quarta-feira, 24 de abril de 2013

Você não tem que ceder


Simplesmente dar as pessoas o que elas querem é um atalho paa a banalidade, mediocridade e invisibilidade.

A agência que dar ao cliente exatamente o que ele acha que quer não vai merecer nunca ganhar a 'Agência do Ano', e pior, é raramente vista como uma lider de mercado, ao invés disto o publicitário confiável é inteligente o suficiente para saber o que o cliente deve querer.

Estou definindo "ceder" como ser condescendente, usando a sua percepção dos desejos dos clientes como desculpa para fazer o trabalho do qual não se orgulha.

A rádio que apenas coloca uma programação vazia, sensacionalista das crises do ano está levando outros para o buraco, numa caçada que não pode (e não quer) ganhar nada. [A desculpa é sempre a mesma - colocar o que o ouvinte quer ouvir!]

A livraria que oferece aos seus clientes brinquedos, jogos e outras bugigangas para sobreviver, não durará muito para que ela não seja chamada de livraria.

O restaurante que anseia por servir às crianças refeições salgadas, gordurosas e sem gosto porque é isso o que elas comem está inevitavelmente treinando toda uma geração a não comer em restaurantes quando elas crescerem.

O arquiteto que proclama que os tempos estão difíceis e acaba por fazer trabalhos banais e cafonas porque é mais fácil vender ganhará os clientes que ele merece.

O editor que negocia para se manter nas melhores listas, usando SEO para carregamento calculado das palavras-chave e design sensacionalista a fim de atrair o público desatento, ganha o previlégio de continuar a fazer isto mais e mais.

As razões sobre as quais você não deve ceder é que você não está com pressa e não precisa que todos o abraçem ou ao o seu trabalho. Quando você se concentra no único, apaixonado e interessado segmento de mercado, você pode extraordinariamente trabalhar para poucos (e observar seu trabalho se disseminar) ao invés de começar no lugar-comum.

Vá em frente e faça ao para as elites. Não as elites ricas e abastadas, mas as elites do curiosidade, da paixão e do sabor. Cada grande criação foi feita a partir de e para este tipo de pessoas.

Exite um surpreendente espaço no fim desta abordagem - entre aqueles que se importam o suficiente para dizer não - e mais ainda, para ensinar ao mercado que eles estão certos.

Eles merecem que o nicho deles esteja no topo do mercado por liderança, não por condescendência.

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Traduzido por Silvio Luis de Sá. Texto original em Seth's Blog