando você nos conta sobre seu negócio, sua entidade não-lucrativa ou projetos na área pública, conte-nos primeiramente como isto ajudará a nos conectar. O resto se resolve sozinho.
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Tradução de Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog
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terça-feira, 5 de junho de 2012
Estratégias Mercadológicas: Centauro x NetShoes
A situação é bastante confortável reforçada pelo cenário macro-econômico bastante promissor com o Brasil sediando a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Contudo, a maior rede de materiais esportivos do país trava um dura competição numa arena bem menos tangível daquelas que lojas de "tijolo e cimento" estão acostumadas a enfrentar: a internet.
Novo Paradigma
No mundo digital, pouca importância tem a quantidade de pontos de vendas da concorrência. Na web todos tem apenas UM endereço. E é com esta cultura do comércio digital que a NetShoes vem dominando o mercado de material esportivo na internet. Líder do mercado digital, a empresa fundada por Marcio Kumruian, fatura R$ 400 milhões de reais ao ano com venda exclusivamente online. Apesar de seu faturamento ser 1/5 do da SBF, dona da Centauro, a NetShoes conta com custos operacionais muito menores fazendo dela um concorrente de peso.
Mudança de estratégia
Sem dúvida que um dos maiores desafios do marketing é entender (e tentar prever) o comportamento do consumidor. Nos últimos anos, o mercado percebeu uma enorme mudança de paradigma quando a internet passou a ser o principal veículo de vendas das pessoas, principalmente entre os mais jovens. Com isso, novas variáveis entraram na equação. Critérios, antes pouco relevantes, passaram a ser importantes na avaliação do consumidor e na sua decisão de compra.
Por exemplo, com o surgimento do e-commerce, as empresas puderam ter um rico histórico de compras de seus clientes. Por meio da tecnologia, ficou muito mais preciso o acompanhamento dos hábitos de consumo. Quando uma pessoa se cadastra numa loja virtual e começa a navegar pelo site, a empresa pode, com a devida permissão, monitorar seu interesse, conhecer o que ele mais procura, o que ele pesquisa e o que efetivamente compra. Enfim, conhecer a fundo cada um de seus clientes ou potenciais clientes e, com isso, lançar mão de estratégias de vendas mais precisas e personalizadas. Tratar esses dados com inteligência fazendo disto uma vantagem competitiva. A Amazon.com faz isto com maestria e outras empresas no Brasil estão seguindo este caminho. A NetShoes é uma delas e saiu na frente.
O que a Centauro poderia fazer?
Acredito que pode ser um erro a Centauro tentar ser o que não é: uma empresa de e-commerce. A empresa deve continuar forte no segmento que conquistou à duras penas. Sua abordagem no universo digital deve ser diferente. Seria mais interessante a Centauro disponibilizar a seus fiéis compradores offline serviços na internet que agregarão valor a marca como, por exemplo, acompanhamento de treinos online para várias modalidades esportivas. O objetivo seria, por meio de um bom serviço, buscar a confiança e fidelização daqueles que estão na web, mas que preferem comprar seus tênis, camisetas, meias e bicicletas nas lojas tijolo-e-cimento da Centauro.
A holding SBF não deve ignorar o e-commerce. Mas deve fazê-lo por meio do lançamento de uma outra empresa, uma nova marca com o digital business entranhado em seu DNA e nascido para este fim. O que temos hoje é o site de e-commerce da Centauro muito bem montado, com preços competitivos, mas que é quase idêntico ao da NetShoes, seu principal concorrente.
Conclusão
Empresas tem que ser forte no segmento onde são especialistas, onde sua experiência e expertise são importantes diferenciais competitivos. Entrar em áreas novas onde já existam concorrentes poderosos é um risco muito grande que só deve ser levado em conta quando se percebe uma franqueza nestes concorrentes que pode ser explorada. Copiar fórmulas de negócio sem o know-how necessário e sem que esta cultura esteja sedimentada dentro da empresa pode ser um equívoco.
No entanto, adotar soluções criativas para aproximação com o cliente tem se mostrado como uma atitude positiva e simpática junto ao consumidores. Criar vínculos afetivos por meio de serviços úteis pode ser um diferencial importante além de evidenciar ao mercado uma ideia de empresa inovadora, participativa e tecnologicamente presente.
Dados fonte:
DALMAZO, L. - NetShoes, a craque do varejo online. Exame, ed 984, ano 45, n. 1, 26 de janeiro de 2011.
ARAGÃO, M. - Das quadras para o IPO. Exame, ed. 994, ano 45, n. 11, 15 de junho de 2011
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Novas SOPA's Virão
O que justifica uma iniciativa tão radical como o SOPA em um dos países mais liberais do mundo? O medo! O medo de não entender como um modelo de negócio que funcionava tão bem há um século deixou de gerar os enormes lucros de outrora. O medo de perder não apenas dinheiro, mas também poder. O poder da escolha, que sempre ficou nas mãos dos poderosos da industria do entretenimento que agora está escorrendo pelos dedos como areia. O poder da escolha está vindo para nossas mãos e isso eles não compreendem e tentam proibir.
Esses poderosos homens do poder estão buscando a solução de sempre quando se sentem ameaçados: a censura, a proibição e o controle. O curioso é ver tal atitude num país que se diz liberal e defensor da liberdade de ideias. O controle proposto pela SOPA se assemelha à censura imposta à internet em países ditatoriais como China, Irã e Cuba países estes criticados em altos brados pelo Estados Unidos.
Os poderosos donos do poder alegam que a internet, ao disseminar conteúdo nas redes sociais, blogs e sites, violam à lei dos direitos autorais e, por isso, são ilegais. Contudo, o que eles não veem é que não se pode controlar este tipo movimento. Bloquear os DNS de quem hospeda estes conteúdos (como propõe o SOPA) não irá impedir esta proliferação. O que estes poderosos homens do poder não perceberam com seus olhos míopes é que o verdadeiro direito à ideia vem do compartilhamento, da conectividade e da interação. O negócio hoje não reside apenas na produção de conteúdo, vai além e consiste em cativar e entender cada cliente, cada consumidor que aprecia, assite e interage com o produtor deste conteúdo. Este é o verdadeiro ativo que as empresas tem que conquistar. Feito isto, o consumidor comprará e tornar-se-á parte integrante e fundamental deste novo modelo de negócio.
Enquanto a compreensão do Novo Marketing não entra na cabeça dos poderosos, vivenciaremos iniciativas autoritárias e controladoras como a SOPA. Enquanto não aparecer um homem de negócios, como Steve Jobs, que revolucionou a industria fonográfica, sofreremos com a visão de executivos que insistem em olhar para o passado. Por isso, devemos mostrar nossa insastifação e buscar atitudes que procurem barrar leis deste tipo. Lutemos pelo que acreditamos...
Esses poderosos homens do poder estão buscando a solução de sempre quando se sentem ameaçados: a censura, a proibição e o controle. O curioso é ver tal atitude num país que se diz liberal e defensor da liberdade de ideias. O controle proposto pela SOPA se assemelha à censura imposta à internet em países ditatoriais como China, Irã e Cuba países estes criticados em altos brados pelo Estados Unidos.
Os poderosos donos do poder alegam que a internet, ao disseminar conteúdo nas redes sociais, blogs e sites, violam à lei dos direitos autorais e, por isso, são ilegais. Contudo, o que eles não veem é que não se pode controlar este tipo movimento. Bloquear os DNS de quem hospeda estes conteúdos (como propõe o SOPA) não irá impedir esta proliferação. O que estes poderosos homens do poder não perceberam com seus olhos míopes é que o verdadeiro direito à ideia vem do compartilhamento, da conectividade e da interação. O negócio hoje não reside apenas na produção de conteúdo, vai além e consiste em cativar e entender cada cliente, cada consumidor que aprecia, assite e interage com o produtor deste conteúdo. Este é o verdadeiro ativo que as empresas tem que conquistar. Feito isto, o consumidor comprará e tornar-se-á parte integrante e fundamental deste novo modelo de negócio.
Enquanto a compreensão do Novo Marketing não entra na cabeça dos poderosos, vivenciaremos iniciativas autoritárias e controladoras como a SOPA. Enquanto não aparecer um homem de negócios, como Steve Jobs, que revolucionou a industria fonográfica, sofreremos com a visão de executivos que insistem em olhar para o passado. Por isso, devemos mostrar nossa insastifação e buscar atitudes que procurem barrar leis deste tipo. Lutemos pelo que acreditamos...
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Case Marketing Digital - Oi versus Nextel
As abordagens adotadas atualmente pelas empresas para atendimento ao cliente, captação de novos consumidores, divulgação e marketing usam as redes sociais como meio para atingir quem mais interessa, o público. Tornou-se um consenso usá-las já que "todos estão conectados" nestas redes cibernéticas. Contudo, as empresas precisam conhecer o terreno onde estão pisando, caso contrário, podem perder clientes ao invés de seduzi-los.Um caso bastante interessante foi o ocorrido com o webmaster Erick Waldsteins nesta semana. Erick é usuário do Twitter e tem presença constante nas redes sociais e na web tendo inclusive um blog onde expõe suas ideias e promove discussões. Ele recebeu um SMS da sua operadora, a Oi, para trocar seus Oi Pontos por produtos. Achou interessante. Ao conectar no site da empresa, não conseguiu fazer a troca dos pontos, recebia mensagens de erro e simplesmente o site travava. Indignado com o serviço, relatou o ocorrido no Twitter com mention para @digaoi. Recebeu uma resposta imediata da operadora lhe orientando a entrar em contato com um 0800. A pronta resposta fez o twitteiro acreditar que a empresa estava, de fato, ouvindo suas reclamações e que o atendimento rápido e a vontade de acertar eram pontos positivos a serem considerados. Ligou para o número indicado e, novamente, não conseguiu ter seu dados reconhecidos pelos sistema (ele é cliente da Oi há anos e tem cadastro para atendimento no site).
O que aconteceu com Erick é algo comum com empresas que procuram utilizar novos canais de comunicação com o cliente, mas pecam na qualidade de atendimento prestado. O contato via SMS criou expectativas que depois não puderam ser satisfeitas por um problema de fácil solução. Mas o transtorno já estava feito. Erick, mais uma vez, externou sua frustração postando outro tweet no microblog. Novamente, ele recebeu uma resposta rápida. Porém, surpreendentemente ele recebeu esta resposta de uma concorrente da Oi: a Nextel. A operadora concorrente estava, de alguma maneira, monitorando tweets negativos da concorrencia e viu no tweet de Erick uma oportunidade de ganhar um novo cliente.
Duas abordagens distintas entre empresas concorrentes ilustra como uma pode trabalhar no erro da outra. O approach equivocado da Oi abriu uma porta para que que uma empresa concorrente, a Nextel, pudesse chegar ao cliente insatisfeito e lhe fizesse uma proposta tentadora de mundança. A Oi ofereceu à seus rivais uma oportunidade e a Nextel aproveitou muito bem. E o Erick? Bem, ele ainda não mudou de operadora, mas está estudando a proposta que a Nextel lhe ofereceu...
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Para Rápidas Evoluções, Novos Modelos de Negócios
Este case conta a história do surgimento de um novo modelo de negócios a partir de uma mudança tecnológica importante: a digitalização de arquivos sonoros de pequeno tamanho, o mp3. Desde o surgimento do amaldiçoado Napster, em 1999 até a criação da iTunes Store, em 2006, passaram-se tortuosos sete anos. De lá para cá, são só mais cinco. E o que parecia ser um modelo de vendas e distribuição sólido e lucrativo já não é mais. A venda de músicas on-line já não é a "onda". Agora os negócios se voltam para a venda por streaming. Mas por quê? Porque nós, clientes desta indústria e ávidos consumidores de músicas (quem não gosta de ouvir "um som"?), mudamos mais uma vez a forma como consumimos em virtude dos avanços tecnológicos que carregamos nos bolsos.
Ou seja, um modelo de negócios surgido a pouco mais de cinco anos já pode ser considerado "menos atraente" (um pouco cedo para dizer "ultrapassado"?). Ouvir música "na nuvem" exige novas estratégias de atração de clientes, novas formas de venda e "distribuição", novas campanhas publicitárias, tudo novo, de novo. Como podemos perceber, o mundo digital oferece aos profissionais de marketing um universo de rápida, rapidíssima evolução. Empresas que não forem ágeis ficarão para traz. E estas companhias precisam de profissionais que tenham em seus DNA's a inquietude da mudança, que vivenciem diariamente as oportunidades que as novidades tecnológicas oferecem e que sejam capazes de criar projetos e modelos de negócios na mesma velocidade em que mudam os desejos de seus clientes.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Será que sua raiva está matando sua arte?
É raro encontrar uma pessoas que é constantemente criativa e perspicaz que também seja uma pessoa irritada ou com raiva*.
Eles não podem ocupar o mesmo espaço, e se sua raiva entrar, sua generosidade e criatividade tem que sair. É difícil usar a vingança ou animosidade como combustível para um grande trabalho.
Ironicamente, quando vocês decide ensinar alguém uma lição que eles realmente mereçam, você acaba sufocando a própria fonte com a qual estava contando.
(*uma pessoa irritada ou com raiva não quer dizer ser um idiota. Por alguma razão, existe uma penca de idiotas criativos - eu acredito que eles erroneamente acreditam que ser idiota é um jeito útil de lutar com seus cérebros de lagartixa).
Eles não podem ocupar o mesmo espaço, e se sua raiva entrar, sua generosidade e criatividade tem que sair. É difícil usar a vingança ou animosidade como combustível para um grande trabalho.
Ironicamente, quando vocês decide ensinar alguém uma lição que eles realmente mereçam, você acaba sufocando a própria fonte com a qual estava contando.
(*uma pessoa irritada ou com raiva não quer dizer ser um idiota. Por alguma razão, existe uma penca de idiotas criativos - eu acredito que eles erroneamente acreditam que ser idiota é um jeito útil de lutar com seus cérebros de lagartixa).
(por Seth Godin, tradução Silvio Luis de Sá)
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
O Klout Aponta para Integração das Principais Redes Sociais
O Klout, para quem não conhece, é um dos principais serviços de métricas na web. Seu site permite que usuários de redes sociais saibam como andam sua influêcia. Digitando seu username do twitter (não dá para escapar dele!) na página do site permite que o Klout dê uma nota para o seu perfil, que varia de 0 a 100, e lhe dê um "título". Este título que é o grande diferencial do serviço onde normalmente apenas números são apresentados. No Klout, um perfil menos conceituado pode ser observer, explorer, feeder entre outros. Já os mais influentes podem ser rotulados de thought leader, pudit, celebrity ou outros.
A partir do último dia 10, o Klout está integrando outras redes sociais ao seu processo de métrica. Antes, somente o twitter e facebook eram contabilizados na graduação do usuário. A partir de agora as redes LinkedIn, Foursquare, YouTube, Instagram, Tumblr, Blogger, Last.fm e Flickr também vão contar pontos para os usuários. Quem tiver perfils cadastrados nestas redes sociais (e integra-las ao Klout, claro) serão reavaliados e podem ter sua nota alterada.
Esta decisão de um serviço de métricas como o Klout mostra claramente que a integração é uma forte tendência entre as redes sociais. Indica que perfils casuais terão cada vez menos influência nas redes. Uma empresa que pretenda ter, de fato, uma presença sólida e influente neste mercado, necessita de profissionais de marketing digital. Não há lugar para aventureiros e amadores. Ou, como diz o Klout, observers ou dabblers.
A partir do último dia 10, o Klout está integrando outras redes sociais ao seu processo de métrica. Antes, somente o twitter e facebook eram contabilizados na graduação do usuário. A partir de agora as redes LinkedIn, Foursquare, YouTube, Instagram, Tumblr, Blogger, Last.fm e Flickr também vão contar pontos para os usuários. Quem tiver perfils cadastrados nestas redes sociais (e integra-las ao Klout, claro) serão reavaliados e podem ter sua nota alterada.
Esta decisão de um serviço de métricas como o Klout mostra claramente que a integração é uma forte tendência entre as redes sociais. Indica que perfils casuais terão cada vez menos influência nas redes. Uma empresa que pretenda ter, de fato, uma presença sólida e influente neste mercado, necessita de profissionais de marketing digital. Não há lugar para aventureiros e amadores. Ou, como diz o Klout, observers ou dabblers.
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