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terça-feira, 5 de março de 2013

Entendendo a midia local



A mídia local foi um negócio essencial por um século, em grande parte, por três razões:

1. A transmissão de sinal e os caminhões com os jornais faziam viagens apenas locais, por isso "local" era uma categoria natural.

2. Comércio (e portanto a propaganda) era local.

3. Os interesses tendiam a ser locais também.

Hoje, é claro, a transmissão do sinal viaja o mundo, assim como os jornais, estações de rádio e TV não tem por quê se limitarem.

O comércio também.

E finalmente, nós descobrimos que quando nos é dada a chance, as pessoas estão muito mais interessadas em saber o que as pessoas estão interessadas do que saber o que seu vizinho físico está fazendo.

De agora em diante, então, os verdadeiros reis da mídia serão locais num conceito totalmente diferente. Eles serão narradores e árbitros do interesse para grupos que, de fato, tenham os interesses alinhados com os seus. O jornal diário para famílias que lutam com diabetes juvenil, ou o email do bi-semanal com a edição de abertura sobre a industria da música pop. Se algumas dessas categorias passam a ser para quem "vive no CEP 10706", tudo bem, mas isso é mais a exceção do que a regra.

Muitas destas categorias estão em fluxo, disponíveis a uma hábil, extraordinária e generosa mídia de mini-magnatas que querem liderar.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Anúncio da Blackberry falha em trazer a marca de volta

por Christina Warren (tradução Silvio Luis de Sá)

Quando a empresa outrora RIM anunciou que estava preparando uma grande propaganda para o Super Bowl, a idéia parecia ser a oportunidade para mostrar o BlackBerry 10 e seu aparelho, o novo Z10. O CMO Frank Boulben disse que "o objetivo com o comercial do Super Bowl é fazer com que as pessoas saibam que o BlackBerry está de volta".

Em vez disso, o anúncio sem brilho foi uma oportunidade desperdiçada para a nova marca e o novo produto.

Se você ainda não viu, confira:



Uma companhia lutando por market share e relevância gasta US$ 4 milhões em um único anúncio e este é o resultado? Sinceramente, em qual universo este comercial diz que a "Blackberry está de volta"?

Conceito Errado

O conceito por de trás do comercial era que o Blackberry Z10 é tão poderoso que é impossível mostrar toda a sua capacidade em 30 segundos, então é melhor mostrar as pessoas todas as coisas ridículas que o celular não pode fazer.

Aqui está o problema: a reputação do Blackberry nos EUA é que ele é um celular que não se pode fazer nada. É um celular que não tem aplicativos, que necessita ser religado para instalação dos updates e que é lento para acessar a internet.

Ao invés de mostrar os muitos aplicativos novos agora disponíveis para BlackBerry 10, a capacidade de separar perfis profissional e pessoal ou a interessante função de superslow da câmera, a BlackBerry achou que seria melhor mostrar um cara lendo seu em celular e transformando um caminhão-tanque em um monte de patinhos de borracha.

A Questão do Timing

Além do pobre conceito, eu fiquei confuso com relação ao timing da inserção no Super Bowl. Quando a Blackberry anunciou que participaria do Super Bowl fez sentido - afinal de contas, o grande jogo ocorreria alguns dias após o lançamento do Blackberry 10.

O problema é: o Blackberry 10 não será lançado nos EUA antes de março - e provavelmente no final de março. Será que valeu a pena gastar US$4 milhões num anúncio que confunde o consumidor quando seu celular não estará no mercado nos próximos dois meses?

Blackberry dá a impressão de que não tem problemas com a sua marca. Enquanto a resistência a marca é impressionante - especialmente considerando os danos causados nos últimos quatro anos - a empresa não pode cometer erros, esta é uma companhia que está se segurando. Blackberry 10 é o seu último tiro para seu grande retorno.

O Que a Blackberry Deve Fazer

Há muitas coisas para ser apreciar no Blackberry 10. Estou usando o Z10 nos últimos dias e estou impressionado - e um pouco aliviado - em ver a Blackberry finalmente entregando um smartphone moderno e um OS para smartphone.

Ao invés de fingir que não há uma conotação negativa em torno da marca e da plataforma, a Blackberry deveria combatê-la. Talvez dizer algo como: "você acha que não pode fazer isto com o Blackberry? Pense de novo".

Ou talvez a Blackberry deva tirar vantagem de sua nova diretora de criação global, Alicia Keys. Ela fez uma apresentação no Super Bowl cantando o hino nacional americano, mas é difícil fazer disto uma oportunidade de marketing. Uma propaganda com ela simplemente segurando um Z10 poderia ser uma boa sacada.

Se a Blackberry vai gastar dinheiro patrocinando celebridades, deve fazê-lo colocando-os em seus anúncios.

Em última análise, esta foi mais uma oportunidade perdida pela BlackBerry para se reinventar e reafirmar-se como uma nova empresa.

Durante o ano passado, a empresa fez muitos movimentos para provar que agora é diferente. Ela tem um novo CEO, um nov CMO, um novo sistema operacional. Ela ainda tem até um novo nome.

É por isso que é tão frustrante ver lembranças do passado - como o "anúncio de gaveta" para o Z10 - e da publicidade que está fora de sintonia com as realidades do mercado.

Se o BlackBerry realmente vai voltar, vamos esperar que sua próxima rodada de comerciais siga uma direção decididamente diferente.

Fonte: Mashable