quarta-feira, 3 de julho de 2013

Um mar de estranhos


Existe coisa mais amedrontadora do que aparecer (aparecer de verdade) num lugar onde você é um desconhecido e está sozinho?

Todos os nossos sistemas de alertas estão ligados. Por uma perspectiva evolucionária, estranhos representam perigo. Eles não apenas uma ameaça direta, mas carregam consigo o risco da rejeição e toda a insegurança que isto traz.

Mas o oposto pode ser verdade: estranhos podem representar oportunidade. A oportunidade para aprendermos, para criarmos novas conexões, para construirmos pontes que beneficiarão a todos.

Isto é um debate interno, não algo que vem de fora. Quando procuramos por rejeições e razões para desistirmos, será exatamente isto que encontraremos. Por outro lado, se buscarmos possibilidades e procurarmos pelas pessoas que precisam da gente tanto quanto nós precisamos delas, então as encontraremos.

Todo mundo é, em um certo nível, tímido. Todos tem o instinto de desistir, porque este instinto está dentro de nós. Aqueles que o superam não nasceram gregários, eles são pessoas que percebem que a verdadeira auto-realização de encontrar o que estão procurando.

A pessoa conectada não é diferente de você, ela simplesmente fez a escolha generosa confrontando seu medo inato ao invés de se esconder por traz dele. A recompensa de superar esta inércia pertence ao conector e a todos a quem ele se conecta.

Está mais fácil do que nunca reunir, organizar, criar espaços onde estranhos deixarão de ser estranhos e virarão aliados e amigos. Aqueles que reúnem precisam superar a resistência deles apenas uma vez, e então se beneficiar da generosidade que eles entregam ao grupo. A única diferença entre um grupo de amigos e um grupo de estranhos é que os amigos se beneficiam de alguém disposto a ir primeiro.


Quando nos entrelaçamos junto a estranhos e nos transformamos em uma tribo, criamos valor real, um valor que dura.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog