domingo, 9 de julho de 2017

Por que “quantos empregos a IA irá matar?” é a pergunta errada – Parte 2


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Por que “quantos empregos a IA irá matar?” é a pergunta errada – Parte 1


Nos últimos cinco anos, nós temos desenvolvido maquinas de inteligência artificial (IA) que podem fazer várias coisas que antes só a mente humana podia realizar: compreensão da fala, diagnosticar doenças, checar termos de contratos, desenhar uma peça mecânica a partir de um esboço e até mesmo apresentar novas hipóteses científicas que são apoiadas em pesquisas subsequentes. Quando esses novos softwares estiverem presentes em máquinas, nós teremos carros e caminhões andando sozinhos, autônomos. Junte a isso, entregas e inspeções realizados por drones e robôs de todos os tipos.
Essas tecnologias estão sendo aperfeiçoadas mais rapidamente do que previram os seus criadores no início da década, aliado ao fato de que os melhores jogadores do mundo, tanto do jogo asiático de estratégia chamado GO como no famoso jogo de poker Texas hold-em,  são agora sistemas de IA, indica como tão profundamente esta tecnologia está invadindo o território humano.
Então não devíamos nós estarmos nos preparando para uma maciça onda de desempregos gerada pela tecnologia de IA? Um estudo dos acadêmicos Carl Frey e Michael Osborne, da Universidade de Oxford, amplamente divulgado encontrou que 47% dos empregos que existem hoje nos EUA estão suscetíveis a informatização. E outros cargos estão prontos para serem automatizados. Assim como a tecnologia dos carros autônomos avança, parece que provavelmente muitos dos 3, 5 milhões de caminhoneiros dos EUA terão que procurar um outro ofício.
A despeito dessas estatísticas e cenários apavorantes, no entanto, não é hora para pânico. Primeiro, previsões anteriores sobre ganhos e perdas ao longo do tempo sobre empregos específicos sempre deram com os burros n’água, e existem algumas razões para acreditar que os cortes não serão tão ruins assim. Segundo, o estudo de Oxford olhou só para a destruição de empregos e não para a criação de outros. O estudo não tentou estimar quantos novos empregos e quantas novas categorias de empregos poderão surgir com o futuro progresso tecnológico. Existirão certamente muitos, desde fiscais de robôs até intérpretes de IA. Por último, enquanto 3, 5 milhões soa como muitos empregos a serem perdidos, existem quase o mesmo em demissões a cada dois meses nos EUA, e outro seis milhões ou mais de pessoas que, voluntariamente, deixam seus empregos. A economia americana é grande e dinâmica, números grandes de empregos são perdidos o tempo todo e outros tantos são criados.
(Continuará...)
__________________
Fonte: LinkedIn

quinta-feira, 22 de junho de 2017

As 10 cidades mais inteligentes do mundo


(Publicação original do blog ConexCidade
 
O conceito de cidades inteligentes é relativamente novo, criado a partir deste milênio, e vem sendo aprimorado ao longo dessas quase duas décadas. No ano 2000, quando este conceito surgiu, dava-se importância basicamente à administração pública - transporte urbano, serviços de saúde, escolas, urbanização entre outros. Contudo, percebeu-se que focar apenas nos serviços governamentais dava uma visão parcial do cenário das cidades.

Hoje, o conceito trata de um modelo de gestão pública aliados a avanços tecnológicos com objetivo de facilitar a vidas das pessoas em mobilidade urbana, serviços de saúde, educação e saneamento, integração cultural, sustentabilidade e preservação do meio ambiente e dos recursos naturais. Isto é possível com a integração extensiva dos sistemas digitais de comunicação e informação entre gestores públicos e as atividades privadas visando elevar a eficiência dos serviços oferecidos aos moradores das cidades.

Com base nesses conceitos, o Instituto de Estudos Superiores da Empresa, IESE, da Espanha, analisou o grau de “inteligência” de 181 metrópoles em todo o mundo em 80 países. Os principais conceitos analisados foram atividade econômica, gestão pública, planejamento urbano, coesão social e tecnologia.

Deste estudo, nasceu o ranking das cidades mais inteligentes do planeta que é atualizado anualmente. O mais recente, de 2016, mostra que, dentre as 25 primeiras, 9 são europeias e outras 9 estão na América do Norte. Para o Brasil,  as notícias não foram boas e mostram que a profunda crise em que vive o país segue deteriorando a qualidade de vida dos brasileiros. São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba foram as cidades que mais perderam posições em todo o estudo e hoje encontram-se em 124º (São Paulo), 129º (Curitiba) e 139º (Rio de Janeiro). Porto Alegre é a cidade brasileira mais bem ranqueada ficando com a 118ª posição.

 Veja abaixo a listas das 10 primeiras cidades mais inteligentes do mundo segundo IESE em 2016.


1.Nova York
Sede de várias empresas globais. Alta atividade econômica
2.Londres
O destaque vai para educação das crianças e jovens
3.Paris
É a cidade que mais atrai turistas. Também possui forte atividade econômica.
4.São Francisco
Alta capacidade de atrair negócios. Proximidade com o Vale do Silício ajuda.
5.Boston
Administração pública é o forte desta metrópole norte americana
6.Amsterdã
Planejamento e mobilidade urbanos são os pontos fortes da capital do Reino da Holanda
7.Chicago
Forte atividade econômica que a faz um ímã no centro-norte americano
8.Seul
A capital da Coreia do Sul é uma das mais tecnologicamente avançadas do mundo. Os padrões sociais também ajudam a colocá-la como a primeira cidade asiática no ranking
9.Genebra
Gestão pública e investimentos ambientais são os principais conceitos da capital da Suíça
10.Sydney
Planejamento urbano aliado a tecnologia e conectividade fazem de Sydney a única cidade do hemisfério sul a fazer parte das 10 primeiras mais inteligentes do mundo

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Twitter ganha mais seguidores


O último resultado trimestral deste ano indica que o Twitter voltou a acertar o passo. Ao mesmo tempo em que as receitas diminuíram pela primeira vez na história, a empresa ganhou mais de 9 milhões de usuários novos.

"Estamos orgulhosos em divulgar o crescimento acelerado no uso diário do Twitter pelo quarto trimestre consecutivo, acima 14% em relação ao ano passado", disse o CEO da empresa Jack Dorsey.

"Estamos cumprindo com nosso objetivo de construir um serviço em que as pessoas adoram usar todos os dias, e estamos incentivados pelo impulso do crescimento da audiência que nós vimos no primeiro quarto", afirma Dorsey. E completa dizendo "Enquanto tomamos na cara os ventos da receita, acreditamos que a execução no nosso plano e o crescimento da nossa audiência deve resultar em aumento de receita positiva a longo prazo."

A empresa divulgou a receita do primeiro trimestre de US$ 548 milhões, 8% a menos comparado ao ano passado, contudo melhor do que previram os especialistas.

A quantidade de usuários mensais ativos (MAU, na sigla em inglês) também subiu neste primeiro trimestre totalizando 328 milhões contra 319 milhões no trimestre anterior.

"Impulsionado por uma sólida tendência de aumento do envolvimento do usuário e crescimento em sua principal audiência mensal nos EUA, esperamos que o Twitter veja novos negócios de anúncios e reverta o abandono do anunciante anterior da plataforma", afirmou o vice-presidente de tendências do eMarketer Martin Utretas.

A previsão do eMarketer para o fim deste ano é que o Twitter atinja uma sólida base de usuários mensais na faixa de 255,3 milhões. Sem dúvida, uma resposta a altura do Twitter para aqueles que apontavam na obsolescência da rede social.

_____________
Fonte: eMarketer.com

terça-feira, 21 de março de 2017

Google releva novos padrões para o YouTube



Semana passada, alguns anunciantes de peso retiraram suas campanhas do YouTube ao verem seus anúncios vinculados em vídeos de conteúdo extremista ou mesmo ofensivo. Entre eles estão empresas como Volkswagem, Tesco e o governo britânico.


Nesta segunda-feira, o Google se mexeu. Em resposta ao ocorrido, a gigante de buscas e dona do YouTube publicou um novo plano de ação referente à vinculação de anúncios em seus vídeos. Para aliviar as preocupações, o  executivo de negócios Phillipp Schindler apresentou detalhes das proteções que serão expandidas a partir das próximas semanas.

A princípio, a empresa ampliará as definições para conteúdo impróprio - àqueles considerados ofensivos ou mesmo os que aparentam ser cópias de um conteúdo legítimo - e elevar a importância daqueles conteúdos cuja propaganda é permitida.

Hoje, a política do Google sobre o que pode ser monetizado no YouTube concentra-se em excluir conteúdo que incita a violência, mas agora será extendido a vídeos com linguagem grosseira e depreciativa direcionada a gênero ou religião de outras pessoas por exemplo.

Phillipp Schindler promete que o Google contratará "um número significante de pessoas" para reforçar o processo de notificação e exclusão destes conteúdos. Ele afirma também que a empresa fará uso de inteligência artificial para acelerar as revisões sobre os conteúdos denunciados. "Em breve, nós estaremos áptos a resolver estes casos em menos de algumas horas", disse o executivo. Vamos aguardar.
_______
Fonte: FT.com

sexta-feira, 17 de março de 2017

Vendas do Switch, da Nintendo, Surpreendem


Desde o seu lançamento, há menos de um mês, o console Switch, da Nintendo, vem batendo todos os recordes. Ele é o console com as vendas mais rápidas que a empresa já produziu. O sucesso é tão grande que a gigante japonesa de games está pensando em dobrar a produção do Switch já em 2017, de 8 para 16 milhões de unidades segundo o site The Wall Street Journal.

Antes do lançamento, analistas previram que a Nintendo venderia algo em torno de 5 milhões de unidades no primeiro ano devido ao relativo alto preço do console, US$300, e da falta de jogos grátis que normalmente acompanham este tipo de produto. Erraram feio. As centenas de reviews do jogo Zelda: Breath of the Wild serviram como teaser para a grande legião de fãs do game e certamente ajudaram a Nintendo alcançar 1,5 milhão de unidades vendidas na primeira semana.

Ainda segundo o WSJ, o Switch chegará a 2,5 milhões de consoles vendidos no primeiro mês de lançamento. Ainda é cedo para prever a demanda para o ano todo, mas é certo que a produção do aparelho será aumentada já no curto prazo. O console está esgotado na maioria das lojas do Japão e dos Estados Unidos o que levou a uma diminuição no ritmo das vendas. É bom a Nintendo acelerar a produção enquanto os ventos sopram forte.
_____________
Fonte: Engadget



quinta-feira, 16 de março de 2017

McDonald's Vai Lançar App para Clientes Fazerem Pedidos pelo Celular


A gigante do fast-food está testando nos Estados Unidos uma versão beta de seu aplicativo para fazer pedidos via smartphone. Primeiramente em 29 restaurantes da rede nas cidades americanas de Monterey e Salinas, na Califórnia. Outras 51 lanchonetes em Spokane, no estado de Washington também usarão o app no mês que vem.

O McDonald's quer ter certeza que o aplicativo estará no mesmo nível - ou quem sabe, melhor - dos outros aplicativos de pedidos das redes Taco Bell, Domino´s e Starbucks. Isto porque o McDonald's sabe que está entrando tarde na brincadeira de pedidos por aplicativos ficando para trás em relação a outras redes que já o fazem há algum tempo.


Aplicativos de pedidos ajudou outras redes de fast-food

A maior rede de fast-food do mundo espera que os pedidos via aplicativo ajude a trazer mais público as suas lojas. No quarto trimestre de 2016, as vendas nas lojas dos Estados Unidos cairam 1,3% e o número de consumidores que visitam o McDonald's vem caindo a quatro anos seguidos. Em 2016, 2,6% a menos segundo reportagem da Bloomberg.

Em 2015, a Starbucks lançou em todo os Estados Unidos o aplicativo Mobile Order & Pay (Peça e Pague Móvel, em tradução livre). O app já registra 6% de todas as transações feitas no país. Aproximadamente, 3.300 lojas Starbucks recebem 10% dos pedidos no momentos de pico pelo aplicativo. Matérias publicadas pela imprensa apontam um aumento nas vendas também nas redes Taco Bell e Domino´s.

Consumidores estão fazendo pedidos por aplicativos
Em agosto de 2016, uma pesquisa feita pela empresa de software de gerenciamento de restaurante, a Toast, descobriu que 58% dos usuários da internet que pedem jantar fora o fizeram por meio de aplicativos móveis. A maioria deste grupo fez seu pedido usando smartphones ou tablets pelo menos uma vez por mês.

E executivos de restaurantes estão investindo em várias tecnologias, como pagamento via celular, para aprimorar ainda mais a experiência do consumidor. De acordo com as dados da Hospitality Technology, a maioria destes executivos, pesquisados em todo o mundo em 2016, já adotaram várias tecnologias voltadas para o cliente.

Quase metade adotaram programas de fidelidade e mais de um terço incorporaram experiências móveis abrangentes através do ciclo de vida do cliente. Estas tecnologias, incluindo aquelas de personalização de ofertas e pedidos de mesa, podem ajudar os restaurantes a alcançarem seus consumidores fazendo com que a experiência geral seja mais satisfatória.

________________
Fonte:eMarketer