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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Marketing Digital e a Crise



Gerir é fazer o máximo com o mínimo. Este é um jargão conhecido e um tanto óbvio. Contudo, pode ser facilmente esquecido em momentos de fartura e abundância. Tais momentos foram vividos por todos há alguns anos. Tanto no cenário internacional como no nosso mercado interno, passamos por crescimento econômico, em parte, por conta da pujança externa, por outro, pela farta oferta de crédito e de subsídios direcionando a economia para o consumo aliado a um endividamento perigoso. Por fim, a festa acabou.

Agora, a conjuntura internacional se depara com a crise grega, baixo preço das commodities e China e EUA, as locomotivas econômicas do mundo, com crescimentos abaixo do esperado. Por aqui, enfrentamos inflação alta, desemprego crescente, investimentos em queda e estagnação econômica. Em outras palavras: estamos em meio a uma crise econômica (recessão?!?).

Momento para desespero? Não precisamos chegar a tanto. Mas talvez cortar gastos com campanhas de longo prazo ou deixar de lado aquele projeto de captação de novos clientes pode ser propício em momentos como esse, certo? Depende.

Não há dúvidas que estratégias precisam ser revistas quando mudamos da abundância para escassez. Porém, engavetar novos projetos de divulgação, branding, captação ou mesmo fidelização de clientes pode ser um tiro no pé para as empresas. Precisamos ser criativos e é nessa hora que o marketing digital entra.

Clientes, prospects, concorrentes estão todos na web criando e postando conteúdo constantemente. Esta é um fonte riquíssima de informações sobre o mercado e de como as pessoas estão vivendo seus cotidianos. Os profissionais de marketing precisam estar com sua sensibilidade afiada para perceber o que está latente no seu público e  traçar o approach correto. Mas, como fazê-lo?

Ficam aqui algumas dicas: i) monitoramento das redes sociais sobre assuntos que estão presentes na mídia. Por exemplo, monitorar sobre alta nos preços (#tacaro, #precosurreal, #maisbarato e etc) pode dar uma visão interessante de como os consumidores mudaram seus hábitos em virtude da crise e o que estão fazendo para dribla-la; ii) postar conteúdo úteis e relevantes para seus clientes e seguidores ajudando a contornar esse momento de vacas magras. Temos aqui o exemplo de uma famosa marca de cosméticos que passou a publicar em seus perfis nas redes sociais como suas clientes podem economizar comprando produtos de sua linha mais econômica e ensinando os "truques" para obter  resultados maravilhosos.

Agora, mais do que nunca, o cliente precisa ter a sensação de que suas marcas prediletas não o abandonaram, que, de fato, elas estão ao seu lado fazendo o possível para que juntos todos superem esta crise. Este tem que ser o comprometimento. Hoje é mais fácil para empresas acompanhar o dia-a-dia do seu público e saber suas carências, medos, dificuldade e esperanças. Não se pode negligenciar esta relação tão próxima que temos agora graças a tecnologia.