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quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Google Anuncia Novos Tipos de Propaganda para Profissionais de Marketing
Por anos, os profissionais de marketing confiaram cegamente no Google para fazer com que seus anúncios alcançassem os indivíduos online, principalmente por meio da sua plataforma de busca, o Gmail e o YouTube. Hoje, por conta de tanto conteúdo e mensagens voando por aí na Internet, nossos dispositivos móveis e até mesmo o nosso mundo físico, decisões são tomadas de forma incrivelmente rápidas. Estamos na era das compras por impulso, anúncio relevante, re-targeting e conteúdos de alta qualidade, todos os quais sendo excelentes ingredientes para campanhas publicitárias efetivas.
O Google compreendeu a mudança do cenário atual e decidiu ajudar os profissionais de marketing, aqueles que usam há anos o Google Ads. Para isso, a gigante das buscas pretende usar todo o seu arsenal de ferramentas e dados focando em novos produtos de divulgação e propaganda. Se o seu negócio tem uma lista de emails de qualquer tipo como consumidores, ganhadores de promoções ou assinantes de newsletters, você poderá se direcionar para estas pessoas novas campanhas usando a nova ferramenta do Google chamada "Customer Match". Esta é mais uma dentre outras novidades que estão sendo apresentadas. Confira.
Envie e direcione sua lista de emails com o Customer Match
Oferecer propaganda aos seus mais importantes e valiosos clientes ficou mais fácil. Uma nova modalidade de publicidade do Google chamada de Customer Match permitirá aos anunciantes enviarem listas de endereços de email que poderão ser identificadas e pareadas com os usuários do Google de uma maneira segura e prática. Uma vez feito o envio, você poderá criar e entregar campanhas direcionadas para as pessoas contidas nas listas e com contas ativas no Google.
Além do direcionamento aos clientes existentes, você também poderá entregar sua propaganda ao que o Google chama de "Público Similar", que são pessoas com características e interesses similares àqueles da lista dos emails originais. Sem dúvida, um poderoso recurso para os publicitários e profissionais de marketing.
Cards de Produtos Click-e-Compre em Vídeos do YouTube não-proprietários
No inicio deste ano, o YouTube anunciou novas formas para as empresas e marcas divulgarem seus produtos em vídeos próprios, ou seja, de sua autoria. Agora, em um novo upgrade, o canal permitirá a exibição de propaganda do tipo "click-e-compre" em parceiros de vídeos do YouTub. Não mais restrito aos seus próprios vídeos, anunciantes poderão transformar qualquer vídeo relevante, de autoria própria ou não, em uma loja digital.
Não será apenas o YouTube o responsável pela divulgação, mas profissionais de marketing, influenciadores e marcas também o serão, com a oportunidade de novos fluxo de receitas. Eles também terão acesso para criar novas experiências para o público através do YouTube Cards.
Amanhã falaremos sobre as outras novidades do Google para publicidade e marketing digital. Até lá.
Fonte: Social Media Week
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Três Mudanças em Marketing
1. Publicidade e marketing não são mais a mesma coisa.
2. As formas mais valiosas de marketing são consumidas voluntariamente.
3. O efeito das redes é a mais poderosa força no universo das ideias.
(A última afirmação é baseada no fato de que a cultura muda tudo sobre como nós vivemos nossas vidas, e a cultura e guiada pelo efeito das redes... a sociedade funciona porque ela é algo que nós fazemos juntos)
Praticamente todas as grandes empresas ignoram as três.
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Texto original em Seth's Blog
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Facebook, YouTube e Twitter lideram as campanhas nas mídias sociais
Sem surpresas. Recente pesquisa realizada pela agência americana STRATA confirmou que de 9 em cada 10 agências de propaganda dos Estados Unidos usam o Facebook para realização de campanhas publicitárias nas redes sociais. Outras redes sociais também se destacam nesse cenário, como o YouTube, com 55%, seguido logo abaixo pelo Twitter, com 53% das preferências.
Ou seja, nos dias de hoje, praticamente não existe campanha publicitária digital que não passe pela rede social de Mark Zuckerberg. O modelo de negócios dos anúncios do Facebook tem se mostrado bastante atrativo para as agências que veem nele um canal poderoso para cativar o público. Mesmo que a base de uma campanha sejam vídeos no YouTube, ela "necessita" de uma página no Face onde as ações promocionais vão convergir. Por conta disto, a maior rede social do planeta é também a maior rede de anúncios digitais.
Outro dado interessante apontado pela pesquisa da STRATA é que a grande maioria dos anúncios nas redes sociais são de marcas e não de empresas. Cerca de 62% dos anúncios no Facebook são para divulgar marcas e apenas 42% para divulgar empresas. O terceiro lugar fica com anúncios de serviços com cerca de um terço do total anunciado.
Fonte: eMarketer
Ou seja, nos dias de hoje, praticamente não existe campanha publicitária digital que não passe pela rede social de Mark Zuckerberg. O modelo de negócios dos anúncios do Facebook tem se mostrado bastante atrativo para as agências que veem nele um canal poderoso para cativar o público. Mesmo que a base de uma campanha sejam vídeos no YouTube, ela "necessita" de uma página no Face onde as ações promocionais vão convergir. Por conta disto, a maior rede social do planeta é também a maior rede de anúncios digitais.
Outro dado interessante apontado pela pesquisa da STRATA é que a grande maioria dos anúncios nas redes sociais são de marcas e não de empresas. Cerca de 62% dos anúncios no Facebook são para divulgar marcas e apenas 42% para divulgar empresas. O terceiro lugar fica com anúncios de serviços com cerca de um terço do total anunciado.
Fonte: eMarketer
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Os novos anúncios da Apple para linha iPad
Os novos anúncios da Apple do iPad e iPad mini são realmente bem interessantes. A empresa da maçã divulgou os dois filmes publicitários de 30 segundos que, de fato, mostram quase tudo que seus tablets podem fazer.Chamados de Together (juntos) e Alive (vivo) os filmes mostram a grande capacidade dos aplicativos em games, som, interatividade e de quebra exibe alguns dos apps exclusivos da Apple Store.
Confira, são bem legais. Para o público brasileiro fica a divulgação via web que a Apple sempre faz. Por aqui, ainda não há planos de veicular os anúncios na TV.
Fonte: Mashable
Confira, são bem legais. Para o público brasileiro fica a divulgação via web que a Apple sempre faz. Por aqui, ainda não há planos de veicular os anúncios na TV.
Fonte: Mashable
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Anúncio da Blackberry falha em trazer a marca de volta
por Christina Warren (tradução Silvio Luis de Sá)
Quando a empresa outrora RIM anunciou que estava preparando uma grande propaganda para o Super Bowl, a idéia parecia ser a oportunidade para mostrar o BlackBerry 10 e seu aparelho, o novo Z10. O CMO Frank Boulben disse que "o objetivo com o comercial do Super Bowl é fazer com que as pessoas saibam que o BlackBerry está de volta".Em vez disso, o anúncio sem brilho foi uma oportunidade desperdiçada para a nova marca e o novo produto.
Se você ainda não viu, confira:
Uma companhia lutando por market share e relevância gasta US$ 4 milhões em um único anúncio e este é o resultado? Sinceramente, em qual universo este comercial diz que a "Blackberry está de volta"?
Conceito Errado
O conceito por de trás do comercial era que o Blackberry Z10 é tão poderoso que é impossível mostrar toda a sua capacidade em 30 segundos, então é melhor mostrar as pessoas todas as coisas ridículas que o celular não pode fazer.Aqui está o problema: a reputação do Blackberry nos EUA é que ele é um celular que não se pode fazer nada. É um celular que não tem aplicativos, que necessita ser religado para instalação dos updates e que é lento para acessar a internet.
Ao invés de mostrar os muitos aplicativos novos agora disponíveis para BlackBerry 10, a capacidade de separar perfis profissional e pessoal ou a interessante função de superslow da câmera, a BlackBerry achou que seria melhor mostrar um cara lendo seu em celular e transformando um caminhão-tanque em um monte de patinhos de borracha.
A Questão do Timing
Além do pobre conceito, eu fiquei confuso com relação ao timing da inserção no Super Bowl. Quando a Blackberry anunciou que participaria do Super Bowl fez sentido - afinal de contas, o grande jogo ocorreria alguns dias após o lançamento do Blackberry 10.O problema é: o Blackberry 10 não será lançado nos EUA antes de março - e provavelmente no final de março. Será que valeu a pena gastar US$4 milhões num anúncio que confunde o consumidor quando seu celular não estará no mercado nos próximos dois meses?
Blackberry dá a impressão de que não tem problemas com a sua marca. Enquanto a resistência a marca é impressionante - especialmente considerando os danos causados nos últimos quatro anos - a empresa não pode cometer erros, esta é uma companhia que está se segurando. Blackberry 10 é o seu último tiro para seu grande retorno.
O Que a Blackberry Deve Fazer
Há muitas coisas para ser apreciar no Blackberry 10. Estou usando o Z10 nos últimos dias e estou impressionado - e um pouco aliviado - em ver a Blackberry finalmente entregando um smartphone moderno e um OS para smartphone.Ao invés de fingir que não há uma conotação negativa em torno da marca e da plataforma, a Blackberry deveria combatê-la. Talvez dizer algo como: "você acha que não pode fazer isto com o Blackberry? Pense de novo".
Ou talvez a Blackberry deva tirar vantagem de sua nova diretora de criação global, Alicia Keys. Ela fez uma apresentação no Super Bowl cantando o hino nacional americano, mas é difícil fazer disto uma oportunidade de marketing. Uma propaganda com ela simplemente segurando um Z10 poderia ser uma boa sacada.
Se a Blackberry vai gastar dinheiro patrocinando celebridades, deve fazê-lo colocando-os em seus anúncios.
Em última análise, esta foi mais uma oportunidade perdida pela BlackBerry para se reinventar e reafirmar-se como uma nova empresa.
Durante o ano passado, a empresa fez muitos movimentos para provar que agora é diferente. Ela tem um novo CEO, um nov CMO, um novo sistema operacional. Ela ainda tem até um novo nome.
É por isso que é tão frustrante ver lembranças do passado - como o "anúncio de gaveta" para o Z10 - e da publicidade que está fora de sintonia com as realidades do mercado.
Se o BlackBerry realmente vai voltar, vamos esperar que sua próxima rodada de comerciais siga uma direção decididamente diferente.
Fonte: Mashable
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Transição Acidentada da Publicidade (E Porque é Relevante para Você)
A publicidade está por ai há tanto tempo desde quando se mediam os preços com números romanos.
CPM é uma medida de quanto custa colocar um anúncio que irá aparecer na frente de 1000 pessoas. Até recentemente, um anúncio de página inteira numa revista de circulação nacional que atingia 2 milhões de pessoas podia facilmente custar US$ 80.000 (US$40 cpm vezes 2.000.000). (Eu diria, abaixo do que se aplica na TV).
Eu comecei minha carreira comprando anúncios de US$50.000 por aparição e depois fiz a transição em vender caras promoções online para grande marcas. A oportunidade era clara: encontrar público, fazer um lucro significativo vendendo propaganda.
Quando a web era nova, empresas como Yahoo diziam a P&G e Ford, "compre nossos banners, eles custam os mesmo que os anúncios de revista, mas as pessoas podem clicar neles como um bônus". E então, os banners começaram a ser incrivelmente lucrativos - fácil de fazer, vendendo-se muito.
Hoje, os banners são vendidos a um décimo daquilo ou, se contarmos com anúncios do Facebook e do Curti, tão pequeno quanto 1% do custo de um anúncio de revista por pessoa. Mas, é claro, não é uma comparação justa por uma série de razões:
1- Nos preços dos anúncios de revistas são contabilizados toda a circulação do veículo, mesmo que muito poucas pessoas lêem cada página de uma revista. Aúncios na web, por sua vez, medem quantas pessoas olham precisamente para aquela página.
2- Um vendedor de publicidade na internet pode dizer, "bem, mesmo se uma pessoa em mil, clicar no anúncio da internet, isto é melhor do que o número de pessoas que olham para um anúncio de revista". O problema disto é que mesmo que o clique seja a prova que alguma coisa aconteceu, eles são, de fato, raros. Revistas não oferecem cliques para anunciantes, mas sim esperança, algo que o anunciantes amam comprar.
3- Revistas sempre tem alcançado as massas. Anunciantes para um extra para veículos de grande circulação, embora isto signifique menor foco. Mesmos revistas com o foco segmentado (surf, eu diria, ou jardinagem) não se pode distinguir se o anúncio será visto por um homem ou mulher ou por alguém que acabou de comprar um carro. A internet oferece isso tudo e muito mais, porém os anunciantes estão subutilizando este foco porque eles cresceram numa sociedade de massa. É muito bom ter um foco bem definido, mas quando se vende a pessoas com a visão embaçada, isto não ajuda muito.
4- Por último, anúncios de revistas são amplamente vendidos, não comprados. Conde Nast e outras grandes empresas alegremente pagaram jantares e vinhos para publicitários por anos a fio para terem as maiores cotas (mais de 700 páginas na nova Vogue) que apareceriam nas revistas. Sites da internet, por outro lado, são intrinsecamente digitais e gostam de ser comprados, não vendidos, o que dá aos anunciantes uma enorme gama de escolha e alavancagem.
Em poucas palavras, os anúncios de revista são caros porque eles são escassos, eles funcionam (talvez) e eles foram vendidos, duramente. Anúncios na internet tem sido dramaticamente subvalorizados como mídia mensurável por pessoas que não querir medir nada, estão focados em mídia de massa.
Os anúncios de revistas já foram bons, uma industria perfeita, mas que está sendo substituída por algo impossível, algo que não funciona em todas as festas, ainda.
O resultado é que essas toneladas de inventários de anúncios enormes, inventário de bilhões de impressões, são o coração de tudo do que ainda está aí, pagando as contas em publicidade na web. O que pressiona os anunciantes a te mostrar mais páginas, a te interromper quando eles podem e tentar fazer com que você fique mais tempo no site deles dando cliques por ai. A maioria das pessoas nunca vai clicar num anúncio, mesmo num que elas possam, um dia, se lembrar.
Google Adwords é uma exceção a regra das 'toneladas', e, se não for usado para anúncio em larga escala, abre a porta para anunciantes começarem a mensurar o valor do que eles obtem em troca quando compram uma resposta direta do anúncio. Comprar um anúncio por US$1 dolar o clique e fazer US$2 dolares de lucro... compre mais anúncios! Isto simplesmente eleva o nível do monitoramento, onde estes anúncios só são atraentes se quem anuncia, medir seus resultados. Muitos anúncios não funcionam porque clicamos neles, mas sim porque nos lembramos deles ou porque eles alteram nossa percepção ou nos contam uma história.
Até os anunciantes começarem a valorizar oportunidades focadas, relembráveis e impactantes, começarem a comprar os anúncios certos nos lugares corretos para o público adequado, os usuários da internet continuaram parados vendo anúncios irrelevantes em sites que não respeitam seu tempo e sua atenção quanto deveriam. Temos vendedores, investidores, agências e compradores que são oriundos de uma sociedade de massa e escassez, e para eles as oportunidades em foco, conexão e abundância estão demorando para 'cair a ficha'.
Como a publicidade está pagando por grande parte dos negócios da web, ela está sendo feita para agradar os anunciantes. Contudo, o que os anunciantes estão acostumados a comprar não é o que a web tem de melhor para oferecer.
Exite um enorme trabalho de percepções sendo feito, mas existe um longo caminho a percorrer. É por isso que, "estamos apoiados por publicidade" não é uma estratégia tão óbvia como parece ser.
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Tradução de Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog
CPM é uma medida de quanto custa colocar um anúncio que irá aparecer na frente de 1000 pessoas. Até recentemente, um anúncio de página inteira numa revista de circulação nacional que atingia 2 milhões de pessoas podia facilmente custar US$ 80.000 (US$40 cpm vezes 2.000.000). (Eu diria, abaixo do que se aplica na TV).
Eu comecei minha carreira comprando anúncios de US$50.000 por aparição e depois fiz a transição em vender caras promoções online para grande marcas. A oportunidade era clara: encontrar público, fazer um lucro significativo vendendo propaganda.
Quando a web era nova, empresas como Yahoo diziam a P&G e Ford, "compre nossos banners, eles custam os mesmo que os anúncios de revista, mas as pessoas podem clicar neles como um bônus". E então, os banners começaram a ser incrivelmente lucrativos - fácil de fazer, vendendo-se muito.
Hoje, os banners são vendidos a um décimo daquilo ou, se contarmos com anúncios do Facebook e do Curti, tão pequeno quanto 1% do custo de um anúncio de revista por pessoa. Mas, é claro, não é uma comparação justa por uma série de razões:
1- Nos preços dos anúncios de revistas são contabilizados toda a circulação do veículo, mesmo que muito poucas pessoas lêem cada página de uma revista. Aúncios na web, por sua vez, medem quantas pessoas olham precisamente para aquela página.
2- Um vendedor de publicidade na internet pode dizer, "bem, mesmo se uma pessoa em mil, clicar no anúncio da internet, isto é melhor do que o número de pessoas que olham para um anúncio de revista". O problema disto é que mesmo que o clique seja a prova que alguma coisa aconteceu, eles são, de fato, raros. Revistas não oferecem cliques para anunciantes, mas sim esperança, algo que o anunciantes amam comprar.
3- Revistas sempre tem alcançado as massas. Anunciantes para um extra para veículos de grande circulação, embora isto signifique menor foco. Mesmos revistas com o foco segmentado (surf, eu diria, ou jardinagem) não se pode distinguir se o anúncio será visto por um homem ou mulher ou por alguém que acabou de comprar um carro. A internet oferece isso tudo e muito mais, porém os anunciantes estão subutilizando este foco porque eles cresceram numa sociedade de massa. É muito bom ter um foco bem definido, mas quando se vende a pessoas com a visão embaçada, isto não ajuda muito.
4- Por último, anúncios de revistas são amplamente vendidos, não comprados. Conde Nast e outras grandes empresas alegremente pagaram jantares e vinhos para publicitários por anos a fio para terem as maiores cotas (mais de 700 páginas na nova Vogue) que apareceriam nas revistas. Sites da internet, por outro lado, são intrinsecamente digitais e gostam de ser comprados, não vendidos, o que dá aos anunciantes uma enorme gama de escolha e alavancagem.
Em poucas palavras, os anúncios de revista são caros porque eles são escassos, eles funcionam (talvez) e eles foram vendidos, duramente. Anúncios na internet tem sido dramaticamente subvalorizados como mídia mensurável por pessoas que não querir medir nada, estão focados em mídia de massa.
Os anúncios de revistas já foram bons, uma industria perfeita, mas que está sendo substituída por algo impossível, algo que não funciona em todas as festas, ainda.
O resultado é que essas toneladas de inventários de anúncios enormes, inventário de bilhões de impressões, são o coração de tudo do que ainda está aí, pagando as contas em publicidade na web. O que pressiona os anunciantes a te mostrar mais páginas, a te interromper quando eles podem e tentar fazer com que você fique mais tempo no site deles dando cliques por ai. A maioria das pessoas nunca vai clicar num anúncio, mesmo num que elas possam, um dia, se lembrar.
Google Adwords é uma exceção a regra das 'toneladas', e, se não for usado para anúncio em larga escala, abre a porta para anunciantes começarem a mensurar o valor do que eles obtem em troca quando compram uma resposta direta do anúncio. Comprar um anúncio por US$1 dolar o clique e fazer US$2 dolares de lucro... compre mais anúncios! Isto simplesmente eleva o nível do monitoramento, onde estes anúncios só são atraentes se quem anuncia, medir seus resultados. Muitos anúncios não funcionam porque clicamos neles, mas sim porque nos lembramos deles ou porque eles alteram nossa percepção ou nos contam uma história.
Até os anunciantes começarem a valorizar oportunidades focadas, relembráveis e impactantes, começarem a comprar os anúncios certos nos lugares corretos para o público adequado, os usuários da internet continuaram parados vendo anúncios irrelevantes em sites que não respeitam seu tempo e sua atenção quanto deveriam. Temos vendedores, investidores, agências e compradores que são oriundos de uma sociedade de massa e escassez, e para eles as oportunidades em foco, conexão e abundância estão demorando para 'cair a ficha'.
Como a publicidade está pagando por grande parte dos negócios da web, ela está sendo feita para agradar os anunciantes. Contudo, o que os anunciantes estão acostumados a comprar não é o que a web tem de melhor para oferecer.
Exite um enorme trabalho de percepções sendo feito, mas existe um longo caminho a percorrer. É por isso que, "estamos apoiados por publicidade" não é uma estratégia tão óbvia como parece ser.
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Tradução de Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog
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