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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Blackberry a procura de um comprador

A empresa canadense BlackBerry revolucionou o mercado de celulares ao lançar seu aparelhos inteligentes, modernos e incrivelmente versáteis. Neles, era possível navegar na internet como nunca antes, baixar aplicativos não-nativos e digitar texto no seu teclado QWERTY tão rápido como num PC. Isto foi há mais de uma década.

Hoje, na era pós-iPhone, os aparelhos da BlackBerry parecem relíquias de um passado distante. O touch-screen, os apps e a facilidade da Apple Store foram avanços que vieram rápidos demais para os executivos da empresa canadense. O crescimento dos aparelhos Android também.

Durante um tempo, os executivos da BlackBerry acreditavam ter uma sólida posição no mercado corporativos e as inovação vindas com iOS ou Android não os atingiriam. Afinal, ter um BlackBerry é sinal de status (até o presidente Barack Obama tinha o seu).

Contudo, o mercado passou a querer outros tipos de smartphones e desprezou as pequenas telas, o teclado QWERTY e a navegação por "mouse". A companhia viu seu market-share minguar à olhos vistos e todas as ações e lançamentos para recuperação do mercado não funcionaram. Alia-se a isto, estratégias de marketing confusas e campanhas publicitárias desastrosas. Até mesmo no lançamento de seu último aparelho, que levava consigo a esperança de recuperar parte do mercado perdido, o BlackBerry 10, a BlackBerry lançou um anúncio ineficaz, que não mostrava para seu público-alvo quais as verdadeiras inovações do dispositivo. A venda do aparelho, segundo a empresa, foi de 1 milhão de unidades.

Enfim, nesta semana a BlackBerry anunciou que está em busca de compradores. A empresa anunciou a criação de um comitê que estudará qual a melhor saída para a companhia.Segundo a agência de notícias Reuters, a BlackBerry manifestou o desejo de se tornar uma empresa privada. Esta notícia elevou as ações da companhia em 5%.

Fonte: Mashable

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Apple e Google dividem o mundo (digital)


Não deu outra. Em a última pesquisa realizada pelo IDC, os resultados apontam para a total supremacia dos sistemas operacionais iOS e Android entre smartphones e tablets. Nada menos do que 92% dos dispositivos comercializados nos primeiros três meses do ano tinham ou um ou outro instalado.

O resultado de pesquisa confirma a tendência de polarização do mercado constatada no inicio de 2012. A forte perda de mercado da Blackberry contribui para que o mercado se dividisse entre os dois. Embora ainda com pouca participação, o Windows Mobile pode comerar a terceira posição na preferência dos usuários.

Não é surpresa que o Android continue mantendo a liderança com a Samsung, detendo sozinha, 41% do mercado. A Apple não aumentou seu market-share, mas ainda é dona de uma fatia considerável do mercado. "Embora a demanda ainda esteje alta, o iOS praticamente mantém inalterada a sua participação. Isto pode mudar, segundo boatos, com a total reformulação que o iOS terá na sua versão 7", alerta em nota o IDC.

Os números nunca foram estáticos neste mercado que ainda está em ebulição. Mesmo perdendo mercado, a Blackberry tem o que festejar: o Z10 atingiu a marca de 1 milhão de usuários. E a Microsoft dobrou sua participação com relação ao ano passado. Embora seja tudo praticamente areia e sol, a paisagem continua em constante mutação.

Fonte: Mashable


terça-feira, 9 de abril de 2013

Brasil é um dos mercados de apps que mais cresce no mundo


O brasileiros estão baixando cada vez mais aplicativos para seus smartphones e tablets. É o que aponta a pesquisa realizada pela empresa de consultoria e pesquisa Canalys realizada no primeiro trimestre do ano. De acordo com a pesquisa, a loja de aplicativos Google Play detém a maioria dos downloads realizados no mundo, com 51 do total%. Parte desta conquista se deu nos mercados emergentes, onde se encontra o Brasil, ao lado da África do Sul e Indonésia. Neles, o crescimento foi bem mais significativo.

Contudo, a pesquisa informou que apesar de ter a maioria dos downloads, não foi o Google, mas sim a Apple, que teve a maior receita, com 74% do que foi comprado. Isto faz da Apple Store a mais lucrativa loja de aplicativos do mercado mundial. Os demais concorrentes, como a Blackberry World e Windows Phone Store estão bem atrás em termos de participação do mercado. "Apple Store e Google Play permanecem sendo os pesos-pesados do mercado mundial de aplicativos", afirma Tim Shepherd, analista sênior da Canalys. Mas ele alerta que as duas demais concorrentes "ainda são adversários distantes, todavia não devem ser ingonados".

O mercado de aplicativos continua crescendo no mundo todo. Os usuários estão mais confiantes em baixar seus apps e a tendência é de alta para os próximos anos. No mercado americano, onde smartphones e tablet são itens corriqueiros, o crescimento de downloads neste primeiro trimestre foi de 8%, com o crescimento da receita de 6%. Juntas, as apps stores - Google, Apple, Blackberry e Windows - somaram 13,3 bilhões de downloads com um faturamento de US$ 2,2 bilhões.  E vai aumentar.

Fonte: Mashable

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Anúncio da Blackberry falha em trazer a marca de volta

por Christina Warren (tradução Silvio Luis de Sá)

Quando a empresa outrora RIM anunciou que estava preparando uma grande propaganda para o Super Bowl, a idéia parecia ser a oportunidade para mostrar o BlackBerry 10 e seu aparelho, o novo Z10. O CMO Frank Boulben disse que "o objetivo com o comercial do Super Bowl é fazer com que as pessoas saibam que o BlackBerry está de volta".

Em vez disso, o anúncio sem brilho foi uma oportunidade desperdiçada para a nova marca e o novo produto.

Se você ainda não viu, confira:



Uma companhia lutando por market share e relevância gasta US$ 4 milhões em um único anúncio e este é o resultado? Sinceramente, em qual universo este comercial diz que a "Blackberry está de volta"?

Conceito Errado

O conceito por de trás do comercial era que o Blackberry Z10 é tão poderoso que é impossível mostrar toda a sua capacidade em 30 segundos, então é melhor mostrar as pessoas todas as coisas ridículas que o celular não pode fazer.

Aqui está o problema: a reputação do Blackberry nos EUA é que ele é um celular que não se pode fazer nada. É um celular que não tem aplicativos, que necessita ser religado para instalação dos updates e que é lento para acessar a internet.

Ao invés de mostrar os muitos aplicativos novos agora disponíveis para BlackBerry 10, a capacidade de separar perfis profissional e pessoal ou a interessante função de superslow da câmera, a BlackBerry achou que seria melhor mostrar um cara lendo seu em celular e transformando um caminhão-tanque em um monte de patinhos de borracha.

A Questão do Timing

Além do pobre conceito, eu fiquei confuso com relação ao timing da inserção no Super Bowl. Quando a Blackberry anunciou que participaria do Super Bowl fez sentido - afinal de contas, o grande jogo ocorreria alguns dias após o lançamento do Blackberry 10.

O problema é: o Blackberry 10 não será lançado nos EUA antes de março - e provavelmente no final de março. Será que valeu a pena gastar US$4 milhões num anúncio que confunde o consumidor quando seu celular não estará no mercado nos próximos dois meses?

Blackberry dá a impressão de que não tem problemas com a sua marca. Enquanto a resistência a marca é impressionante - especialmente considerando os danos causados nos últimos quatro anos - a empresa não pode cometer erros, esta é uma companhia que está se segurando. Blackberry 10 é o seu último tiro para seu grande retorno.

O Que a Blackberry Deve Fazer

Há muitas coisas para ser apreciar no Blackberry 10. Estou usando o Z10 nos últimos dias e estou impressionado - e um pouco aliviado - em ver a Blackberry finalmente entregando um smartphone moderno e um OS para smartphone.

Ao invés de fingir que não há uma conotação negativa em torno da marca e da plataforma, a Blackberry deveria combatê-la. Talvez dizer algo como: "você acha que não pode fazer isto com o Blackberry? Pense de novo".

Ou talvez a Blackberry deva tirar vantagem de sua nova diretora de criação global, Alicia Keys. Ela fez uma apresentação no Super Bowl cantando o hino nacional americano, mas é difícil fazer disto uma oportunidade de marketing. Uma propaganda com ela simplemente segurando um Z10 poderia ser uma boa sacada.

Se a Blackberry vai gastar dinheiro patrocinando celebridades, deve fazê-lo colocando-os em seus anúncios.

Em última análise, esta foi mais uma oportunidade perdida pela BlackBerry para se reinventar e reafirmar-se como uma nova empresa.

Durante o ano passado, a empresa fez muitos movimentos para provar que agora é diferente. Ela tem um novo CEO, um nov CMO, um novo sistema operacional. Ela ainda tem até um novo nome.

É por isso que é tão frustrante ver lembranças do passado - como o "anúncio de gaveta" para o Z10 - e da publicidade que está fora de sintonia com as realidades do mercado.

Se o BlackBerry realmente vai voltar, vamos esperar que sua próxima rodada de comerciais siga uma direção decididamente diferente.

Fonte: Mashable

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A Última Tacada da RIM

A Research in Motion, RIM, lançou hoje seus novos smartphones, o Z10 e o Q10, que tem a árdua missão de trazer a companhia para as Top 5 empresas líderes do mercado de smartphones. Junto ao lançamentos dos dispositivos, a RIM apresentou também o lançamento do seu sistema operecional  (OS) que acompanha seu novos gadgets, o Blackberry 10.

A empresa investiu alto para ter de volta parte da fatia de mercado que já foi sua - a RIM encolheu cerca de 36% nos últimos dois anos. Desta forma, a companhia não mediu esforços e nem recursos para por nas prateleiras aparelhos de última geração. Ambos smartphones contam com os widgets que os consumidores se acostumaram a usar ultimamente: imagens em alta resolução, câmeras frontal e traseira (esta última com full HD) e touch screen são algumas das novidades.  (Veja os detalhes do lançamento aqui)

Foi anunciado também a remodelada loja virtual de aplicativos, os famosos apps que garentem boa parte da receita das empresas do ramos de dispositivos móveis. Embora ainda modesta, a Blackberry World oferece cerca de 70 mil aplicativos aos seus usuários. Pouco se comparado a Apple Store que conta com mais de 700 mil apps. Contudo, a empresa promete dobrar esta oferta em pouco tempo.

O mais interessante em todos estes lançamentos da RIM foi o surpreendente anúncio da mudança do nome da companhia. Isto mesmo, a Research In Motion se chamará agora Blackberry. O anúncio foi feito pelo CEO da empresa, Thorsten Heins, que também apresentou o novo slogan da empresa: "One brand, one promise". O lançamento oficial da nova marca será feito durante a transmissão do SuperBowl, dia 3 de fevereiro, a um custo estimado de US$ 3,7 milhões.