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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Duas marcas da mesma franquia


Cada vez é mais comum que as grandes redes de franquia diversifiquem seus negócios criando dentro do mesmo segmento que atuam outras marcas para atingir um público diferenciado ou para vender produtos distintos.
A princípio não há qualquer problema nisso. Pelo contrário. Quanto mais forte e capitalizada a franqueadora, melhor para sua rede de franqueados, pois tudo tenderá a ser mais bem feito.
O problema ocorre quando os franqueados passam a enxergar nessa segunda marca, um concorrente direto.Isto porque, a princípio, do ponto de vista contratual, não há território a ser resguardado quando as marcas são distintas e, na visão da maioria das franqueadoras, a expansão de uma não tem necessariamente a ver a com a da outra.
Há casos que realmente não tem. No mundo da  moda, existem empresas que exploram dentro do segmento de vestuário feminino, públicos completamente diferentes e, assim, podem ter suas lojas literalmente grudadas, o que não faz a menor diferença entre eles.
Mas quando o segmento é o mesmo, o público se mistura e o que muda essencialmente é apenas o conceito? Não há nesses casos como não pensar na expansão levando-se em conta os franqueados já existentes na primeira marca.
Fato é que, seja qual for o caso concreto, o pensamento da franqueadora deverá sempre ser global e sopesar todos os aspectos envolvidos nas relações já estabelecidas, sem desconsiderar que o ‘novo’ negócio envolve muito mais do que somente a criação de mais uma marca.

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Artigo original em Von Jess & Advogados

terça-feira, 28 de julho de 2015

Qual é a sua arte?


Eu defino arte como algo que não tem nada a ver com a pintura.

Arte é um ato humano, uma contribuição generosa, algo que pode não funcionar e cuja intenção é alterar o receptor para melhor, geralmente levando relacionamentos a acontecerem.

Cinco elementos que são difíceis de encontrar e por isso valem à pena buscá-los: pessoas, generosidade, risco, mudança e relacionamento.

Você pode ser perfeito ou você pode fazer arte.

Você pode seguir no caminho da sua realização, ou você pode fazer arte.

Você pode se juntar ao status quo, ou pode fazer arte.

A parte mais difícil de se feita é escolher se você quer fazer arte de verdade e comprometer-se ao que ela exige de você.
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Texto original em Seth Godin's blog

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Marketing Digital e a Crise



Gerir é fazer o máximo com o mínimo. Este é um jargão conhecido e um tanto óbvio. Contudo, pode ser facilmente esquecido em momentos de fartura e abundância. Tais momentos foram vividos por todos há alguns anos. Tanto no cenário internacional como no nosso mercado interno, passamos por crescimento econômico, em parte, por conta da pujança externa, por outro, pela farta oferta de crédito e de subsídios direcionando a economia para o consumo aliado a um endividamento perigoso. Por fim, a festa acabou.

Agora, a conjuntura internacional se depara com a crise grega, baixo preço das commodities e China e EUA, as locomotivas econômicas do mundo, com crescimentos abaixo do esperado. Por aqui, enfrentamos inflação alta, desemprego crescente, investimentos em queda e estagnação econômica. Em outras palavras: estamos em meio a uma crise econômica (recessão?!?).

Momento para desespero? Não precisamos chegar a tanto. Mas talvez cortar gastos com campanhas de longo prazo ou deixar de lado aquele projeto de captação de novos clientes pode ser propício em momentos como esse, certo? Depende.

Não há dúvidas que estratégias precisam ser revistas quando mudamos da abundância para escassez. Porém, engavetar novos projetos de divulgação, branding, captação ou mesmo fidelização de clientes pode ser um tiro no pé para as empresas. Precisamos ser criativos e é nessa hora que o marketing digital entra.

Clientes, prospects, concorrentes estão todos na web criando e postando conteúdo constantemente. Esta é um fonte riquíssima de informações sobre o mercado e de como as pessoas estão vivendo seus cotidianos. Os profissionais de marketing precisam estar com sua sensibilidade afiada para perceber o que está latente no seu público e  traçar o approach correto. Mas, como fazê-lo?

Ficam aqui algumas dicas: i) monitoramento das redes sociais sobre assuntos que estão presentes na mídia. Por exemplo, monitorar sobre alta nos preços (#tacaro, #precosurreal, #maisbarato e etc) pode dar uma visão interessante de como os consumidores mudaram seus hábitos em virtude da crise e o que estão fazendo para dribla-la; ii) postar conteúdo úteis e relevantes para seus clientes e seguidores ajudando a contornar esse momento de vacas magras. Temos aqui o exemplo de uma famosa marca de cosméticos que passou a publicar em seus perfis nas redes sociais como suas clientes podem economizar comprando produtos de sua linha mais econômica e ensinando os "truques" para obter  resultados maravilhosos.

Agora, mais do que nunca, o cliente precisa ter a sensação de que suas marcas prediletas não o abandonaram, que, de fato, elas estão ao seu lado fazendo o possível para que juntos todos superem esta crise. Este tem que ser o comprometimento. Hoje é mais fácil para empresas acompanhar o dia-a-dia do seu público e saber suas carências, medos, dificuldade e esperanças. Não se pode negligenciar esta relação tão próxima que temos agora graças a tecnologia.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Os X's entram, os Y's saem

Qual o filho adolescente que gosta de frequentar os mesmos lugares que seus pais? Acredito que nenhum. É uma característica da juventude ir a lugares onde só membros da sua tribo vão, onde podem expressar suas personalidades por meio de suas escolhas. Expor isto é fundamental para estes jovens, transbordar seus valores através de suas roupas, linguagem e atitudes.

Por que na internet seria diferente? Mais precisamente, por que nas redes sociais seria diferente?

Quando o Facebook começou a arrebanhar mais e mais pessoas ao redor do mundo com crescimento exponencial por meses a fio, os mais jovens já estavam lá. Os chamados Millenials, ou Globalistas, ou Geração Y, já curtiam e compartilhavam suas preferências há tempos. Contudo, o Facebook extrapolou o conceito de rede social e passou a almejar ser um ambiente de  total de interação entre pessoas, um cyber-ecosistema, onde pode-se comprar, vender, jogar, promover eventos, namorar, reclamar e mais todas as coisas que milhares de pessoas juntas podem fazer.

O crescente acesso aos smartphones e tablets aliado a planos de dados mais baratos, colaboraram para uma explosão de novos perfis na rede de Zuckerberg. Pacotes de acesso grátis e ilimitado à rede social mais popular do mundo disseminou o Face por todos os lados, atingindo outras faixas etárias que, até então, só tinham, no máximo, ouvido falar de Facebook.

Este fenômeno iniciado no fim de 2012, teve no ano de 2013 forte impacto em outras áreas da sociedade. Grandes empresas hoje marcam presença no Facebook; as agências de publicidade e propaganda não cogitam mais a possibilidade de realizar promoções, eventos ou lançamentos sem a possibilidade, de alguma forma, levar seu público a marcar presença na rede social. O 'F' do Facebook tornou-se conhecidíssimo e praticamente obrigatório nos cartazes, nas propagandas e nos banners canais a fora. Seria o marketing digital se consolidando.

No entanto, os mais jovens não viram isto como algo empolgante. Encontrar seus pais no Face era um incomodo, para dizer o mínimo. Não só isso, toda a movimentação de anúncios e a proliferação de páginas de produtos e serviços de toda ordem, fez com que os Millenials migrassem para outras praias digitais. De fato, o comportamento deles com relação as redes sociais mudou. Curtir e compartilhar ainda estão presentes, mas agora a forma é diferente. A maneira de expressar-se também mudou. Ou melhor, está mudando. E vemos isso por meio do nascimento de novos apps ou na consolidação de outros que oferecem à estes inquietos e inteligentes jovens a possibilidade de criarem novos tipos de redes sociais. Que tal apenas uma imagem ou filminho rápido para te dizer algo? Que tal curtir e compartilhar apenas imagens, nada mais?


Feliz e um desafiador 2014   :)


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O Planejamento Estratégico em Marketing Digital


Por essas bandas tupiniquins, o marketing digital, infelizmente, ainda está sendo entendido pelas grande maioria das empresas como "presença digital". Ou seja, basta estar no Facebook e no Twitter, manter um blog conectado ao site institucional da empresa que a "presença digital" está garantida. Os posts publicado são, muitas vezes, propaganda de algum serviço/produto próprio cuja responsabilidade de botar no ar fica a cargo do estagiário (nada contra os estagiários).

A falta de compreensão do que, de fato, são as redes sociais e dos resultados que se pode obter com estratégias digitais sérias e concretas é enorme. Embora muito comentado, escrito e discutido, o marketing digital ainda não sensibilizou como deveria a maioria dos empresários brasileiros. Mesmo em grandes companhias e com as grandes marcas, a pensamento refratário a interação com os clientes/usuários é notório.

Como reverter este quadro? Como fazer crer juntos aos clientes corporativos que as estratégias do marketing digital devem ser levadas com a seriedade (e recursos) que as áreas estratégicas das empresas merecem? Resposta: com planejamento estratégico em marketing digital.

Com um planejamento estratégico em marketing digital (PEMD) é possível constatar quais os gargalos no atendimento ao cliente, por exemplo; perceber qual a relação da empresa com seus clientes, fornecedores e demais stakeholders; compreender quais ações são valorizadas pelos clientes e quais causam pouco impacto. Enfim, o PEMD é muito mais do que apenas "traçar estratégias"; é trazer a tona o ambiente na qual a empresa está inserida - e seus concorrentes - para, em coerência a isto, buscar alternativas de melhoras.

O novo canal digital que abre-se para todos nós pode ser um terreno fértil para novas oportunidades. Contudo, temos que ter em mente que neste novo - e desconhecido - ambiente as coisas não funcionam como funcionavam antes. Ou seja, não podemos pensar que com métricas antigas, publicidade tradicional e mesmo relacionamentos unidirecionais vão funcionar aqui.

O primeiro passo é ouvir e interagir com seus clientes (e o da concorrência). É estar disposto a não esperar apenas elogios (o que dificilmente ocorre) e saber resolver os problemas que geram as críticas e as reclamações. E depois disponibilizar à todos estas mudanças, procurar com ações e serviços, criar uma tribo para sua empresa. A sua tribo. E isto se faz com estratégias montadas a partir de um quadro realista da sua empresa. Ou seja, com planejamento estratégico. Lembre-se que as mais populares redes sociais podem não funcionar para sua empresa. O foco pode ser outro e somente com informações obtidas por meio de um levantamento sério e profundo é que elas levarão a conquista dos clientes e do mercado.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Como ouvir


A interação ao vivo ainda é importante. Professores, reuniões, apresentações, cada um dos brainstorms  - eles podem levar uma mudança real. Os ouvintes tem quase a mesma responsabilidade que a do orador, contudo. E mesmo assim, o Google apresenta quatro vezes mais resultados para "como falar" do que "como ouvir". Ouvir não é um ato passivo, não se você quiser fazê-lo do jeito correto.

Se ouvir leva a uma melhor oratória, então já se torna uma vantagem competitiva.

Pergunte a um empreendedor que tenha acabado de sair do escritório de um grande investidor como Fred Wilson. Ele vai dizer que deu o melhor passo de sua carreira - em grande parte por causa do público. O passo mais difícil para ser um melhor ouvinte é o primeiro: querer fazê-lo. Faça com que o esforço verdadeiramente valha à pena.

Não se preocupe muito em fazer anotações. Elas podem ser resumidas num caderno (ou livro) mais tarde.

Preste atenção, com entusiasmo, em quem está falando. Entusiasmo este mostrado por expressões no seu rosto, na sua postura, nas suas perguntas.

Refaça o que foi dito, mas com as suas próprias palavras, usando sua própria situação. Não faça perguntas demais, construa o que você acabou de ouvir, mas faça do seu jeito. Pegue o que você ouviu e transforme-a nas bases do que você está experimentando para suas novas ideias.

A melhor maneira de honrar alguém que disse algo inteligente e prático é dizer em troca algo que seja inteligente e prático. Outra maneira de honrá-lo é fazer algo com o que você aprendeu.

Bons ouvintes tem o que eles merecem - melhores oradores.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Acreditando naquilo em que queremos acreditar

Seres-humanos, graças a cultura e a genética, tem a tendência para ser pessimistas, receosos, céticos e crentes em teorias de conspiração. Nós também não gostamos de mudanças.

O profissional de marketing (produtos, governo, religião, o que for) que decide negociar em qualquer uma dessas falhas leva uma tremenda vantagem. É muito mais fácil criar medo do que calmaria, é mais fácil argumentar a favor de uma conspiração do que provar que ela não existe.

Quando nos encontramos recompensando nossos instintos ao invés de enxergar a realidade, nós geralmente fazemos más escolhas. Claro que, às vezes, existe uma boa razão para termos medo ou imaginarmos que uma conspiração secreta existe por de trás dos fatos. Embora, nem sempre.

Quando confrontados de um lado com uma massa de fatos e contamos apenas os nossos instintos ou confirmação tribal do outro, pode ser que valha à pena reconsiderarmos os motivos pelos quais escolhemos acreditar naquilo em que acreditamos.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A maioria dos conselhos é um mau conselho...

Pessoas são bem intencionadas, especialmente amigos e familiares, mas eles vão lhe dar maus conselhos.

Isto leva a dois desafios, enquanto se esforça para criar um trabalho original que importa:

1. Ignorar os conselhos deles, até mesmo os apelos bem intencionados para que você fique com o status quo

e

2. Tentar discernir realmente  o bom conselho útil, de modo que você não se isole na bolha do auto-iludido. Em geral, este bom conselho empurra você para ir mais rápido, ou para fazer coisas que fazem você se sentir desconfortável.

PS ironia o deste post não passa despercebida por mim.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Design como o da Apple, mas nomes como os da P&G


A abordagem de nomes da Apple é inconsistente, ela implora por ações judiciais (ofensivas e defensivas) e não deveria ser modelo para sua empresa. iPhone é um telefone, iPad é um pad (prancheta), iPod é um... (e possuir uma letra do alfabeto é i-mpossível).

A Procter and Gamble, por outro lado, tem feito este trabalho maravilhosamente bem por cem anos. Crisco, Tide, Pringles, Bounty, Duracell - estes são nomes fantásticos que transformam produtos genéricos (e a história que acreditamos sobre eles) em algo distinto.

Se você pode inventar uma categoria inteira, fabuloso, isto é um feito. Para o resto de nós, resistamos a tentação de sermos enfadonhos ou agressivos demais. É o seu nome e você tem que viver com isso.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Confundindo "Ter Sorte" com "Ser Bom"

É por isso que sucessos na internet fracassam. É por isso que vendedores amadores tão frequentemente fracassam em se tornar profissionais. É por isso que estórias análogas de esportistas que não deram certo não fazem sentido. O sucesso no começo nos cega para a oportunidade de nos tornarmos realmente bons ao invés de simplesmente ficarmos acomodados.

A única coisa mais triste do que a arrogante auto-limitação que a confusão entre ter sorte e ser bom é a patética conversa em confundir 'não ser bom' com 'não ter sorte'.

Muitas pessoas com grandes ideias, grande talento e/ou com algo a dizer não tem sorte na primeira vez. Ou na segunda. Ou até mesmo na terceira. É tão mais fácil concluir que você não tem sorte, que você não é bom. Tamanha persistência se torna um elemento essencial do 'bom' porque sem persistência,você nunca terá a chance de ter sorte.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Suave e Duro

A parte dura é mensurável, quantificável e fácil de colocar numa planilha. A coisa concreta lhe dá um caminho fácil para demandar um bônus ou rastrear progresso.

A parte suave é meramente essencial, a real razão para você fazer o que faz.

Ironicamente, contudo, o duro é fácil e o suave é difícil.

A questão, eu acho, é se você e sua equipe passam a maior parte do tempo fazendo as coisas duras, meramente porque é mais fácil de medir, de argumentar sobre e de se esconder atrás?

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Antecipação vs. Ansiedade

Se definirmos ansiedade com sendo a experiência de fracasso por antecedência, podemos também entender seu antônimo, antecipação.

Quando você trabalha por antecipação, você irá destacar as coisas boas. Você vai dobrar as coisas que são prazerosas e que te empurram mais ainda para ser arrojado e para criar sua versão de arte. Se isto vai funcionar, é melhor que se construa algo valerá a pena o esforço.

Se você trabalha com ansiedade, por outro lado, você estará cobrindo as opostas de possíveis perdas, você estará fazendo seguro contra desastres e, acima de tudo, estará construindo negação em todo que você faz. Quando você trabalha sob a nuvem da ansiedade, a melhor estratégia é jogar protegido, porque se (quando!) as coisas derem errado, você não será o culpado.

Não é apenas mais divertido trabalhar com antecipação, é geralmente um ponto de vista de auto-preenchimento.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Desperdiçando Gravetos

A madeira mais valiosa do acampamento são os galhos e ramos secos usados para se acender o fogo.

É dificil imaginar desperdício maior do que cozinhar uma refeição inteira usando somente gravetos. Eles queimam rápido e fortemente, mas não duram. Você até pode cozinhar alguma coisa, mas não haverá nada para o próximo companheiro. Não, a técnica mais útil é usar toras maiores para que o fogo dure usando o mínimo de gravetos possíveis.

Isto, claro, é a minha analogia para marketing e promoção. Aquele link bacana num blog de design ou um comercial na TV, isto são gravetos. Se é disso que você depende, você está com problemas. Um fabricante que eu conheço me disse que ele ganha algo como trinta pedidos de um post num blog bem conhecido, e que ele precisa de um post como este por semana para manter seu negócio girando. Boa sorte para ele.

A dependência de promoções e RP começa assim. É o caminho mais fácil e preguiçoso para manter as vendas de um produto. Promova e reze. Queime seus gravetos, obtenha uma rápida atenção e bola pra frente.

Pode funcionar agora e mais um pouco, mas não é uma forma segura e escalonável para seu negócio crescer. Você precisa de tora grandes, algo que mantenha o sistema funcionando sem depender do fluxo constante de promoções. Como:
- um produto notável sobre o qual os clientes gostam de falar a respeito
- um produto com uma "viralidade" - algo que funcione melhor quando mais e mais amigos o tem
- uma estratégia para criação de "comunidades" para que cada novo cliente aumento o valor agregado da comunidade, criando um círculo virtuoso
- economia de escala para produção e marketing. À medida que você cresce, as coisas vão ficando mais baratas e mais em evidência

Todos as quatro estratégias acima são decisões intencionais - e não são fáceis - para profissionais de marketing e designers perceberem que eles tem opções sobre o que construir e como construir.

Usar todos os gravetos é esgoísmo e, em última análise, inútil.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

CAFÉ GRÁTIS - PRÓXIMA SAÍDA

Este é o cartaz mais adequado que você pode imaginar, particularmente se é bem feito e se o café é bom.

A maioria dos cartazes não são nem de perto úteis porque promovem serviços ruins ou, mais comum, porque alguém viu o espaço e trabalhou duro para preenche-lo totalmente.

A mesma coisa acontece com sites na internet. Você conhece tão bem os "por quês" e os "comos" do que você construiu e o quanto ele é legal que a ideia de usar poucas palavras pode assustar.

Não, a sua solução não precisa ser simples ou óbvia. Mas a história sobre o que funciona, sim.

O objetivo da interação do marketing não é fechar a venda, assim como o objetivo do primeiro encontro não é o casamento. Não, a oportunidade é para se ir à frente, ganhar atenção, confiança, curiosidade e diálogo.

Simples, claro e acionável.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Quando você não sabe o que fazer...

É quando nós percebemos quão bom você é em tomar decisões.

Quando você não tem os recursos necessários para fazer o que você tem que fazer, é quando você nos mostra quão engenhoso você é.

E quando você não sabe se algo vai funcionar, é quando descobrimos que se precisamos ou não de você na equipe.

Fazer instruções é mais difícil do que segui-las.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A Sala do Chororô

Quando meu amigo Elly lecionava no ensino médio, nunca ficava nas salas dos professores. Ele me dizia que não suportava as fofocas sobre os alunos, os choramingos e reclamações.

Claro, não são todos os professores que são assim. De fato, a maioria não é. E, falar mal não coisa que acontece somente em sala dos professores. Quase em toda organização cada serviço online, todos os produtos e todos os elementos de nossa cultura hoje possui chats e forums destinados a poucas pessoas que procuram algo para reclamar. Algumas delas o fazem até na televisão.

A verdade fascinante é a seguinte: as pessoas nestes forúms não estão fazendo seu melhor trabalho. Elas raramente identificam um feedback útil ou apontam de forma produtiva elementos que possam ser melhorados. Na verdade, se você resolver qualquer problema sobre o qual elas estejam choramingando, elas não se tornarão contribuidores entusiasmados. Não, elas estão apenas atoladas em suas energias negativas, contando com o apoio de alguns outros que, como elas, servem para o que lhes mantem lá.

Não haverá retorno se você procurar atender estes caras. Vá fazer algo grande em seu lugar.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Eu sei o que você deve fazer

Na verdade, não sei.

Eu sei o que eu faria nesta situação, mas eu não sou você.

Eu sei o que seu consumidor deveria fazer, mas eu não sou ele.

Eu sei (e você sabe, e todos nós sabemos) o que deveríamos fazer em determinada situação, mas isso não é a mesma coisa.

Empatia requer algo extremamente difícil: aceitar o fato de que não estamos e nunca estaremos na pele de outra pessoa. Não existe nenhum curso racional, universal sobre por quê os individuos tem objetivos diferentes, diferentes visão do mundo e diferentes experiências.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Promessas Úteis e Críveis

Esta é uma outra maneira de se pensar em marketing.

Nós apenas nos cadastramos / prestamos atenção / pagamos por ofertas dos anunciantes quando:

O que é prometido é algo que acreditamos ser mais relavante do que ele custa

E

Nós acreditamos que você é a melhor pessoa para cumprir esta promessa.

Isto se aplica a currículos, reuniões e até ao garoto que limpa seu quintal.

Se o seu marketing não está funcionando é porque suas promessas não são úteis (e grandes) o suficiente ou porque nós não acreditamos que você possa cumpri-la.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's blog.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Ciclo Vicioso, Ciclo Virtuoso

A espiral descendente é muito familiar. Um problema com a bebida leva a perda do emprego que leva a mais bebida. Pobres serviços de atendimento ao consumidor leva os consumidores a escolherem outros vendedores que ocasiona menores investimentos a área de atendimento ao consumidor que leva a continuar o problema.

Seu chefe anda grosso e mal-humorado porque está estressado com suas habilidades de liderança. O mau-humor mina o relacionamento com sua equipe o que, claro, faz com que ele fique mais estressado fazendo com que ele fique mais grosso. Um empregado está desanimado por causa do feedback negativo do seu chefe, o que faz com que ele se esforce menos o que, claro, leva a mais feedback negativo.

A maioria das coisas que vão mal, vão mal vagarosamente.

O (mais comum, óbvio, simples) plano é viver o ciclo que está causando o problema ao invés de ("quando eu fico estressado, eu congelo, então eu preciso descobrir como não me estressar"). O plano simples coloca o ônus do lado de fora para estancar o que está contribuindo para as coisas darem errado sempre. Isto não vai funcionar muito bem.

Mais difícil, porém uma alternativa mais eficaz é estar ciente do ciclo vicioso. Quando encontrá-lo, entenda quais são os gatilhos que o disparam e então aprenda a usar esse gatilho para iniciar um ciclo diferente.

"Este é o meu ciclo vicioso. Quanto custará para mim substituí-o por outro diferente? Quem pode me ajudar? O que eu preciso aprender? Como eu mudo meus hábitos e meus instintos?"

Isto funciona para empresas assim como para as pessoas. O restaurante de frutos-do-mar que tem uma queda nas vendas, pega emprestado dinheiro para comprar peixes mais frescos ao invés de cortar custos que não levará a lugar nenhum. Ou uma agência de publicidade que, após a perde de um cliente, não procura demissões mas sim contratar uma equipe mais criativa.

Queda nas vendas pode levar a um maior investimento na área de atendimento ao consumidor, não menos. Notas mais baixar podem levar a mais dedicação ao estudo com mais entusiasmo, não menos.

Isto é incrivelmente difícil. Mas identificado o ciclo vicioso e investindo na substituição dele por um ciclo virtuoso é a única e melhor estratégia. A alternativa, racionalizar e defender o ciclo com se fosse uma lei da natureza ou um hábito permanente, é trágica.

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Tradizido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog.