sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Pagamento Mobile: O Novo Confronto de Titãs


Smartphones e tablets definitivamente passaram a fazer parte do cotidiano da maioria das pessoas que moram em centros urbanos. Estes dispositivos portáteis permitem àqueles que os carregam executar as mais diversas funções, do lazer ao trabalho. Por conta disto, esses aparelhos viraram alvo de uma grande batalha de titãs numa área até então pouco usada pelas as grandes companhias financeiras: o de pagamento móvel.

Hoje, tanto no gigantesco mercado norte-americano como no nosso queridíssimo Brasil, empresas de grande porte estão se engalfinhando para se lançar à frente da concorrência neste que promete ser um negócio colossal. Previsões segundo o site Forrester, falam de um mercado de 90 bilhões de dólares em 2017 nos EUA. Para se der uma ideia, no ano de 2012, este mercado movimentou a cifra de US$ 12.3 bilhões. Ou seja, a taxa de crescimento prevista no mercado norte-americano será de 48% ao ano. Um assombro.

Briga de cachorro grande

Outro fator que ilustra a dimensão do negócio são os atores que entraram para "brigar" por uma fatia deste mercado. Nada menos que Google, Apple e, recentemente, a Amazon, possuem seus aplicativos e/ou dispositivos para pagamento móvel. Palpay e Square são outras empresas que também estão na briga assim como as tradicionais Visa e Mastercard. Não é uma luta para pequenos.

A chegada da Amazon ilustra, de certa forma, como as empresas estão ávidas por este mercado não querendo dar brecha a nenhum concorrente. A gigante do varejo está travando um queda de braço com a novata Square na questão de percentual de comissão. A Square cobra de seus clientes 2,75% por transação enquanto a Amazon, para desbancar a concorrente,  está oferecendo até o final do ano uma taxa de 1,75%. Tal estratégia da Amazon suscitou discussões sobre como a Square enfrentará esta guerra.

Mercado em crescimento 

O Brasil conta com algumas empresas neste segmento: a Cielo, o PagSeguro, o Santander Conta Conecta e Payleven largaram na frente e já oferecem a seus clientes as maquininhas para receber pagamentos por cartões de crédito, débito e até de alimentação. Os pequenos empresários ou prestadores de serviço clientes destas empresas transformam seus smartphones e tablets em máquina de recebimento de pagamento. Ótimo para baratear custos.

Contudo, o pagamento móvel pode ser feito também por meio de outra tecnologia. Smartphones dotados do recurso Near Field Communication (NFC) - algo como comunicação de curto alcance - também são capazes de realizar pagamentos apenas aproximando-se o aparelho de uma maquina leitora de cartões compatível com NFC. Estimativas indicam que até 2018, 80 milhões de pessoas estarão usando uma  ou outra tecnologia de pagamento móvel por aqui.

Esta nova modalidade já é uma realidade. Não tenha dúvidas que, em breve, você verá um colega de trabalho, um amigo ou mesmo um familiar sacando o celular para pagar a conta do restaurante, ou testemunhará sua amiga comprando um cappuccino aproximado o smartphone de uma maquininha de cartão, ou mesmo o taxista recebendo o pagamento da corrida no celular dele. Notável mundo novo!

fontes: Mashable, Exame e FastCompany